(continuação e conclusão do tópico "Causa e efeito". Próxima postagem: O único remédio).
O Dr. Richard Beal nos fornece cinco definições sobre o pecado.
Primeiro: pecado é ilegalidade, a transgressão da lei de Deus (1 João, 3:4). Deus estabeleceu a fronteira entre o bem e o mal, e, sempre que ultrapassamos esta fronteira, sempre que somos culpados de intrusão na área proibida do mal, estamos infringindo a lei. Sempre que deixamos de cumprir os Dez Mandamentos, sempre que contrariamos os preceitos do Sermão da Montanha, transgredimos a lei de Deus e somos culpados de pecar.
Se você olhar os Dez Mandamentos um por um, notará como a humanidade hoje está decidida, ao que parece, não apenas em infringi-los, mas também em exaltar a infração! Desde a idolatria, que é colocar qualquer coisa acima de Deus, a lembrar de guardar o domingo (onde estariam o futebol e o beisebol profissionais, se os cristãos se recusassem a assisti-los aos domingos?), a honrar os pais (livros como Mamãezinha querida que denunciam os pecados dos pais) à cobiça e ao adultério - parece que houve um esforço planejado na infração deliberada de cada Mandamento, E não apenas isto, mas parece haver uma tentativa resoluta para torná-la atraente!
Tiago deixou claro que somos todos culpados quando disse: "Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte" (Tiago 1: 14-15). É porque todos nós infringimos as leis de Deus, todos transgredimos Seus mandamentos, que somos classificados de pecadores.
Segundo: a Biblia descreve o pecado como iniquidade. Iniquidade é o desvio do que é certo, quer o determinado ato tenha sido expressamente proibido ou não. A iniquidade está ligada a nossas motivações interiores, às mesmas coisas que tentamos com tanta frequência ocultar aos olhos dos homens e de Deus. São as transgressões que advêm de nossa própria natureza corrupta, e não os atos malignos, que a força das circunstâncias à vezes nos levam a cometer.
Jesus descreveu a corrupção interior quando disse; "Porque de dentro dos corações dos homens é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja,a blasfêmia, a soberba, a loucura: Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem" (Marcos, 7: 21-23)
Terceiro: A Bíblia define o pecado como errar o alvo, não atingir o objetivo que foi determinado. O objetivo de Deus é Cristo. O objetivo e propósito final da vida toda é viver à altura da vida de Cristo. Ele veio para nos mostrar o que o homem pode alcançar aqui na terra; e quando não seguimos Seu exemplo, erramos o alvo e deixamos de alcançar o padrão divino.
Quarto: O pecado é uma forma de transgressão. É a intrusão da vontade própria na esfera da autoridade divina. O pecado não é somente uma coisa negativa, não é apenas a ausência de amor a Deus. O pecado é fazer uma escolha positiva, preferir a si mesmo em vez de Deus. É a centralização da afeição em si mesmo em vez de entregar-se de todo coração a Deus. O egoísmo e o egocentrismo são sinais tão evidentes do pecado quando o roubo e o homicídio. Talvez seja esta a forma de pecado mais sutil e destrutiva, pois torna fácil negligenciar o rótulo no frasco de veneno. Aqueles que se apegam a si mesmos, aqueles que centram toda sua atenção na própria pessoa, aqueles que levam em conta apenas os próprios direitos são tão pecadores quanto o bêbado ou a prostituta.
Jesus disse: "Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos , 8:36). Traduzindo em termos modernos, será que não poderíamos dizer: "O que lucra um homem construindo um grande império industrial, se ele está corroído de úlceras e não pode aproveitar a vida? O que lucra um ditador, conquistando um hemisfério, se precisa conviver com o medo constante da bala de um vingador ou da faca de um assassino? O que lucra um pai que educa os filhos com autoridade excessiva, se é rejeitado por eles mais tarde e abandonado a uma velhice solitária?" Sem dúvida, o pecado do egoísmo é um pecado mortal.
Quinto: É um insulto à veracidade de Deus, "Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho" (1 João, 5:10).
É a descrença que fecha a porta do céu e abre a do inferno. É a descrença que rejeita a Palavra de Deus e recusa a Cristo como Salvador. É a descrença que leva o homem a fazer ouvidos de mercador ao evangelho e a negar os milagres de Cristo.
O pecado implica pena de morte, e nenhum homem tem em si a capacidade de salvar-se da pena do pecado ou de purificar o próprio coração de sua corrupção. Os anjos e os homens não podem reparar o pecado. É somente Cristo que pode salvar o pecador do destino que na certa o espera. "Porque o salário do pecado é a morte" (Romanos, 6:23). "A alma que pecar, essa morrerá" (Ezequiel, 18:4). "Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele o seu resgate" (Salmos, 49:7). "Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor" (Sofonias, 1:18).

