sábado, 21 de fevereiro de 2015

O Desespero da Solidão - Billy Graham

A Solidão de Quem Sofre


          Terceiro, há a solidão de quem sofre.  Há alguns anos, recebemos uma carta de uma radiouvinte que, fazia cinco anos, ficara paralítica devido à artrite. Durante cinco longos anos aborrecidos dolorosos, ela não pôde estirar-se nem deitar-se, porém escreveu: "Passei muitos dias sozinha, mas nunca tive um dia solitário." Por que? Era Cristo que fazia a diferença. Com Cristo como seu Salvador e Companheiro constante, você, também,  embora sozinho, nunca precisa estar só.

          Você que está hoje em um leito de hospital, suportando a solidão de quem sofre, pode estar certo de que Deus é capaz de lhe dar Sua graça e força. Enquanto permanece deitado, você pode ser útil a Ele. Pode aprender algo sobre a intercessão, o maior serviço da terra, quando ora pelos outros.

A Solidão de Quem Chora


Quarto, há a solidão de quem chora. No décimo primeiro capítulo de João, lemos a respeito de Maria e Marta. Seu irmão, Lázaro, estava morto. Jesus não chegara ainda. Elas estavam ao lado do corpo do irmão e choravam. Para você, também, o mundo pode ter se tornado um imenso cemitério, que só tem um túmulo. Você ficou no quarto do doente e observou aquele a quem mais amava no mundo escorregar por entre seus dedos. Você necessita de conforto.

          Deseja alguém que se aproxime com uma mão firme para ajudá-lo a enxugar as lágrimas e a devolver-lhe um sorriso ao rosto, a transmitir-lhe alegria e meio à dor. Jesus faz exatamente isto. A Bíblia diz: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (I Pedro, 5:7).
Deus ama Seus filhos. Se você está disposto a confiar Nele e a entregar-lhe sua vida, Ele pode carregar sua dor.   

       

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O Desespero da Solidão - Billy Graham

A Solidão da Sociedade

          É provável que você pense que naquele deserto gelado, Richard Byrd  era o mais solitário dos homens. Contudo, a solidão de quem vive na sociedade é muito pior do que a dele.



          Aquela criatura infeliz que vive em um cortiço, que nunca recebe uma carta, que nunca houve uma palavra de incentivo, que nunca experimenta o aperto de mão de um amigo - aquele poderoso líder da sociedade, cujo dinheiro comprou tudo, menos amor e felicidade - cada um conhece uma solidão que poucos podem entender.



          Há a solidão das pessoas que vivem pelas ruas em portais e caixas de papelão, catando comida em latas de lixo - uma solidão inigualável.



          Um recente programa de televisão mostrou a solidão degradante de alguns velhos nos Estados Unidos, esquecidos e desprezados em instituições malcuidadas. A total falta de objetivo e o olhar vazio me assombraram. Eles são mortos vivos. No entanto, ao fundo, um velho abandonado estava tocando com um só dedo no piano também abandonado a canção "Que amigo temos em Jesus" (What a frient we have in Jesus).



          Em João, 5, lemos sobre a caminhada de Jesus pelas ruas estreitas de Jerusalém. Ao chegar à porta das ovelhas, próxima ao tanque de Betesda, observou uma grande multidão atormentada por variadas enfermidades, esperando para ser levada até a água. De repente, notou uma pobre criatura que parecia mais necessitada do que todas as outras e, com ternura, perguntou-lhe: "Queres ser curado?"



          O desamparado paralítico ergueu a cabeça e respondeu: "Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tangue, quando a água é agitada." Pense nisto, trinta e oito anos longos e cansativos, este fardo da dor fora empurrado pela agitada onda humana de Jerusalém, e, após todos esses anos, ele precisava dizer a Jesus "Senhor, não tenho ninguém." Estava absolutamente sem amigos.



