A Verdade nos Libertará

O cristianismo encontra todas as suas doutrinas declaradas na Bíblia e o cristianismo não refuta nenhum ponto, nem tenta acrescentar coisa alguma à Palavra de Deus. Enquanto a Constituição dos Estados Unidos pode ser alterada de vez em quando, nenhuma alteração jamais é necessária à Bíblia. Acreditamos de fato que os homens que escreveram a Bíblia foram guiados pelo Espírito Santo, tanto nos pensamentos que expressaram, como na escolha das palavras. Como disse Pedro: "Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens (santos) falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro, 1:21).
Paulo nos diz que "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus se torne perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo, 3: 16-17).
Ao escreverem suas mensagens claras, os escribas bíblicos nunca tentaram enfeitar a realidade da vida. Os pecados dos grandes e dos pequenos são livremente admitidos, as fraquezas da natureza humana são conhecidas, e a vida nos tempos bíblicos está registrada tal como foi vivida. O que espanta é que as vidas e motivações destas pessoas que viveram há tanto tempo apresentem um sabor tão moderno! À medida que lemos, as páginas se assemelham a espelhos suspensos diante de nossas mentes e corações, refletindo nossos orgulhos e preconceitos, nossos fracassos e humilhações, nossos pecados e pesares.
A verdade é atemporal. Ela não difere de uma época para outra, de um povo para outro, de uma localização geográfica para outra. As idéias dos homens podem divergir, seus costumes podem mudar, seus códigos morais podem variar, mas a grande Verdade superior resiste ao tempo e à eternidade.
Jesus Cristo em si é a mensagem eterna da Bíblia. É a história da vida, da paz, da eternidade e do paraíso. A Bíblia não tem nenhum propósito oculto. Não precisa de nenhuma interpretação especial. Ela contém uma mensagem simples, clara e nítida para cada ser vivo - a mensagem de Cristo e Sua oferta de paz com Deus.
Um dia, no alto de uma montanha próxima a Cafarnaum, Jesus sentou-se com Seus discípulos. Eles se agruparam diante dele - talvez Pedro de um lado e João do outro. Jesus pode ter olhado com serenidade e ternura para cada um dos discípulos dedicados, olhado da mesma maneira que um Pai carinhoso olha para sua família - amando cada filho em separado, amando cada um por uma razão especial, amando-os de tal forma que cada filho se sente diferenciado e individualmente acalentado. É assim que Jesus deve ter amado Seus discípulos.
O pequeno grupo deve ter se sentido muito reverente sob o Seu olhar tranqüilo e amoroso. Eles devem ter emudecido em seu interior, com a sensação de que algo importante ia ser dito, algo que deveriam lembrar, algo que deveriam ser capazes de transmitir àqueles no mundo inteiro que não tinham o mesmo privilégio de ouvir essas palavras dos próprios lábios do Mestre.
Porque ali, na montanha, talvez parado sob as folhas prateadas e verde-acinzentadas de uma oliveira, Jesus pronunciou o mais extraordinário sermão que os ouvidos humanos já ouviram. Ele explicou a essência da vida cristã. Quando terminou e um silêncio respeitoso caiu sobre seus ouvintes assombrados, "estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tinha autoridade e não como os escribas" (Mateus7: 28 e 29).
De fato, Ele realmente ensinava com autoridade, a autoridade do próprio Deus; e as regras que pregava eram as próprias regras de Deus, as regras que todo cristão que traz a esperança de salvação no coração deve seguir.
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