domingo, 30 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - Causa e Efeito (3). Billy Graham

     
(continuação e conclusão do tópico "Causa e efeito". Próxima postagem: O único remédio).

O Dr. Richard Beal nos fornece cinco definições sobre o pecado.
     Primeiro: pecado é ilegalidade, a transgressão da lei de Deus (1 João, 3:4). Deus estabeleceu a fronteira entre o bem e o mal, e, sempre que ultrapassamos esta fronteira, sempre que somos culpados de intrusão na área proibida do mal, estamos infringindo a lei. Sempre  que deixamos de cumprir os Dez Mandamentos, sempre que contrariamos os preceitos do Sermão da Montanha, transgredimos a lei de Deus e somos culpados de pecar.

     Se você olhar os Dez Mandamentos um por um, notará como a humanidade hoje está decidida, ao que parece, não apenas em infringi-los, mas também em exaltar a infração! Desde a idolatria, que é colocar qualquer coisa acima de Deus, a lembrar de guardar o domingo (onde estariam o futebol e o beisebol profissionais, se os cristãos se recusassem a assisti-los aos domingos?), a honrar os pais (livros como Mamãezinha querida que denunciam os pecados dos pais) à cobiça e ao adultério - parece que houve um esforço planejado na infração deliberada de cada Mandamento, E não apenas isto, mas parece haver uma tentativa resoluta para torná-la atraente!

     Tiago deixou claro que somos todos culpados quando disse: "Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte" (Tiago 1: 14-15). É porque todos nós infringimos as leis de Deus, todos transgredimos Seus mandamentos, que somos classificados de pecadores.

     Segundo: a Biblia descreve o pecado como iniquidade. Iniquidade é o desvio do que é certo, quer o determinado ato tenha sido expressamente proibido ou não. A iniquidade está ligada a nossas motivações interiores, às mesmas coisas que tentamos com tanta frequência ocultar aos olhos dos homens e de Deus. São as transgressões que advêm de nossa própria natureza corrupta, e não os atos malignos, que a força das circunstâncias à vezes nos levam a cometer.

     Jesus descreveu a corrupção interior quando disse; "Porque de dentro dos corações dos homens é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja,a blasfêmia, a soberba, a loucura: Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem" (Marcos, 7: 21-23)

     Terceiro: A Bíblia define o pecado como errar o alvo, não atingir o objetivo que foi determinado. O objetivo de Deus é Cristo. O objetivo e propósito final da vida toda é viver à altura da vida de Cristo. Ele veio para nos mostrar o que o homem pode alcançar aqui na terra; e quando não seguimos Seu exemplo, erramos o alvo e deixamos de alcançar o padrão divino.

     Quarto: O pecado é uma forma de transgressão. É a intrusão da vontade própria na esfera da autoridade divina. O pecado não é somente uma coisa negativa, não é apenas a ausência de amor a Deus. O pecado é fazer uma escolha positiva, preferir a si mesmo em vez de Deus. É a centralização da afeição em si mesmo em vez de entregar-se de todo coração a Deus. O egoísmo e o egocentrismo são sinais tão evidentes do pecado quando o roubo e o homicídio. Talvez seja esta a forma de pecado mais sutil e destrutiva, pois torna fácil negligenciar o rótulo no frasco de veneno. Aqueles que se apegam a si mesmos, aqueles que centram toda sua atenção na própria pessoa, aqueles que levam em conta apenas os próprios direitos são tão pecadores quanto o bêbado ou a prostituta.

     Jesus disse: "Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos , 8:36). Traduzindo em termos modernos, será que não poderíamos dizer: "O que lucra um homem construindo um grande império industrial, se ele está corroído de úlceras e não pode aproveitar a vida? O que lucra um ditador, conquistando um hemisfério, se precisa conviver com o medo constante da bala de um vingador ou da faca de um assassino? O que lucra um pai que educa os filhos com autoridade excessiva, se é rejeitado por eles mais tarde e abandonado a uma velhice solitária?" Sem dúvida, o pecado do egoísmo é um pecado mortal.

     Quinto: É um insulto à veracidade de Deus, "Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho" (1 João, 5:10).

     É a descrença que fecha a porta do céu e abre a do inferno. É a descrença que rejeita a Palavra de Deus e recusa a Cristo como Salvador. É a descrença que leva o homem a fazer ouvidos de mercador ao evangelho e a negar os milagres de Cristo.

