Durante todos os dias de Sua vida na terra, Ele nunca cometeu um só pecado. É o único homem que já existiu e teve um vida imaculada. Podia postar-se diante dos homens e perguntar "Quem dentre vós me convence do pecado?" (João, 8:46). Ele foi acossado pelo inimigo dia e noite, mas nunca encontraram Nele qualquer pecado. Não tinha mácula nem imperfeição.
Jesus viveu uma vida humilde. Não construiu para Si uma reputação. Não recebeu nenhuma honraria de homens. Nasceu em um estábulo. Foi criado na insignificante cidadezinha de Nazaré. Era carpinteiro. Reuniu ao Seu redor um grupo humilde de pescadores como Seus seguidores. Caminhava entre os homens como um homem. Era um homem do povo. Ele se humilhou como nenhum homem jamais fizera antes.
Jesus ensinava com tal autoridade que o povo de Sua época dizia: "Jamais alguém falou como este homem" (João, 7:46). Cada palavra que proferia era historicamente verdadeira. Cada palavra que proferia era cientificamente verdadeira. Cada palavra que proferia era eticamente verdadeira. Não havia nenhuma falha nas concepções e declarações morais de Jesus Cristo. Sua visão ética era de perfeita correção, correta na época em que viveu e em todas as épocas posteriores.
As palavras de Sua pessoa abençoada eram verdadeiras profecias. Profetizou muitas coisas que ainda estão para acontecer. Os advogados tentaram pô-lo à prova com perguntas, mas nunca conseguiram confundi-lo. Suas respostas aos opositores eram claras e precisas. Não havia interrogações nas suas declarações, nenhuma falsidade em Seu significado, nenhuma hesitação em Suas palavras. Ele sabia e por isto falava com tranquila autoridade. Falava com tal simplicidade, que as pessoas humildes o ouviam com prazer. Embora suas palavras fossem profundas, elas eram transparentes. Suas palavras eram solenes, porém irradiavam um brilho e uma simplicidade que desconcertavam seus inimigos. Ele lidava com as grandes questões da época de tal forma que os homens, fossem simples ou sofisticados, não tinham dificuldade de compreendê-Lo.
O Senhor Jesus curou os doentes, os aleijados, os mancos e os cegos. Curou os leprosos e ressuscitou os mortos, Expulsou demônios. Serenou os elementos. Acalmou as tempestades. Trouxe paz, alegria e esperança às milhares de pessoas a quem prestou auxílio.
Ele não demonstrava sinal de medo. Nunca tinha pressa. Não se deparava com imprevistos. Movia-se com uma coordenação e precisão perfeitas. Tinha um porte perfeito. Não vacilava nem se preocupava com seu trabalho. Embora não curasse todos os doentes, não ressuscitasse todos os mortos, não restituísse a visão a todos os cegos, nem alimentasse todos os famintos, ainda assim, no final da vida, pôde dizer: "Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer."
Diante de Pilatos, disse com calma: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada" (João, 19:11). Disse às pessoas assustadas que legiões de anjos estavam à Sua disposição.
Aproximou-se da cruz com dignidade e calma, com uma certeza e um propósito definido que confirmaram a profecia escrita sobre Ele oitocentos anos antes: "Como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha, muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca" (Isaías, 53:7).
NB: Na próxima semana estaremos publicando do mesmo autor
"A Derrota do Diabo"
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