domingo, 26 de julho de 2015

O Filho Imaculado - Billy Graham

     Durante todos os dias de Sua vida na terra, Ele nunca cometeu um só pecado. É o único homem que já existiu e teve um vida imaculada. Podia postar-se diante dos homens e perguntar "Quem dentre vós me convence do pecado?" (João, 8:46). Ele foi acossado pelo inimigo dia e noite, mas nunca encontraram Nele qualquer pecado. Não tinha mácula nem imperfeição.

     Jesus viveu uma vida humilde. Não construiu para Si uma reputação. Não recebeu nenhuma honraria de homens. Nasceu em um estábulo. Foi criado na insignificante cidadezinha de Nazaré. Era carpinteiro. Reuniu ao Seu redor um grupo humilde de pescadores como Seus seguidores. Caminhava entre os homens como um homem. Era um homem do povo. Ele se humilhou como nenhum homem jamais fizera antes.

     Jesus ensinava com tal autoridade que o povo de Sua época dizia: "Jamais alguém falou como este homem" (João, 7:46). Cada palavra que proferia era historicamente verdadeira. Cada palavra que proferia era cientificamente verdadeira. Cada palavra que proferia era eticamente verdadeira. Não havia nenhuma falha nas concepções e declarações morais de Jesus Cristo. Sua visão ética era de perfeita correção, correta na época em que viveu e em todas as épocas posteriores.

     As palavras de Sua pessoa abençoada eram verdadeiras profecias. Profetizou muitas coisas que ainda estão para acontecer. Os advogados tentaram pô-lo à prova com perguntas, mas nunca conseguiram confundi-lo. Suas respostas aos opositores eram claras e precisas. Não havia interrogações nas suas declarações, nenhuma falsidade em Seu significado, nenhuma hesitação em Suas palavras. Ele sabia e por isto falava com tranquila autoridade. Falava com tal simplicidade, que as pessoas humildes o ouviam com prazer. Embora suas palavras fossem profundas, elas eram transparentes. Suas palavras eram solenes, porém irradiavam um brilho e uma simplicidade que desconcertavam seus inimigos. Ele lidava com as grandes questões da época de tal forma que os homens, fossem simples ou sofisticados, não tinham dificuldade de compreendê-Lo.
     O Senhor Jesus curou os doentes, os aleijados, os mancos e os cegos. Curou os leprosos e ressuscitou os mortos, Expulsou demônios. Serenou os elementos. Acalmou as tempestades. Trouxe paz, alegria e esperança às milhares de pessoas a quem prestou auxílio. 

     Ele não demonstrava sinal de medo. Nunca tinha pressa. Não se deparava com imprevistos. Movia-se com uma coordenação e precisão perfeitas. Tinha um porte perfeito. Não vacilava nem se preocupava com seu trabalho. Embora não curasse todos os doentes, não ressuscitasse todos os mortos, não restituísse a visão a todos os cegos, nem alimentasse todos os famintos, ainda assim, no final da vida, pôde dizer: "Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer."

     Diante de Pilatos, disse com calma: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada" (João, 19:11). Disse às pessoas assustadas que legiões de anjos estavam à Sua disposição. 
     
     Aproximou-se da cruz com dignidade e calma, com uma certeza e um propósito definido que confirmaram a profecia escrita sobre Ele oitocentos anos antes: "Como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha, muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca" (Isaías, 53:7).     



NB: Na próxima semana estaremos publicando do mesmo autor
       "A Derrota do Diabo"

domingo, 19 de julho de 2015

Jesus Cristo o Redentor - Billy Graham

   Jesus disse ainda de Si mesmo: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim." Ele, e apenas Ele, tinha o poder e a capacidade de reconduzir o homem a Deus. Mas faria isto? Se fizesse, teria que vir à terra. Teria que assumir a forma de um servo. Teria que ser feito à semelhança dos homens. Teria que se humilhar e se tornar subserviente até a morte. Teria que se atracar com o pecado. Teria que encontrar e vencer Satanás, o inimigo das almas humanas. Teria que resgatar pecadores do mercado de escravos do pecado. Teria que romper os grilhões e libertar os prisioneiros pagando um preço - o preço seria Sua própria vida. Ele teria que ser desprezado e rejeitado pelos homens, um homem sofredor e familiarizado com a dor. Teria que ser castigado por Deus e separado de Deus. Teria que ser ferido pelas transgressões dos homens e machucado pelas suas iniquidades, e Seu sangue derramado para reparar o pecado do homem. Teria que reconciliar Deus e o homem. Seria o grande Mediador da história. Teria que ser um substituto. Teria que morrer no lugar do homem pecador. Tudo isto teria que ser feito - por sua própria vontade.