     O pecado implica pena de morte, e nenhum homem tem em si a capacidade de salvar-se da pena do pecado ou de purificar o próprio coração de sua corrupção. Os anjos e os homens não podem reparar o pecado. É somente Cristo que pode salvar o pecador do destino que na certa o espera. "Porque o salário do pecado é a morte" (Romanos, 6:23). "A alma que pecar, essa morrerá" (Ezequiel, 18:4). "Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele o seu resgate" (Salmos, 49:7). "Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor" (Sofonias, 1:18).      

domingo, 16 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado. Causa e Efeito (2) - Billy Graham

     ... foram pecadores antes delas! Contudo, a Bíblia afirma: "Porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos,3:22-23). A Bíblia declara que cada pessoa na terra é pecadora á vista de Deus; e sempre que ouço alguém excluir-se de tão forte afirmação, lembro-me da estória do funcionário da igreja que um dia foi conversar com o pastor sobre o pecado.

     Disse ele ao pastor: "Doutor, nós da congregação gostaríamos que o senhor não falasse tanto nem com tanta clareza sobre o pecado. Achamos que se nossos filhos e filhas ouvirem o senhor discutir muito o assunto, se tornarão pecadores com mais facilidade. Por que o senhor não chama o pecado de 'erro' ou diz que nossos jovens são muitas vezes culpados de 'falta de juízo' - mas, por favor, não fale tão abertamente sobre o pecado."

     O pastor afastou-se, tirou um frasco de veneno de uma prateleira alta e mostrou-o ao visitante. O frasco estava claramente marcado em grande letras vermelhas: "Veneno! Não mexa!"

     - O que você gostaria que eu fizesse? - perguntou o pastor - Acha que seria sensato de minha parte remover este rótulo e colocar um que venha dizendo "Essência de hortelã"? Não vê que quanto mais inofensivo for o rótulo mais perigoso será o veneno?

     O pecado - o simples e antiquado pecado, o mesmo pecado que causou a queda de Adão - é a nossa doença de hoje e nos fará muito mais mal se tentarmos enfeitá-lo com um rótulo bonito e mais atraente. Não precisamos de uma nova palavra para ele. O que precisamos, é descobrir o que a palavra que já temos significa! Pois, embora o pecado com certeza predomine no mundo de hoje, por mais difundido que seja, por mais atraente, há multidões que ignoram por completo o seu verdadeiro significado. É a visão mal orientada e distorcida do pecado que impede a conversão de muitos homens e mulheres. É a falta da verdadeira compreensão do pecado que impossibilita muitos cristãos de viverem a verdadeira vida de Cristo.

     Uma velha canção religiosa dos negros americanos diz: "Nem todo o mundo que fala do paraíso vai para lá," e o mesmo se aplica ao pecado. Nem todos os que falam do pecado compreendem com clareza o que ele significa, e é de suprema importância que nos familiarizemos com o modo como Deus o encara.

     Podemos tentar ver o pecado como algo pouco importante e nos referimos a ele como "fraqueza humana". Podemos tentar chamá-lo de insignificante. Mas Deus o chama de tragédia. Nós o consideramos um acidente, mas Deus declara que é uma abominação. O homem busca eximir-se do pecado, mas Deus busca convencê-lo e salvá-lo. O pecado não é nenhum brinquedo divertido - é um terror a ser evitado! Aprenda, então, o que constitui pecado aos olhos de Deus!


Continua
     


sábado, 15 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado. Causa e Efeito (1) - Billy Graham

Causa e Efeito

    O homem parece ter esquecido a lei sempre presente de causa e efeito, que vigora em todos os níveis deste universo. Os efeitos são suficientes claros, mas a causa arraigada e profunda parece ser menos nítida. Talvez seja a praga da filosofia moderna do "progresso" que esteja enfraquecendo a visão do homem. Talvez o homem esteja tão enamorado dessa sua tola teoria, que ele se aferra à crença de que a espécie humana está avançando, vagarosa mas firme, em direção à perfeição final.

     Muitos filósofos poderão até argumentar que a atual tragédia mundial é apenas um incidente na marcha ascendente e eles apontam outros períodos na história humana em que a perspectiva parecia igualmente desalentadora e o resultado igualmente irremediável. Os filósofos diriam que as tristes condições que atravessamos agora são apenas as dores de parto de um dia melhor! Estes homens são ainda crianças tateando e tropeçando pelo jardim de infância da vida, a uma longa distância ainda dos seres maduros e sensíveis em que se transformarão daqui a séculos!

