Primeiro, deve haver um conhecimento do pecado. A Bíblia diz: "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos, 3:23). Quando Isaías se convenceu de seus pecados, exclamou: "Ai de mim!... sou homem de lábios impuros" (Isaías, 6:5). Quando Jó vislumbrou a santidade de Deus, disse "Me abomino" (Jó, 42:6) Quando Pedro se convenceu de seus pecados, afirmou: "Sou pecador" (Lucas, 5:8). Quando Paulo se convenceu de seus pecados, chamou a si mesmo de "o principal" pecador (1 Timóteo, 1:15).
É o Espírito Santo que produz esta convicção. Na verdade, o arrependimento só pode ocorrer quando há primeiro uma manifestação do Espírito Santo no coração e na mente. O Espírito Santo pode se valer das preces de uma mãe, do sermão de um pastor, de um programa cristão de rádio, da visão de uma torre de igreja ou da morte de um ente querido para produzir a convicção necessária. Contudo, tenho visto homens em algumas de nossas reuniões estremecerem com a convicção de que pecaram e, ainda assim, não se arrependem de seus pecados. É possível se convencer do pecado, saber que é pecador e até derramar lágrimas pelos pecados, mas ainda assim não se arrepender.
Segundo, as emoções estão envolvidas no arrependimento, assim como em toda experiência autêntica. Segundo Paulo, há um sofrimento divino que conduz ao arrependimento. Alguém disse: "Muitas pessoas abominam todo tipo de emoção, e alguns críticos suspeitam de qualquer conversão que não aconteça em uma geladeira. Há muitos perigos na falsa emoção produzida apenas para causar efeito, mas isto não exclui a verdadeira emoção e a profundidade de sentimentos."
O Dr. W. E. Sangster, grande pregador metodista inglês, diz em seu livro, Let Me Commend (Permitiu-me confiar): "O homem que grita em um jogo de futebol ou de beisebol, mas se aborrece quando ouve falar de um pecador chorando junto à cruz e murmura algo sobre os perigos da emoção, não merece o respeito de uma pessoa inteligente."
Horace Walpole certa vez acusou John Wesley de representar emoções muito ofensivas em sua pregação, porém Wesley converteu milhares de pessoas.
Terceiro, o arrependimento envolve vontade.
É somente quando chegamos à vontade que descobrimos a essência do arrependimento. Deve haver aquela determinação de renunciar o pecado - de mudar de atitude em relação a si mesmo, ao pecado e a Deus; de mudar a vontade, a disposição e o propósito.
Somente o Espírito de Deus pode lhe dar a determinação necessária para o verdadeiro arrependimento. Ele significa mais do que a oração daquela garotinha: "Faça com que eu seja boa - Não boa de todo, mas boa o suficiente para não ser castigada."
Há milhares de pessoas nos Estados Unidos cujos nomes se encontram nas listas de fiéis. Elas vão à igreja quando é conveniente. Doam dinheiro à igreja e apoiam suas atividades. Trocam um aperto de mãos com o pregador após o serviço religioso e elogiam o esplêndido sermão que fez. Talvez falem a linguagem do cristão e muitas saibam citar inúmeras passagens das Escrituras, mas nunca vivenciaram de fato o verdadeiro arrependimento. Revelam em relação à religião uma atitude inconstante, do tipo "Sou religioso quando preciso". Voltam-se para Deus e oram quando estão em situação difícil, mas fora isto não pensam muito em Deus. A Bíblia ensina que quando uma pessoa se entrega a Cristo, sofre uma mudança que se reflete em tudo que faz.
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