   E foi assim que aconteceu! Contemplando a terra pelas ameias do paraíso, Ele viu este planeta girando no espaço - condenado, amaldiçoado, oprimido e destinado ao inferno. Viu você e eu lutando sob a carga do pecado e presos às correntes e cordas do pecado. Tomou Sua decisão na assembléia de Deus. As legiões de anjos se inclinaram com humildade e respeito quando o Príncipe dos Príncipes e Senhor dos Senhores do paraíso, que poderia criar mundos com a palavra, subiu em Sua carruagem radiante, atravessou os portais do céu, em direção ao firmamento e, em uma negra noite judia, enquanto as estrelas cantavam em coro e o séquito de anjos proclamavam Seus méritos, desceu da carruagem, livrou-se de seus mantos e Se fez homem!

   Era como se eu, ao caminhar ao longo de uma estrada, tivesse pisado em um formigueiro. Talvez olhasse para baixo e dissesse às formigas: "Lamento de coração ter pisado em seu formigueiro. Eu destruí sua casa. Provoquei uma confusão. Gostaria de poder dizer que estou preocupado, que não pretendia fazer isto, que gostaria de ajudá-las."

   Mas você diz: "Isto é absurdo, isto é impossível, as formigas não entendem sua língua!" É assim mesmo! Como seria maravilhoso se eu pudesse me transformar em formiga por alguns momentos e, na sua própria língua, falar do meu interesse por elas!

   Isto, com efeito, foi o que Cristo fez. Ele veio ao mundo para revelar Deus aos homens. Foi Ele quem nos falou que Deus nos ama e está interessado em nossas vidas. Foi Ele quem nos falou da misericórdia, paciência e graça divinas. Foi Ele quem prometeu vida eterna.

   Porém, mais do que isto, Jesus Cristo participou em carne e sangue a fim de que pudesse morrer (Hebreus, 2:14). "Ele se manifestou para tirar os pecados" (1 João, 3:5). O verdadeiro propósito da vinda de Cristo à terra foi poder oferecer Sua vida em sacrifício pelos pecados dos homens. Veio ao mundo para morrer. A sombra de Sua morte pairou como uma mortalha durante Seus trinta e três anos.

    Na noite em que Jesus nasceu. Satanás tremeu. Procurou matá-lo antes que nascesse e tentou matá-lo tão logo Ele nasceu. Quando saiu  o decreto de Herodes, ordenando a matança de todas as crianças, o único propósito era certificar-se da morte de Jesus.


Na próxima semana estaremos publicando neste espaço:

O Filho Imaculado.


    

sábado, 11 de julho de 2015

Deus em Três Pessoas - Billy Graham

     A Bíblia ensina que Deus é na verdade três pessoas. Isto é um mistério que nunca conseguiremos compreender. A Bíblia não ensina que há três Deuses - mas que há um só Deus. Este Deus único, contudo, se manifesta em três pessoas. Há o Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo.

     A segunda pessoa desta trindade é o filho de Deus, Jesus Cristo. Ele é igual a Deus Pai. Ele não era um filho de Deus, mas o filho de Deus. Ele é o Eterno filho de Deus - a segunda pessoa da Santíssima trindade, Deus encarnado, o Salvador vivo. 
     
      A Bíblia ensina que Jesus Cristo não teve princípio. Ele não foi criado. A Bíblia ensina que o mundo foi criado por Ele (João, 1:1-3). Todas as miríades de estrelas e sóis flamejantes foram criados por Ele. A terra foi lançada da ponta do Seu dedo flamejante. O nascimento de Jesus, que comemoramos no Natal, não foi o seu início. Sua origem está envolta naquele mesmo mistério que nos desconcerta quando investigamos o início de Deus. A Bíblia apenas nos diz: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1).

     Sobre Cristo, a Bíblia nos ensina: "Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois nele foram criadas todas as cousas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as cousas. Nele tudo subsiste" (Colossenses, 1:15-17).

