domingo, 1 de junho de 2014

Dourando a pílula - Mário Celso Rodrigues





     No livro de primeiro Samuel a partir de seu décimo capítulo, lemos narrativas que ainda hoje acontecem nos arraias das igrejas evangélicas... Samuel protegendo Saul, prática influenciada pelo exemplo do profeta Elí que lhe criou. No decorrer de todo o processo divino para a escolha do segundo rei de Israel – Deus houvera se arrependido da escolha de Saul, o primeiro.
     Samuel, já profeta, fora designado pelo Altíssimo a buscar àquele que seria o novo rei, vejamos: ele não fora ordenado por Deus a escolher, mas sim a buscar; no entanto, tendo ele a visão de que Saul era o homem perfeito pela sua aparência e porte físico, se dirigiu até a casa de Jessé por ordem de Deus e “escolheu” aquele que seria o rei; desfilaram para a sua aprovação todos os filhos de Jessé – à sua vista – fortes candidatos, pela beleza e definição de seus músculos, no entanto, todos, reprovados por Deus... Sabemos do desfecho, sabemos de como caiu sobre Daví a responsabilidade de governar o povo de Deus.
     Em nossos dias tem acontecido assim, tal como Samuel, queremos manter nos púlpitos de nossas igrejas homens que nos agradam e estão de acordo com nossas conveniências... Homens que foram, sim, escolhidos por Deus... Mas, com o passar do tempo, foram deixando para trás o compromisso assumido, desleixadamente estão conduzindo a obra de quem lhes ordenou.
     Como o profeta Samuel, temos passado “ panos quentes” por sobre suas cabeças, não temos lhes alertado sobre o avanço do inimigo em nosso território porque temos medo de magoá-los, já algum tempo, Deus vem dado mostras de seu “arrependimento” e, como Samuel temos feito vistas grossas – estamos dourando a pílula. Temos a certeza de que, como aconteceu na escolha de Daví, aquele que nos criou continua observando e sondando nossos corações, não o nosso comportamento exterior.
    
 Até quando iremos dourar a pílula e deixar as portas do inferno prevalecer?

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