sábado, 8 de agosto de 2015

O Pecador ou o Substituto - Billy Graham

     Deus exige a morte, quer para o pecador, quer para o substituto! Gabriel e dez legiões de anjos aguardavam às margens do universo, as espadas desembainhadas. Bastaria um olhar Seu e teriam lançado ao inferno as multidões que bradavam iradas. Os pregos nunca O prenderam - eram as cordas do amor que prendiam mais do que qualquer prego que o homem pudesse inventar  "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos, 5:8).

     Por você! Por mim! Ele carregou nossos pecados em Seu corpo na cruz. Como disse alguém: "Contempla-O na cruz, curvando a cabeça sagrada e encerrando no coração, no terrível isolamento de Deus, o fruto dos pecados do mundo, e vê como, a partir da aceitação do fruto do pecado, Ele cria aquilo que não exige para Si, mas para distribuir àqueles cujo lugar Ele tomou." Desconcertados na presença deste sofrimento, sentindo nossa incapacidade de entender ou de explicar e conscientes em demasia do poder e da grandeza que nos dominam, ouvimos as palavras que Lhe saem dos lábios em seguida: "Está consumado."

     Mas o sofrimento físico de Jesus Cristo não foi o verdadeiro sofrimento. Muitos homens morreram antes Dele. Outros ficaram pregados à cruz por mais tempo que Ele. Muitos se tornaram mártires. O terrível sofrimento de Jesus Cristo foi Sua morte espiritual. Ele atingiu o fruto último do pecado, mergulhou na mais profunda dor, quando clamou: "Deus meu, por que me abandonaste?" Este grito foi a prova de que Cristo, fazendo-se pecado por nós, teve a morte física e, com isto, perdeu toda a noção da presença do Pai naquele momento. Sozinho na hora suprema da história da humanidade, Cristo proferiu estas palavras! Fez-se luz para que tivéssemos uma noção do que estava suportando, mas a luz era tão ofuscante, como diz G. Campbell Morgan, "que olhar algum a suportaria." As palavras foram proferidas, como definiu muito bem o Dr. Morgan, "para que os homens possam saber quantas coisas existem que talvez desconheçam."

     Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus (Gálatas, 3:13, Marcos, 15:34, 2 Corintios, 5:21). Na cruz, Ele se fez pecado. Foi desamparado por Deus. Por não conhecer o pecado, há um valor incalculável na pena que sofreu, uma pena que não precisava pagar. Se ao carregar em Seu corpo o pecado, Ele criou um valor de que não precisava, para quem foi criado o valor?

     De que modo este valor foi conquistado na profundeza das trevas, o homem nunca saberá. Sei apenas de uma coisa - Ele carregou meus pecados em Seu corpo na cruz. Foi pregado onde eu deveria ter estado. A parte que me cabia das dores do inferno foi descarregada Nele, e já posso ir para o paraíso e merecer o que não é meu, mas Seu por direito. Todos os prenúncios, as ofertas, os enigmas e símbolos do Velho Testamento se concretizaram. Os sacerdotes não precisam mais estar uma vez por ano no Santo dos Santos. O sacrifício se consumou.

     Agora que a base da redenção foi lançada, o pecador de consciência pesada só precisa acreditar no Filho para ter paz com Deus. "Porque Deus amou  o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João, 3:16).



NB: Na próxima semana estaremos publicando do mesmo autor:
       Três Coisas na Cruz 

   

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