sábado, 15 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado. Causa e Efeito (1) - Billy Graham

Causa e Efeito

    O homem parece ter esquecido a lei sempre presente de causa e efeito, que vigora em todos os níveis deste universo. Os efeitos são suficientes claros, mas a causa arraigada e profunda parece ser menos nítida. Talvez seja a praga da filosofia moderna do "progresso" que esteja enfraquecendo a visão do homem. Talvez o homem esteja tão enamorado dessa sua tola teoria, que ele se aferra à crença de que a espécie humana está avançando, vagarosa mas firme, em direção à perfeição final.

     Muitos filósofos poderão até argumentar que a atual tragédia mundial é apenas um incidente na marcha ascendente e eles apontam outros períodos na história humana em que a perspectiva parecia igualmente desalentadora e o resultado igualmente irremediável. Os filósofos diriam que as tristes condições que atravessamos agora são apenas as dores de parto de um dia melhor! Estes homens são ainda crianças tateando e tropeçando pelo jardim de infância da vida, a uma longa distância ainda dos seres maduros e sensíveis em que se transformarão daqui a séculos!

     Porém a Bíblia deixa claro o que a ciência natural parece tão relutante em admitir - que a natureza revela tanto um Criador como um corruptor. O homem culpa o Criador pela obra do corruptor. O homem esquece que o nosso mundo não é como Deus o fez. Deus fez o mundo perfeito. O pecado o corrompeu. Deus fez o homem inocente, mas o pecado sobreveio e o tornou egoísta. Toda manifestação do mal é o resultado do pecado básico - o pecado que se manteve inalterado desde o momento que entrou pela primeira vez na espécie humana. Ele pode manifestar-se de diferentes formas, mas o fundamental é que o mesmo pecado que faz um selvagem africano esqueirar-se por uma trilha da floresta esperando sua vítima com uma lança na mão, faz um piloto instruído e bem treinado sobrevoar a mesma floresta em um avião a jato para bombardear um vilarejo desconhecido.

     O dois homens estão separados por séculos de cultura. Pode-se dizer que um deles está muito mais "adiantado" do que o outro, um deles tem todas as vantagens da civilização criada pelo homem; enquanto o outro está ainda no estado "primitivo" - e, no entanto, seriam eles de fato tão diferentes? Não são ambos motivados pelo medo e pela desconfiança de seus semelhantes? Não estão ambos de modo egoísta concentrados em atingir seus objetivos, custe o que custar a seus irmãos? Seria uma bomba menos selvagem ou brutal ou mais civilizada que uma simples lança? Podemos esperar encontrar uma solução para nossos problemas, enquanto tanto o mais "primitivo" quanto o mais "adiantado" entre nós estão mais ansiosos para matar do que para amar nosso próximo? 

     Toda a dor, toda a amargura, toda a violência, tragédia, sofrimento e vergonha da história do homem se resumem em uma única palavra - pecado. Nos dias atuais, a reação geral é: "e daí?" De fato há uma tentativa explícita de tornar o pecado popular e atraente. As séries mais populares da TV americana tratam dos ricos decadentes. As capas de revista com freqüência retratam os imorais, os pervertidos, os psicologicamente doentes, O pecado está "na moda".

     As pessoas não gostam que lhes digam que são pecadoras, do mesmo modo como seus pais e avós...  
(Continua)  

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