domingo, 3 de maio de 2015

O Inferno na Terra - Billy Graham

          Não há dúvida alguma de que homens iníquos sofrem um inferno relativo aqui na terra. Diz a Bíblia: "E sabei que o vosso pecado  vos há de achar" (Números, 32:23). Ainda em outra passagem: "Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas,6:7). Porém, as evidências ao nosso redor mostram com clareza que alguns homens iníquos parecem prosperar, enquanto os justos sofrem por sua honestidade. A Bíblia ensina que haverá um tempo de compensação em que se fará justiça. Alguém disse que "não somos castigados por nossos pecados, mas são eles que nos castigam" ambas as asserções são verdadeiras.

          Será que um Deus amoroso manda um homem pra o inferno? A resposta é sim, porque Ele é justo. Mas não o manda por conta própria. O homem condena a si mesmo ao recusar a salvação oferecida por Deus. Com amor e misericórdia, Deus oferece a homens e mulheres uma saída, um meio de salvação, uma esperança e uma expectativa de coisas melhores. Em sua cegueira, estupidez, teimosia, egotismo e amor ao prazer iníquo, o homem recusa o simples método oferecido por Deus para fugir às angústias do banimento eterno.

          Suponha que eu fique doente e chame um médico, que vem e me receita um medicamento. Mas depois de reconsiderar o problema, decido desatender seu conselho e recusar os remédios. Ao retornar alguns dias mais tarde, o médico talvez me ache muito pior. Poderei culpá-lo ou considerá-lo responsável? Ele me deu a receita. Ele receitou o remédio. Mas eu o recusei!

         Da mesma forma, Deus receita o remédio para os males da espécie humana. Este remédio é a fé pessoal e o compromisso com Jesus Cristo. O remédio é o renascimento, como discutiremos em outro capítulo. Se a nossa recusa é deliberada, então devemos sofrer as consequências; e não podemos culpar Deus; Deus é culpado por recusarmos o remédio?

          O homem, que se recusa a acreditar na vida depois da morte, no céu a ser conquistado ou no inferno  ser evitado, o homem, que se recusa a acreditar na Palavra de Deus sobre o céu e o inferno, acorda na outra vida e descobre que esteve errado, que perdeu tudo. Na revista People, Lem Banker, um dos maiores jogadores dos Estados Unidos, foi citado como autor das seguintes palavras: "Nunca aposte o que quer ganhar, só o que pode dar-se o luxo de perder." Você pode se dar o luxo de perder a alma eterna?

          Há outros que perguntam: "Qual é a natureza do inferno"? Existem quatro palavras que foram traduzidas na Bíblia como "inferno". Uma delas é Sheol, que é traduzida trinta e uma vezes como "inferno"no Velho Testamento. Ela significa um "estado invisível". As palavras sofrimento, dor e destruição são usadas com relação a ela.

          A segunda palavra é Hades, que é traduzida do grego e usada dez vezes no Novo Testamento. Significa o mesmo que Sheol no Velho Testamento. Julgamento e dor estão sempre associados a ela.

          A terceira palavra é Tartarus, usada apenas uma vez em 2º Pedro, 2:4 onde está dito que os anjos desobedientes são lançados no Tártaro. Esta palavra indica um lugar de julgamento, uma prisão ou calabouço, onde há intensa escuridão.

          A quarta palavra é Gehenna, usada onze vezes e traduzida como "inferno" no Novo Testamento. Ela é a imagem que Jesus usou para o Vale de Hinom, um lugar fora de Jerusalém onde se queimava lixo e entulho sem parar.

          Outros perguntam: "A Bíblia fala literalmente em fogo no inferno?" Se o fogo não é algo literal, é algo pior, Jesus não teria exagerado. Não há dúvida de que a Bíblia usa muitas vezes a palavra fogo no sentido figurado. Contudo, Deus tem um fogo que arde, mas não consome.

          Quando Moisés viu a sarça ardendo em fogo, surpreendeu-se ao perceber que ela não se consumia. As três crianças hebraicas foram colocadas em fornalhas ardentes, mas não foram consumidas; de fato, não chamuscaram um só fio de cabelo de suas cabeças.

          Por outro lado, a Bíblia fala a respeito de nossa língua "posta em chamas pelo inferno" (Tiago, 3:6) toda vez que amaldiçoamos nossos semelhantes. Isto não quer dizer que ocorra uma combustão literal toda vez que dizemos algo contra nossos semelhantes. Mas o fato de ser literal ou figurativa não afeta sua realidade. Se não há fogo algum, então Deus está usando uma linguagem simbólica para indicar algo que pode ser muito pior.    
      

Nenhum comentário:

Postar um comentário