Como príncipe poderoso, com legiões de anjos sob seu comando, ele estabeleceu seu reino na terra. Seu poder e posição aqui constituem justamente as razões pelas quais as Sagradas Escrituras vieram a ser escritas. Se Satanás não tivesse desafiado Deus e tentado rivalizar Seu poder e autoridade, a história de Adão no Éden teria sido muito diferente. Se Satanás não tivesse se colocado contra Deus, não haveria necessidade de Deus enviar Seu filho à cruz.
Jesus e seus apóstolos estavam bem conscientes do diabo. Mateus registra mesmo uma conversa entre Jesus e o diabo (Mateus, 4: 1-10), o diabo era muito real para os fariseus-tão real, de fato, que eles acusavam Jesus de ser o próprio diabo (Mateus, 12:24)! Não havia qualquer dúvida na mente de Jesus quanto à existência do diabo, nem do poder que ele exerce na terra.
A força do diabo está com clareza demonstrada na passagem de Judas, 9, que relata: "Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: "O Senhor te repreenda."
A confusão atual quanto à personalidade do diabo resultou em grande escala das caricaturas que se tornaram populares na Idade Média. Para apaziguar seu medo do diabo, as pessoas tentavam zombar dele e o retratavam como uma criatura ridícula e grotesca com chifres e uma cauda comprida. Colocaram um forcado em sua mão e um olhar imbecil de maldade em seu rosto e então disseram a si mesmas: "Quem tem medo de uma figura ridícula como essa?"
A verdade é que o diabo é uma caricatura de extrema inteligência superior, um espírito dotado e poderoso de engenhosidade infinita. Esquecemo-nos que o diabo foi provavelmente o maior e o mais nobre de todos os anjos de Deus. Ele foi uma figura sublime, que decidiu usar seus dotes divinos para os próprios objetivos em vez dos de Deus. Seu raciocínio é brilhante, seus planos hábeis, sua glória quase irrefutável. O poderoso adversário de Deus não é nenhuma criatura estropiada de chifres e cauda - ele é um príncipe imponente, de malícia e astúcia ilimitadas, capaz de tirar vantagem de qualquer oportunidade que se apresente, capaz de alterar qualquer situação em benefício próprio. Ele é implacável e cruel. Não é, porém, todo-poderoso, onisciente nem onipotente.
O diabo é bem capaz de produzir o falso profeta de que adverte a Bíblia. Sobre os escombros das descrença e da fé vacilante o diabo colocará sua obra-prima, o falso rei. Ele criará uma religião sem um Redentor. Construirá uma igreja sem Cristo. Exigirá culto sem a Palavra de Deus.
O apóstolo Paulo previu isto quando disse: " Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam corrompidas as vossas mentes, e se apartem da simplicidade e pureza devidas a Cristo. Se, na verdade, vindo alguém pregar-vos outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esses de boa mente o tolerais... Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo" (2 Coríntios, 11:3-4-13).
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