     Porém a Bíblia deixa claro o que a ciência natural parece tão relutante em admitir - que a natureza revela tanto um Criador como um corruptor. O homem culpa o Criador pela obra do corruptor. O homem esquece que o nosso mundo não é como Deus o fez. Deus fez o mundo perfeito. O pecado o corrompeu. Deus fez o homem inocente, mas o pecado sobreveio e o tornou egoísta. Toda manifestação do mal é o resultado do pecado básico - o pecado que se manteve inalterado desde o momento que entrou pela primeira vez na espécie humana. Ele pode manifestar-se de diferentes formas, mas o fundamental é que o mesmo pecado que faz um selvagem africano esqueirar-se por uma trilha da floresta esperando sua vítima com uma lança na mão, faz um piloto instruído e bem treinado sobrevoar a mesma floresta em um avião a jato para bombardear um vilarejo desconhecido.

     O dois homens estão separados por séculos de cultura. Pode-se dizer que um deles está muito mais "adiantado" do que o outro, um deles tem todas as vantagens da civilização criada pelo homem; enquanto o outro está ainda no estado "primitivo" - e, no entanto, seriam eles de fato tão diferentes? Não são ambos motivados pelo medo e pela desconfiança de seus semelhantes? Não estão ambos de modo egoísta concentrados em atingir seus objetivos, custe o que custar a seus irmãos? Seria uma bomba menos selvagem ou brutal ou mais civilizada que uma simples lança? Podemos esperar encontrar uma solução para nossos problemas, enquanto tanto o mais "primitivo" quanto o mais "adiantado" entre nós estão mais ansiosos para matar do que para amar nosso próximo? 

     Toda a dor, toda a amargura, toda a violência, tragédia, sofrimento e vergonha da história do homem se resumem em uma única palavra - pecado. Nos dias atuais, a reação geral é: "e daí?" De fato há uma tentativa explícita de tornar o pecado popular e atraente. As séries mais populares da TV americana tratam dos ricos decadentes. As capas de revista com freqüência retratam os imorais, os pervertidos, os psicologicamente doentes, O pecado está "na moda".

     As pessoas não gostam que lhes digam que são pecadoras, do mesmo modo como seus pais e avós...  
(Continua)  

sábado, 8 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - Billy Graham

A Escolha de Cristo

   

     A grande diferença foi que Jesus Cristo resistiu à tentação! Quando o diabo mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e prometeu-lhe a glória se Ele seguisse apenas a Satanás em vez de Deus, Nosso Senhor disse: "Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto" (Mateus, 4:10). Ele venceu por completo o Tentador para revelar a todos os povos de todas as gerações seguintes seu caráter puro. Ele é a nossa vitória!

     Em nossa fraqueza e devido à nossa natureza pervertida, temos nos mostrado filhos legítimos de Adão e temos seguido com fidelidade seus passos. Podemos lamentar a escolha de Adão, mas continuamos a imitá-lo!

     Não há um só dia em que não nos defrontemos com a mesma prova apresentada a Adão. Não há um só dia em que não tenhamos a oportunidade de escolher entre as promessas astutas do Diabo e a Palavra de Deus.

    Esperamos com ansiedade o dia em que a desilusão, a doença e a morte desaparecerão - mas não há nenhuma possibilidade de que este sonho se concretize enquanto formos os filhos irregenerados de Adão. Temos que fazer algo a respeito dos nossos pecados. Nos capítulos seguintes, veremos que Deus fez algo em relação a este problema básico da espécie humana.

     Desde o principio dos tempos até hoje, a busca ímpia do homem pelo poder, sua determinação de usar o dom do livre-arbítrio para seus fins egoístas levaram-no à beira da perdição. Os escombros e ruínas de muitas civilizações encontram-se espalhados pela superfície da terra - testemunho mudo da incapacidade humana de construir um mundo permanente sem a ajuda de Deus. Novas ruínas, nova miséria são criadas dia-a-dia, e, no entanto, o homem continua em seu caminho pernicioso.

     Deus, enquanto isto, em sua infinita compreensão e misericórdia, observa, esperando com paciência e compaixão que ultrapassam o entendimento. Espera para oferecer paz e salvação pessoal àqueles que recorrerem à Sua misericórdia . Os mesmos dois caminhos que Deus apresentou a Adão continuam à nossa frente. Ainda somos livres para escolher. Estamos vivendo em um período de clemência enquanto Deus retarda o eterno castigo tão justo que merecemos.

     É a presença do pecado que impede o homem de ser de fato feliz. É por causa do pecado que o homem nunca conseguiu a utopia com a qual sonha. Cada projeto, cada civilização que ele constrói acaba fracassando e cai no esquecimento porque as obras do homem são todas construídas na iniquidade. As ruínas que nos rodeiam hoje são testemunhos eloquentes do pecado que povoa o mundo.