
No livro de primeiro Samuel a partir de seu décimo capítulo,
lemos narrativas que ainda hoje acontecem nos arraias das igrejas
evangélicas... Samuel protegendo Saul, prática influenciada pelo exemplo do
profeta Elí que lhe criou. No decorrer de todo o processo divino para a escolha
do segundo rei de Israel – Deus houvera se arrependido da escolha de Saul, o
primeiro.
Samuel, já profeta, fora designado pelo Altíssimo a buscar
àquele que seria o novo rei, vejamos: ele não fora ordenado por Deus a
escolher, mas sim a buscar; no entanto, tendo ele a visão de que Saul era o
homem perfeito pela sua aparência e porte físico, se dirigiu até a casa de
Jessé por ordem de Deus e “escolheu” aquele que seria o rei; desfilaram para a
sua aprovação todos os filhos de Jessé – à sua vista – fortes candidatos, pela
beleza e definição de seus músculos, no entanto, todos, reprovados por Deus...
Sabemos do desfecho, sabemos de como caiu sobre Daví a responsabilidade de
governar o povo de Deus.
Em nossos dias tem acontecido assim, tal como Samuel,
queremos manter nos púlpitos de nossas igrejas homens que nos agradam e estão
de acordo com nossas conveniências... Homens que foram, sim, escolhidos por
Deus... Mas, com o passar do tempo, foram deixando para trás o compromisso
assumido, desleixadamente estão conduzindo a obra de quem lhes ordenou.
Como o profeta Samuel, temos passado “ panos quentes” por
sobre suas cabeças, não temos lhes alertado sobre o avanço do inimigo em nosso
território porque temos medo de magoá-los, já algum tempo, Deus vem dado
mostras de seu “arrependimento” e, como Samuel temos feito vistas grossas –
estamos dourando a pílula. Temos a certeza de que, como aconteceu na escolha de
Daví, aquele que nos criou continua observando e sondando nossos corações, não
o nosso comportamento exterior.
Até quando iremos dourar a pílula e deixar as
portas do inferno prevalecer?
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