sábado, 7 de fevereiro de 2015

O Desespero da Solidão - Billy Graham

     Estou esquecido no coração deles, como morto; Sou como vaso quebrado.  Salmo. 31:12

          Após a morte do marido, a Rainha Vitória disse: "Não há mais ninguém para me chamar de Vitória." Ainda que fosse uma rainha, sabia o que significava a solidão.

          H.G. Wells disse em seu sexagésimo quinto aniversário: " Tenho sessenta e cinco anos, estou só e nunca tive paz."

          Isadora Duncan, a grande bailarina que dançava para a realeza da Europa e foi considerada uma das maiores estrelas do balé de todos os tempos, disse: "Nunca fiquei sozinha sem que meu coração doesse, meus olhos se enchessem de lágrimas e minhas mãos tremessem por uma paz e uma alegria que nunca conheci." E prosseguiu  dizendo que, cercada de milhões de admiradores, era na verdade uma mulher muito solitária.

          Há alguns anos, uma bela e jovem estrela de Hollywood, que em aparência possuía tudo que uma garota pode desejar, pôs fim à vida. No breve bilhete que deixou, havia uma explicação de incrível simplicidade - sua solidão era insuportável.

          O salmista disse: "Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas. Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados" (Salmos, 102:6-7)

          E ainda: " O opróbrio partiu-me o coração, e desfaleci; esperei por piedade, mas debalde; por consoladores e não os achei" (Salmos, 69:20).

A Solidão de Quem Está Só

          Primeiro, há a solidão de quem está só. Já senti a solidão do oceano, onde nunca há som algum a não ser o da rebentação ao longo das costas rochosas. Já senti a solidão da planície, em que  há apenas o uivo triste e ocasional do coiote. Já senti a solidão das montanhas, quebrada apenas pelo sussurro do vento.

          O sentinela solitário, em serviço em um posto de fronteira, as milhares de pessoas em hospícios, os reclusos em prisões e campos de concentração conhecem o significado da solidão de quem está só.

          Louis Zamperini, o grande atleta olímpico, falou sobre a terrível solidão de quem está só em uma balsa de salvamento, onde passou quarenta e oito dias durante a II Guerra Mundial.

          Em seu fascinante livro, Sozinho (Alone), o almirante Richard E. Byrd discorreu sobre o tempo que passou em uma escuridão atordoante e dilacerante. Morava sozinho em uma cabana literalmente  enterrada na calota glacial do Pólo Sul. Passou cinco meses lá. Os dias eram tão escuros quanto as noites. Não existia nem uma criatura viva de qualquer espécie em um raio de cento e sessenta quilômetros. O frio era tão intenso que ele ouvia a respiração congelar e cristalizar quando o vento a soprava na direção de seus ouvidos.

          "À noite," diz ele "antes de apagar o lampião, eu costumava planejar o trabalho do dia seguinte." continua ele, "conseguir distribuir o tempo desta forma. Isto me dava um extraordinário senso de controle; e sem atividade constante, os dias não teriam finalidade, eles acabariam - como tais dias sempre acabam - se desintegrando."        
   

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