domingo, 28 de setembro de 2014

COMO É DEUS - Billy Graham

Deus É uma Pessoa


     Segundo: a Bíblia revela-O como uma Pessoa. Lemos em toda a Bíblia: "Deus ama," "Deus diz," "Deus faz". Tudo que atribuímos a uma pessoa é atribuído a Deus. Uma pessoa é alguém que sente, pensa, quer, deseja e possui todas as expressões da personalidade.

     Aqui na terra, restringimos a personalidade ao corpo. Nossas mentes finitas não concebem a personalidade que não se manifeste através de carne e ossos. s 

 Sabemos que nossas próprias personalidades não estarão sempre envoltas pelos corpos que agora habitam, Sabemos que, na hora da morte, nossas personalidades deixarão nossos corpos e seguirão para os destinos que as aguardam. Sabemos tudo isto - no entanto é difícil aceitar.

     Que grande revelação seria, se pudéssemos compreender que a personalidade não tem que estar identificada com um ser físico. Deus não está limitado por um corpo, porém é uma Pessoa. Ele sente, pensa, ama, perdoa, solidariza-se com os problemas e as dores que enfrentamos.

Deus É Santo e Justo  
        Terceiro: A Bíblia declara que Deus não é apenas um Espírito e uma Pessoa, mas também um Ser Santo e Justo. Desde o Gênese até o Apocalipse, Deus revela-Se um Deus Santo. Ele é integralmente perfeito e absoluto em todos os detalhes. Ele é santo demais para tolerar o homem pecador, santo demais para suportar uma vida de pecado.

     Se pudéssemos visualizar a verdadeira imagem de Sua justiça grandiosa, que diferença haveria em nosso modo de vida como indivíduos e como nações! Se pudéssemos ao menos compreender o tremendo abismo que separa o homem iníquo da justiça perfeita de Deus! As Escrituras declaram que Ele é a Luz na qual não existe nenhuma escuridão - o único Ser Supremo sem falha nem imperfeição.

     Aqui temos de novo um conceito de difícil compreensão para o homem imperfeito. Nós, cujos defeitos e fraquezas são evidentes em toda parte, mal podemos imaginar a santidade irresistível de Deus - mas precisamos reconhecê-la se quisermos entender e aproveitar a Bíblia.

     O abismo que separa o homem imperfeito do Deus perfeito é enfatizado em todas as Escrituras Sagradas. Podemos vê-lo na divisão do Tabernáculo do Velho Testamento e do Templo do Novo Testamento na Terra Santa e na maioria dos lugares Sagrados. Ele está salientado na prescrição da oferenda que deverá ser trazida caso um pecador se aproxime de Deus. Está sublinhado por um sacerdócio especial que serve de mediador entre Deus e as pessoas. Está enfatizado pelas leis relativas à impureza no Levítico. Podemos vê-lo nas muitas festas de Israel, pelo isolamento de Israel na Palestina. A Santidade de Deus regula todos os outros princípios de Deus.

     As Escrituras declaram que Seu trono assenta-se em Sua santidade. Porque Deus é santo e o homem profano, é que existe uma distância tão grande entre Deus e o pecador impenitente. A Bíblia nos diz que nossas iniquidades nos separam de Deus - separam-nos tanto que Seu rosto nos é ocultado e Ele não quer nos ouvir quando chamamos.; "Se eu no coração contemplar a vaidade," diz o salmista, "o Senhor não me teria ouvido" (Salmos,66 18). Por outro lado, o salmista diz: "Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor... Ele acode a vontade dos que o temem; atende-lhes ao clamor e os salva" (Salmos, 34:15; 145: 18-19).

     Deus é puro demais para considerar o mal com aprovação, o que significa que Ele é santo demais para ter qualquer ligação com o pecado. Antes de o pecado se instaurar na espécie humana, Deus e o homem desfrutavam de boas relações entre si. Agora essas relações estão rompidas, e toda comunicação entre Deus e o homem é inviável sem a participação de Jesus Cristo. É somente através de Jesus Cristo que o homem pode restabelecer suas relações com Deus. Há quem diga que todos os caminhos levam a Deus. Porém, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai se não por mim" (João, 14:6). Disse também: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e achará pastagem" (João, 10:9).

     O homem é pecador, incapaz de alterar sua posição, incapaz de alcançar o ouvido puro de Deus, a menos que clame com sinceridade por misericórdia. O homem teria permanecido perdido para sempre se Deus, em Sua infinita misericórdia, não tivesse enviado Seu Filho à terra para transpor este abismo.

     É na santidade de Deus que encontramos a razão para a morte de Cristo. Jesus era o único o suficiente bom, o suficiente puro e o suficiente forte para carregar os pecados do mundo inteiro. A santidade de Deus exigia a pena mais rigorosa para o pecado, e Seu amor determinou que Jesus Cristo pagasse esta pena e oferecesse a salvação. Porque o Deus que adoramos é um Deus puro, um Deus sagrado, um Deus justo e virtuoso, Ele nos enviou Seu único Filho para tornar possível o nosso acesso a Ele. Mas desprezamos a ajuda que Ele enviou, se deixamos de obedecer às leis por Ele estabelecidas, não podemos clamar por misericórdia, quando o castigo que merecemos recair sobre sobre nós!      

Nenhum comentário:

Postar um comentário