sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Três Coisas na Cruz - Billy Graham

     Na cruz de Cristo, vejo três coisas; primeiro, uma descrição da dimensão do pecado humano. Não culpe as pessoas daquela época por crucificar Cristo. Você e eu somos tão culpados quanto elas. Não foram as pessoas nem os soldados romanos que o pregaram à cruz - foram os seus pecados e os meus pecados que o obrigaram a se voluntariar para esta morte.


     Segundo, na cruz vejo o imenso amor de Deus. Se algum dia duvidar do amor de Deus, contemple a cruz profunda e demoradamente, pois nela você encontra a expressão do amor de Deus.


     Terceiro, na cruz está o único caminho da salvação. Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João. 14:16). Não há possibilidade de ser salvo do pecado e do inferno, senão pela identificação com o Cristo da cruz. Se houvesse algum outro meio de nos salvar, Ele o teria encontrado. Se a reabilitação ou a vida moral e ética perfeita nos salvasse, Jesus nunca teria morrido. Um substituto tinha que tomar nosso lugar. Os homens não gostam de falar disto. Não gostam de ouvir isto porque fere o seu orgulho. Amesquinha o seu ego.


     Muitas pessoas peguntam: "Acaso não serei salvo vivendo pela Regra de Ouro? Ou seguindo os preceitos de Jesus? Ou levando a vida ética que Jesus ensinou?" Mesmo que pudéssemos ser salvos levando a vida que Jesus ensinou, continuaríamos sendo pecadores. Continuaríamos a fracassar, pois nenhum de nós, desde o nascimento até a morte, jamais viveu a vida que Jesus ensinou. Nós fracassamos. Transgredimos. Desobedecemos. Pecamos. Portanto, o que faremos a respeito deste pecado? Há apenas uma coisa a fazer, que é levá-lo à cruz e encontrar o perdão.



     Há muitos anos, o Rei Charles V  tomou emprestada uma grande quantia de um comerciante na Antuérpia. O prazo de pagamento da dívida venceu, mas o Rei estava falido e não pôde pagar. O comerciante ofereceu um grande banquete ao Rei. Quando todos os convidados se sentaram, e antes que a comida fosse servida, o comerciante colocou diante dele, sobre a mesa, uma grande travessa em chamas. Então, retirando do bolso o comprovante da dívida, ele o levou às chamas até que se reduzisse a cinzas.


     Da mesma forma todos nós contraímos uma dívida com Deus. O prazo venceu, mas não conseguimos pagar. Há dois mil anos, Deus convidou um mundo de moral corrupta aos pés da cruz. Ali, Deus sustentou seus pecados e os meus nas chamas até que o último vestígio de nossa culpa se consumisse.

     A Bíblia diz: "Sem derramamento de sangue não há remissão" (Hebreus,9:22). Muitas pessoas me dizem: "Que horror! Não está querendo dizer que acredita em uma religião sanguinária!" Outras pensam consigo mesmas: "Não entendo por que Deus exige sangue." Muitas pessoas se questionam: "Não entendo por que Cristo teve que morrer por mim." Hoje, a ideia do derramamento de sangue de Cristo está se tornando antiquada e fora de moda em muitas pregações. A característica marcante do cristianismo é a remissão do sangue. Sem ela não podemos ser salvos. O sangue é na verdade um símbolo da morte de Cristo.

     Em época recente, estava parado junto à mesa de recepção da Clínica Mayo, em Rochester. Ali em uma pequena caixa, estavam algumas pastas de papéis intituladas "Um presente de sangue", com letras vermelhas formando uma enorme gota de sangue. No início, pensei que fosse um opúsculo do evangelho, mas, ao observar com mais atenção, vi que era um apelo às pessoas para que ajudassem no programa do sangue. O sangue poderia significar a diferença entre a vida e a morte para alguém doente no hospital. Todo aquele que já precisou receber uma transfusão de sangue só pode encarar este sangue com gratidão. Talvez alguns digam que tirar sangue é de certa forma revoltante, mas doá-lo é uma benção!

     Permanece o fato de que o sangue representa a vida, como diz o Levítico, 17:11: "Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo  tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas." Portanto, o sacrifício do sangue permeia todo o Velho Testamento - um prenúncio ou um símbolo do perfeito sacrifício de Cristo.  



Pedindo desculpas por atrasar em uma semana as postagens.

Na próxima semana estaremos postando, do mesmo autor, o título:
As Cinco Coisas que o Sangue Traz 

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