sábado, 30 de maio de 2015

Existe um Paraíso - Billy Graham

          Mas a Bíblia também promete ao cristão um paraíso na outra vida. Certa manhã, alguém perguntou a John Quincy Adams, então com noventa e quatro anos, como se sentia. Ele respondeu: "Muito bem. Muito bem. Mas a casa em que moro não é tão boa." Mesmo que a casa que habitamos seja doente e fraca, podemos de fato nos sentir fortes e seguros quando somos cristãos. Jesus ensinou que existe um paraíso.

          Há várias passagens que poderiam ser citadas, mas a mais descritiva acha-se em João, 14: 2-3: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também." Paulo tinha tanta certeza do paraíso a ponto de dizer: "Entretanto estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor" (2 Coríntios, 5:8).

          Como é grande a diferença entre a expectativa do cristão e a do agnóstico Bob Ingersoll, que disse no túmulo do irmão: "A vida é um fino véu entre os cumes frios e áridos de duas eternidades. Lutamos em vão para ver além dos cumes. Gritamos, e a única resposta é o eco do nosso grito de dor."

          O Apóstolo Paulo disse repetidas vezes: "Sabemos," "Estamos confiantes," "Estamos sempre confiantes" A Bíblia diz que Abraão "aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador."

          Muitas pessoas perguntam: "Você acredita que o paraíso é de fato um lugar?" Sim! Jesus disse: "Pois vou preparar-vos lugar." a Bíblia ensina que Enoque e Elias subiram em corpo a um lugar que é tão real como o Havaí, a Suíça, as Ilhas virgens, ou mais real ainda!

          Muitas pessoas perguntam: "Onde é o paraíso?" As Escrituras Sagradas não nos dizem onde é o paraíso. Tampouco isto importa. É o paraíso, e Cristo estará lá para nos receber.


sábado, 23 de maio de 2015

Um encontro com a Morte - Billy Graham


          É fácil pensar nos outros tendo que comparecer a este encontro com a morte, mas difícil lembrar que nós, também, devemos ir a este mesmo encontro. Sempre que vemos soldados a caminho do front ou temos notícia de um prisioneiro condenado à morte ou visitamos um amigo que está morrendo, ficamos cientes de uma certa solenidade que envolve essas pessoas. A morte é o destino de todos os homens, e a sua ocorrência é simplesmente uma questão de tempo. Outros compromissos na vida - o encontro do prazer - podemos desprezar ou cancelar e arcar com as conseqüências, mas aqui temos um encontro que nenhum homem pode cancelar. Só pode mantê-lo uma vez, mas tem que mantê-lo! 


          Se a morte física fosse a única conseqüência de um vida longe de Deus, nós não teríamos tanto a temer, mas a Bíblia adverte que há uma segunda morte, que é o banimento eterno do convívio de Deus.

          Entretanto, há um aspecto mais favorável. Assim como a Bíblia anuncia o inferno ao pecador, também promete o paraíso ao santo. Descreve-se o santo como um pecador que foi perdoado. O tema do paraíso é muito mais fácil de aceitar do que o tema do inferno. No entanto, a Bíblia fala de ambos.

          Quando você se muda para uma casa nova, quer saber tudo sobre a comunidade para onde está indo. Quando se transfere para outra cidade, quer saber tudo sobre a cidade - suas ferrovias, indústrias, parques, lagos, escolas, etc. E visto que passaremos a eternidade em algum lugar, deveríamos aprender algo a seu respeito. Encontramos as informações sobre o paraíso na Bíblia. é justo que pensemos nele e falemos dele. Quando se fala do paraíso, a terra se torna desprezível em comparação. Nossos sofrimentos e problemas aqui parecem bem menores, quando temos uma antevisão maravilhosa do futuro. De certo modo, o cristão possui o paraíso na terra. Ele tem paz de espírito, paz de consciência e paz com Deus. Em meio aos problemas e dificuldades, tem alegria e paz interiores, independente das circunstâncias.
       



 

domingo, 17 de maio de 2015

A Separação de Deus - Billy Graham

          Em sua essência, o inferno é a separação de Deus. É a segunda morte, que é descrita como o banimento consciente e eterno da presença de tudo que é luz, alegria, bondade, justiça e felicidade. A Bíblia apresenta muitas descrições terríveis a respeito desta horrível condição em que a alma se achará logo após a morte.

          É estranho que os homens se preparem para tudo, exceto para a morte. Nós nos preparamos para a instrução. Preparamo-nos para o trabalho. Preparamo-nos para nossa carreira. Preparamo-nos para o casamento. Preparamo-nos para a velhice. Preparamo-nos para tudo, exceto para o momento em que vamos morrer. E, no entanto, a Bíblia diz que estamos todos destinados a morrer um dia.

          A morte é uma ocorrência que parece, a todo o homem, anormal quando diz respeito a ele, mas normal quando se refere a outros homens. A morte reduz todos os homens à mesma classe social. Despoja os ricos dos seus milhões e os pobres dos seus problemas. Diminui a avareza e abranda as chamas da paixão. Todos gostariam de ignorar a morte, porém todos tem que enfrentá-la - o príncipe e o aldeão, o tolo e o filósofo, o assassino e também o santo. A morte não conhece limites de idade, nem parcialidade. É algo que todos os homens temem.

