Não me contive, fui em direção aquele
homem para desejar-lhe um bom dia e apertando sua mão, dize-lhe o quanto admirava o seu povo...
Desfrutando de uma das criações daquele que, por tanto amar-me, envia seu
próprio filho para morrer em meu lugar. Só faltou o leito de um rio de águas
claras e frescas correndo por trás daquelas frondosas árvores para que fosse
completo o meu deleite, desculpem minha ganancia e o meu querer demais, como
tudo isto em uma cidade em que cada esquina
ergue-se um novo arranha-céu?
Me dei por satisfeito, lanche
consumido, organismo refeito... Suor seco pela brisa de um vento lento e
carinhoso, no porta luva do caminhãozinho minha velha companheira me aguardava,
e que deleite quando abri suas páginas, que momento especial de louvor e
reconhecimento na leitura daquele Salmo; sei o quanto não mereço tão
maravilhosa graça e entendo o quanto preciso louvar ao grande e poderoso
Deus... “O Senhor edifica Jerusalém e congrega os dispersos de Israel...” Justo
na leitura deste versículo logo no início do Salmo cento e quarenta e sete, me
chama a atenção um elegante senhor que do outro lado da rua transitava vestindo
seus trajes de judeu ortodoxo que, após nossas congratulações e afável aperto
de mão, disse-me com gentileza e autoridade... “Leia Salmos, nunca deixe de ler
Salmos...” Voltei e terminei de ler, que
maravilha é louvarmos aquele que criou todo o universo e sermos chamados por
Ele de “filhos”.
“... Conta o número das estrelas,
chamando-as todas pelo seu nome.” É conforto para o coração saber que Deus nos
conhece pelo nome e que nunca se cansa de nos amar, é confortante para a alma
mais aflita, saber que o Criador de todas as coisas e que está no controle de
todas elas, tem por nós, cuidados e não nos desampara.
Ao apertar a mão daquele Judeu, um
longo e inacabado filme passou por minha memória, o sofrimento e perseguição de
um povo escolhido por Deus... Auschwitz... Treblinka... Egito...Faraó. Seus
heróis, suas vitórias... Moisés... Moshe Dayan... Golda Meir Passagem a seco de
toda uma multidão pelo Mar Morto... Guerra dos seis dias.
Seus cientistas... Einstein... Freud,
sem me esquecer de seus artistas e poetas e, então continuo lendo os escritos
de Davi o homem segundo o coração de Deus.
E a pergunta que ressoa nas mentes de muitos, principalmente daqueles
que vivem o amor ensinado por jesus
Cristo... Porque tanta revolta e ódio? Promessa de líderes de estado em tirar
Israel do mapa... Odiar um povo é mais fácil do que amar?

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