"Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?" (Lucas 9.53).
Nos últimos dias temos visto cenas "horríveis" de decapitações e mortes as mais cruéis, onde vidas foram ceifadas de forma brutal, Diante de tais cenas, talvez tenhamos o mesmo sentimento de Tiago e João: tristeza, revolta e desejo de invocar a justiça de Deus para a destruição.
O fato se passa quando Jesus estava com o firme propósito de ir à Jerusalém, e enviou mensageiros para que preparassem pousada para uma noite de descanso. Era um pequeno povoado samaritano e a comitiva de Jesus certamente necessitaria de alimentação e hospedagem.
Diante da negativa dos samaritanos em recebê-los, o coração de Tiago e João manifestaram o desejo de acabar com todos, rogando aos céus, que o fogo os consumisse, afinal de contas, se recusaram em receber ao próprio Jesus.
Ao ouvir tal desejo, Jesus prontamente apresenta qual deve ser a atitude de "amor" dos seus seguidores, mesmo em meio a atitude de "justiça" do mundo: "mas Jesus os repreendeu, dizendo: Vocês não sabem de que espécie de espírito vocês são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los".
Certamente nosso coração se entristece em ver atitudes tão cruéis, mas o que Jesus nos apresenta é a salvação, mesmo diante dos mais terríveis carrascos: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (João 10.10).
Nossa indignação diante de tais fatos são reais, mas Jesus deixa claro que a minha atitude deve ser de uma ação em busca de levar salvação e não destruição, de levar vida e não morte: "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mateus 5.44).
Em Mateus, capítulo 21 verso 18, encontramos Jesus apresentando sua "severidade" não em relação aos carrascos, mas em relação àqueles que "diziam ser o que não eram" - povo de Deus. Que diziam estar vivos, mas estavam mortos, serem ricos mas estavam pobres. A atitude de Jesus diante daquela figueira nos ensina a necessidade de produzir frutos, e em abundância.
A "severidade" de Jesus não será apenas para com os carrascos: "E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da condenação" (João 5.29), mas também para com aqueles que se dizem ser o que não são.
Quando nos proclamamos "povo de Deus", "crentes em Cristo", precisamos estar cônscios de nossa responsabilidade diante de Deus, pois Ele "exige" fruto e não folhas, "ação" e não palavras!
A imagens são dramáticas, mas ainda mais dramático é não viver como Deus deseja.
Certo é, que chegará o tempo em que todos seremos chamados à presença do Senhor, e surge uma pergunta inevitável: "O que eu estou fazendo para produzir frutos, para alcançar vidas, libertando-as de se tornarem carrascos de si mesmo e de outros, principalmente diante de minha "liberdade" em proclamar o amor de Jesus?"
Louvo ao Senhor pelas vidas que têm participado do ministério da CML, orando, contribuindo e indo. Vidas que acima de se inconformarem com as cenas tão tristes e cruéis, estão através de suas próprias vidas, tendo a atitude da ação na produção de frutos, alcançando e transformando vidas pelo poder de Deus.
*** (Alessandro Aleixo - Diretor Nacional da Cruzada Mundial de Literatura.)
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