          Nos últimos anos de vida. Daniel Webster contou como certa vez compareceu a um serviço religioso em uma tranquila cidadezinha do interior. O pastor era um velho simples e piedoso. Após os ritos de abertura, ele se levantou, proferiu seu texto e, então, com a maior simplicidade e seriedade, disse: "Amigos, só podemos morrer uma vez."

          Daniel Webster, comentando este sermão, disse mais tarde: "Ainda que possam parecer fracas e impessoais, estas palavras estão entre as mais impressionantes e estimulantes que eu já ouvi." 

              

domingo, 3 de maio de 2015

O Inferno na Terra - Billy Graham

          Não há dúvida alguma de que homens iníquos sofrem um inferno relativo aqui na terra. Diz a Bíblia: "E sabei que o vosso pecado  vos há de achar" (Números, 32:23). Ainda em outra passagem: "Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas,6:7). Porém, as evidências ao nosso redor mostram com clareza que alguns homens iníquos parecem prosperar, enquanto os justos sofrem por sua honestidade. A Bíblia ensina que haverá um tempo de compensação em que se fará justiça. Alguém disse que "não somos castigados por nossos pecados, mas são eles que nos castigam" ambas as asserções são verdadeiras.

          Será que um Deus amoroso manda um homem pra o inferno? A resposta é sim, porque Ele é justo. Mas não o manda por conta própria. O homem condena a si mesmo ao recusar a salvação oferecida por Deus. Com amor e misericórdia, Deus oferece a homens e mulheres uma saída, um meio de salvação, uma esperança e uma expectativa de coisas melhores. Em sua cegueira, estupidez, teimosia, egotismo e amor ao prazer iníquo, o homem recusa o simples método oferecido por Deus para fugir às angústias do banimento eterno.

          Suponha que eu fique doente e chame um médico, que vem e me receita um medicamento. Mas depois de reconsiderar o problema, decido desatender seu conselho e recusar os remédios. Ao retornar alguns dias mais tarde, o médico talvez me ache muito pior. Poderei culpá-lo ou considerá-lo responsável? Ele me deu a receita. Ele receitou o remédio. Mas eu o recusei!

         Da mesma forma, Deus receita o remédio para os males da espécie humana. Este remédio é a fé pessoal e o compromisso com Jesus Cristo. O remédio é o renascimento, como discutiremos em outro capítulo. Se a nossa recusa é deliberada, então devemos sofrer as consequências; e não podemos culpar Deus; Deus é culpado por recusarmos o remédio?

          O homem, que se recusa a acreditar na vida depois da morte, no céu a ser conquistado ou no inferno  ser evitado, o homem, que se recusa a acreditar na Palavra de Deus sobre o céu e o inferno, acorda na outra vida e descobre que esteve errado, que perdeu tudo. Na revista People, Lem Banker, um dos maiores jogadores dos Estados Unidos, foi citado como autor das seguintes palavras: "Nunca aposte o que quer ganhar, só o que pode dar-se o luxo de perder." Você pode se dar o luxo de perder a alma eterna?

          Há outros que perguntam: "Qual é a natureza do inferno"? Existem quatro palavras que foram traduzidas na Bíblia como "inferno". Uma delas é Sheol, que é traduzida trinta e uma vezes como "inferno"no Velho Testamento. Ela significa um "estado invisível". As palavras sofrimento, dor e destruição são usadas com relação a ela.

          A segunda palavra é Hades, que é traduzida do grego e usada dez vezes no Novo Testamento. Significa o mesmo que Sheol no Velho Testamento. Julgamento e dor estão sempre associados a ela.

          A terceira palavra é Tartarus, usada apenas uma vez em 2º Pedro, 2:4 onde está dito que os anjos desobedientes são lançados no Tártaro. Esta palavra indica um lugar de julgamento, uma prisão ou calabouço, onde há intensa escuridão.

          A quarta palavra é Gehenna, usada onze vezes e traduzida como "inferno" no Novo Testamento. Ela é a imagem que Jesus usou para o Vale de Hinom, um lugar fora de Jerusalém onde se queimava lixo e entulho sem parar.

          Outros perguntam: "A Bíblia fala literalmente em fogo no inferno?" Se o fogo não é algo literal, é algo pior, Jesus não teria exagerado. Não há dúvida de que a Bíblia usa muitas vezes a palavra fogo no sentido figurado. Contudo, Deus tem um fogo que arde, mas não consome.

          Quando Moisés viu a sarça ardendo em fogo, surpreendeu-se ao perceber que ela não se consumia. As três crianças hebraicas foram colocadas em fornalhas ardentes, mas não foram consumidas; de fato, não chamuscaram um só fio de cabelo de suas cabeças.

          Por outro lado, a Bíblia fala a respeito de nossa língua "posta em chamas pelo inferno" (Tiago, 3:6) toda vez que amaldiçoamos nossos semelhantes. Isto não quer dizer que ocorra uma combustão literal toda vez que dizemos algo contra nossos semelhantes. Mas o fato de ser literal ou figurativa não afeta sua realidade. Se não há fogo algum, então Deus está usando uma linguagem simbólica para indicar algo que pode ser muito pior.