sábado, 4 de julho de 2015

Volte ao Éden - Billy Graham

      Volte ao Éden comigo em sua imaginação, por um momento, Deus disse: "Porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." O homem comeu da árvore do conhecimento. Ele morreu.

     Suponha que Deus tivesse dito: "Adão, você deve ter cometido um erro, foi uma pequena falha de sua parte. Você está perdoado. Por favor, não repita." Deus teria sido mentiroso. Ele não teria sido santo, nem justo. Sua própria natureza O obrigava a cumprir Sua palavra. A justiça de Deus estava em jogo . O homem tinha que ter a morte física e espiritual. Sua iniquidade o separara de Deus. Assim, o homem tinha que sofrer. Tinha que pagar por seus próprios pecados. Como vimos, Adão foi o chefe da espécie humana. Quando Adão pecou, todos nós pecamos. "Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram" (Romanos, 5:12).

     A pergunta inflamada ficou sendo: " Como pode Deus ser justo e, ainda assim, absolver o pecador?" É preciso lembrar que a palavra absolver significa "purificar a alma de toda a culpa". A absolvição é muito mais que um simples perdão. O pecado deve ser abandonado, como se nunca tivesse existido. O homem deve ser reabilitado, de modo que não reste mancha, mácula nem imperfeição. em outras palavras, o homem deve ser reconduzido à posição que teve antes de perder a graça divina.

     Durante séculos, em sua cegueira, os homens tentaram voltar ao Éden - mas nunca conseguiram atingir sua meta. Tentaram muitos caminhos, mas todos fracassaram. C.S. Lewis diz que "Todas as religiões ou são uma antevisão, ou uma deturpação do cristianismo".

     A instrução é importante, mas ela não reconduzirá um homem a Deus. As falsas religiões são narcóticos que tentam proteger o homem do sofrimento atual enquanto prometem glórias futuras, mas nunca conduzirão o homem à sua meta. As Nações Unidas podem ser uma necessidade prática  em um mundo de homens em guerra, e somos gratos a cada medida que tomem no campo das relações internacionais para sanar disputas sem recorrer à guerra; mas se as Nações Unidas pudessem trazer paz duradoura, o homem poderia dizer a Deus "Não precisamos mais de Sua ajuda. Trouxemos paz à terra e organizamos a humanidade na justiça". Todos estes esquemas são paliativos que um mundo doente e agonizante deve usar, enquanto espera pelo Grande Médico. Remontando à história, sabemos que a primeira tentativa da união dos homens terminou com a confusão de línguas na Torre de Babel. Os homens fracassaram em todas as ocasiões que tentaram agir sem a ajuda de Deus e continuarão condenados ao fracasso.

     Permanece a pergunta: "Como Deus pode ser justo - isto é, fiel à Sua natureza e fiel à Sua santidade - e, ainda assim, absolver o pecador?" Porque cada homem tinha que carregar seus pecados, toda a humanidade perdeu a ajuda, uma vez que cada homem estava contaminado pela mesma doença.

     A única solução era uma pessoa inocente se oferecer para a morte física e espiritual como uma substituição perante Deus. Essa pessoa inocente teria que aceitar o julgamento, a pena e a morte humanas. Mas onde estaria tal indivíduo? Na certa, não havia ninguém perfeito na terra, pois a Bíblia diz: "Todos pecaram" (Romanos, 3:23). Havia uma única possibilidade. O próprio Filho de Deus era a única personalidade no universo que tinha a capacidade de suportar no corpo os pecados do mundo inteiro. Com certeza, Gabriel ou o arcanjo Miguel poderiam ter vindo e morrido por uma pessoa,  mas somente o Filho de Deus era infinito e, portanto, capaz de morrer por todos. 

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