     A última frase indica que Ele mantém todas as coisas unidas. Em outras palavras, todo o universo explodiria em bilhões de átomos se não fosse pelo poder coesivo de Jesus Cristo. A Bíblia diz também: "No princípio, Senhor, lançastes os fundamentos da terra, e os céus são obras de tuas mãos; eles perecerão ; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual vestido, também, qual manto, os enrolarás, como vestidos serão igualmente mudados; tu porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim" (Hebreus, 1:10 -12).



Na próxima semana estaremos publicando neste espaço:

JESUS CRISTO, O REDENTOR. 
    

sábado, 4 de julho de 2015

Volte ao Éden - Billy Graham

      Volte ao Éden comigo em sua imaginação, por um momento, Deus disse: "Porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." O homem comeu da árvore do conhecimento. Ele morreu.

     Suponha que Deus tivesse dito: "Adão, você deve ter cometido um erro, foi uma pequena falha de sua parte. Você está perdoado. Por favor, não repita." Deus teria sido mentiroso. Ele não teria sido santo, nem justo. Sua própria natureza O obrigava a cumprir Sua palavra. A justiça de Deus estava em jogo . O homem tinha que ter a morte física e espiritual. Sua iniquidade o separara de Deus. Assim, o homem tinha que sofrer. Tinha que pagar por seus próprios pecados. Como vimos, Adão foi o chefe da espécie humana. Quando Adão pecou, todos nós pecamos. "Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram" (Romanos, 5:12).

     A pergunta inflamada ficou sendo: " Como pode Deus ser justo e, ainda assim, absolver o pecador?" É preciso lembrar que a palavra absolver significa "purificar a alma de toda a culpa". A absolvição é muito mais que um simples perdão. O pecado deve ser abandonado, como se nunca tivesse existido. O homem deve ser reabilitado, de modo que não reste mancha, mácula nem imperfeição. em outras palavras, o homem deve ser reconduzido à posição que teve antes de perder a graça divina.

     Durante séculos, em sua cegueira, os homens tentaram voltar ao Éden - mas nunca conseguiram atingir sua meta. Tentaram muitos caminhos, mas todos fracassaram. C.S. Lewis diz que "Todas as religiões ou são uma antevisão, ou uma deturpação do cristianismo".

     A instrução é importante, mas ela não reconduzirá um homem a Deus. As falsas religiões são narcóticos que tentam proteger o homem do sofrimento atual enquanto prometem glórias futuras, mas nunca conduzirão o homem à sua meta. As Nações Unidas podem ser uma necessidade prática  em um mundo de homens em guerra, e somos gratos a cada medida que tomem no campo das relações internacionais para sanar disputas sem recorrer à guerra; mas se as Nações Unidas pudessem trazer paz duradoura, o homem poderia dizer a Deus "Não precisamos mais de Sua ajuda. Trouxemos paz à terra e organizamos a humanidade na justiça". Todos estes esquemas são paliativos que um mundo doente e agonizante deve usar, enquanto espera pelo Grande Médico. Remontando à história, sabemos que a primeira tentativa da união dos homens terminou com a confusão de línguas na Torre de Babel. Os homens fracassaram em todas as ocasiões que tentaram agir sem a ajuda de Deus e continuarão condenados ao fracasso.

     Permanece a pergunta: "Como Deus pode ser justo - isto é, fiel à Sua natureza e fiel à Sua santidade - e, ainda assim, absolver o pecador?" Porque cada homem tinha que carregar seus pecados, toda a humanidade perdeu a ajuda, uma vez que cada homem estava contaminado pela mesma doença.

     A única solução era uma pessoa inocente se oferecer para a morte física e espiritual como uma substituição perante Deus. Essa pessoa inocente teria que aceitar o julgamento, a pena e a morte humanas. Mas onde estaria tal indivíduo? Na certa, não havia ninguém perfeito na terra, pois a Bíblia diz: "Todos pecaram" (Romanos, 3:23). Havia uma única possibilidade. O próprio Filho de Deus era a única personalidade no universo que tinha a capacidade de suportar no corpo os pecados do mundo inteiro. Com certeza, Gabriel ou o arcanjo Miguel poderiam ter vindo e morrido por uma pessoa,  mas somente o Filho de Deus era infinito e, portanto, capaz de morrer por todos.