Romanos, 2.23
Se Deus é um Ser justo e amoroso, então por que existe tanta maldade, sofrimento e dor? Como foi que surgiu todo esse ódio? Porque criamos falsos ídolos? Por que fazemos devoções nos santuários da cobiça, do egoísmo e da guerra? Como foi que a espécie humana, que Deus fez à própria imagem, afundou a tal ponto na depravação, que os Dez Mandamentos tiveram que ser revelados com a exigência de que fossem respeitados? Por que Deus teve de enviar o próprio Filho para nos salvar? Como foi que as criaturas de Deus tornaram-se tão cheias de luxúria e maldade?
Para entendermos isto, para compreendermos com clareza por que uma nação se lança contra outra, por que as famílias se antagonizam, por que todos os jornais estão cheios de notícias de atos insanos e violentos de brutalidade e ódio, devemos nos remontar ao início. Devemos nos remontar à história de Adão no Éden, voltar ao primeiro capítulo do Gênese.
Há quem diga que esta história bem conhecida da criação é apenas um mito. Dizem que é apenas uma forma simples de explicar uma pergunta irrespondível às crianças. Mas não é verdade. A Bíblia nos diz com exatidão o que aconteceu no início e, por que, desde então, o homem segue a passos firmes pelo caminho da própria destruição.
Pois Deus criou este mundo como um todo perfeito. Ele criou o mundo belo e harmonioso que o homem desperdiçou - o mundo perfeito que ansiamos por reencontrar, o mundo que todos nós buscamos.
Neste mundo perfeito, Deus colocou um homem perfeito. Adão era perfeito porque nada feito por Deus pode ser menos que perfeito, e, a este homem perfeito, Deus conferiu não apenas o mais precioso de todos os dons - o dom da vida eterna. Conferiu-lhes também o livre-arbítrio.
Um amigo nosso, Dr. M.L. Scoot, o grande pregador negro, falou-nos de um amigo seu. O filho deste amigo fora estudar em uma universidade e veio visitar a família orgulhoso do conhecimento recém-adquirido.
"Pai," disse ele certa noite, cheio de si, "agora que estive na universidade, não tenho mais certeza se posso concordar com sua fé simples e infantil na Bíblia."
O pai ficou olhando fixamente para o filho, sem pestanejar. Enfim, disse: "Filho, esta é a sua liberdade - sua terrível liberdade." Foi isto que Deus concedeu a Adão - o livre-arbítrio. Sua terrível liberdade.
O primeiro homem não foi nenhum habitante das cavernas - uma criatura grunhidora, rosnadora e incompreensível da floresta tentando vencer os perigos da selva e as feras do campo. Adão foi criado já adulto, com todas as faculdades mentais e físicas desenvolvidas. Ele caminhava com Deus e desfrutava de sua amizade. Estava destinado a ser como um rei na terra, governando pela vontade de Deus.
Esta, então, era a posição de Adão enquanto no Éden, o homem perfeito, o primeiro homem, com seu inestimável, senão terrível, dom da liberdade. Adão tinha liberdade total - liberdade de escolher ou rejeitar, liberdade de obedecer às ordens de Deus ou de contrariá-las, liberdade de ser feliz ou infeliz. Pois não é a simples posse de liberdade que torna a vida satisfatória - é o que decidimos fazer com nossa liberdade que determina se encontraremos ou não a paz com Deus e em nós mesmos.
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