          Você pode ter um amigo mais chegado a você do que um irmão. Jesus Cristo pode tornar a vida alegre, satisfatória e gloriosa para você. No mundo inteiro, há milhões de homens e mulheres que amam e servem a Jesus Cristo. A partir do momento em que O aceita, você está mais próximo deles do que dos próprios parentes.



          Não há uma só cidade nos Estado Unidos que não tenha uma igreja acolhedora a que se possa ir e conhecer as pessoas mais maravilhosas deste país. Existe uma rede gigante de verdadeiros cristãos em todas as comunidades dos Estados Unidos. No momento em que você aperta as mãos deles, sabe que tem amigos.



          Mas,primeiro, precisa arrepender-se,e render-se e confiar o coração e a vida a Cristo.Deixe-O perdoar seus pecados passados, e Ele o receberá em Sua família; Ele o levará até a lareira,e você sentirá o calor do fogo. Se está sozinho hoje, eu lhe imploro, chegue-se a Cristo e conheça a amizade que Ele oferece.  

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O Desespero da Solidão - Billy Graham

     Estou esquecido no coração deles, como morto; Sou como vaso quebrado.  Salmo. 31:12

          Após a morte do marido, a Rainha Vitória disse: "Não há mais ninguém para me chamar de Vitória." Ainda que fosse uma rainha, sabia o que significava a solidão.

          H.G. Wells disse em seu sexagésimo quinto aniversário: " Tenho sessenta e cinco anos, estou só e nunca tive paz."

          Isadora Duncan, a grande bailarina que dançava para a realeza da Europa e foi considerada uma das maiores estrelas do balé de todos os tempos, disse: "Nunca fiquei sozinha sem que meu coração doesse, meus olhos se enchessem de lágrimas e minhas mãos tremessem por uma paz e uma alegria que nunca conheci." E prosseguiu  dizendo que, cercada de milhões de admiradores, era na verdade uma mulher muito solitária.

          Há alguns anos, uma bela e jovem estrela de Hollywood, que em aparência possuía tudo que uma garota pode desejar, pôs fim à vida. No breve bilhete que deixou, havia uma explicação de incrível simplicidade - sua solidão era insuportável.

          O salmista disse: "Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas. Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados" (Salmos, 102:6-7)

          E ainda: " O opróbrio partiu-me o coração, e desfaleci; esperei por piedade, mas debalde; por consoladores e não os achei" (Salmos, 69:20).

A Solidão de Quem Está Só

          Primeiro, há a solidão de quem está só. Já senti a solidão do oceano, onde nunca há som algum a não ser o da rebentação ao longo das costas rochosas. Já senti a solidão da planície, em que  há apenas o uivo triste e ocasional do coiote. Já senti a solidão das montanhas, quebrada apenas pelo sussurro do vento.

          O sentinela solitário, em serviço em um posto de fronteira, as milhares de pessoas em hospícios, os reclusos em prisões e campos de concentração conhecem o significado da solidão de quem está só.

          Louis Zamperini, o grande atleta olímpico, falou sobre a terrível solidão de quem está só em uma balsa de salvamento, onde passou quarenta e oito dias durante a II Guerra Mundial.

          Em seu fascinante livro, Sozinho (Alone), o almirante Richard E. Byrd discorreu sobre o tempo que passou em uma escuridão atordoante e dilacerante. Morava sozinho em uma cabana literalmente  enterrada na calota glacial do Pólo Sul. Passou cinco meses lá. Os dias eram tão escuros quanto as noites. Não existia nem uma criatura viva de qualquer espécie em um raio de cento e sessenta quilômetros. O frio era tão intenso que ele ouvia a respiração congelar e cristalizar quando o vento a soprava na direção de seus ouvidos.

          "À noite," diz ele "antes de apagar o lampião, eu costumava planejar o trabalho do dia seguinte." continua ele, "conseguir distribuir o tempo desta forma. Isto me dava um extraordinário senso de controle; e sem atividade constante, os dias não teriam finalidade, eles acabariam - como tais dias sempre acabam - se desintegrando."