sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - A Escolha feita... Billy Graham

A Escolha Feita Pelo Homem

     Esta era a prova! Este era o momento em que Adão lançaria mão de seu livre-arbítrio para escolher o caminho certo ou o caminho errado - escolher porque queria e não porque houvesse um só caminho diante dele!


     Adão fez sua escolha. Sofreu as consequências e estabeleceu o modelo que toda a humanidade iria seguir. "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação..." (Romanos, 5:18). Paulo diz também: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram" (Romanos, 5:12).

     Pois Adão foi a origem da espécie humana. Ele surgiu da terra como uma fonte cristalina e recebeu permissão de escolher se iria transformar-se em um rio que correria através de belos e férteis pastos verdes ou em uma torrente lamacenta que se chocaria para sempre contra rochas e se agitaria entre penhascos profundos e escuros - fria e infeliz em si, e incapaz de levar alegria e fertilidade à terra circundante.

     Não se deve culpar Deus pela trágica confusão em que o mundo se encontra há tanto tempo. A culpa é toda de Adão - Adão, a quem foi dada a escolha e que preferiu ouvir as mentiras do tentador, em vez de ouvir a verdade de Deus! A história da espécie humana, daquele dia em diante, tem sido a história do esforço inútil do homem para recuperar a posição que perdeu com a queda de Adão e, em não o conseguindo, ao menos suspender a maldição.

     "Mas isto é injusto!", dirá você. "Por que devemos sofrer hoje, porque o primeiro homem pecou em um passado tão remoto? Por que a humanidade não se recuperou em todo esses anos? Por que devemos continuar sendo punidos todos os dias de nossa vidas?" Existe uma ideia corrente de que é possível melhorar o homem, melhorando o seu meio ambiente. Não é estranho reconhecer que o primeiro pecado foi cometido em um meio ambiente perfeito?

     Voltemos à estória do rio - o rio escuro e gelado que corre ao pé do desfiladeiro profundo e sombrio. Por que este rio não toma o caminho de volta aos campos quentes e agradáveis que se encontram acima dele? Por que ele não abandona sua triste trajetória, para se tornar a torrente feliz e borbulhante que era quando jorrou com espontaneidade de chão?
     
     Ele não abandona porque não pode. Não tem poder para fazer senão o que sempre fez. Uma vez que mergulhou pela ribanceira íngreme na escuridão, não pode erguer-se de novo à terra radiosa e ensolarada acima. Existe um modo de erguer-se, o meio está à mão, mas o rio não sabe como fazer uso dele. Isto me lembra do rio Yangtze na China (hoje chamado de Chiang Jiang). Este rio despeja sua lama no mar por muitos quilômetros, transformando as águas verde-azuladas do oceano em amarelo-escuras. Ele é incapaz de agir de outra forma.

(continua...). 
     


  

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