Durante muitos anos, a psicologia deixou em paz a conversão e a experiência religiosa. Contudo, nos últimos cinquenta anos, os psicólogos vêm estudando todo o processo da conversão. Ele mostraram que a conversão não é uma experiência cristã apenas, mas é comum também a outras religiões, e que não é necessariamente um fenômeno religioso, mas ocorre também em esferas não religiosas. Estudiosos da psicologia concordaram que a conversão engloba três etapas: primeiro, um sentido de perplexidade e inquietude; segundo, um clímax e um momento de transformação; e, terceiro, um relaxamento, marcado por tranquilidade e alegria.
Em um artigo intitulado "Por que é bom sentir-se tão mal," o New York Times (29 de novembro de 1983) salientou: "A culpa, a angústia por sentirmos que não conseguimos alcançar os padrões que nos impusemos, é a guardiã de nossa bondade. É necessária ao desenvolvimento da consciência infantil e à inibição do comportamento anti-social." O artigo prossegue explicando: "Na infância, o bom comportamento é reforçado principalmente através do medo culposo produzido pela atitude dos pais, o medo do castigo por violar um código de comportamento. Mas, à medida que a criança cresce, um 'ideal de ego' - uma forma da figura paterna - torna-se internalizado como um modelo de comportamento correto..., e, na vida adulta, as pessoas buscam punir-se quando traem esse modelo. O Dr. Gaylin considera a falta de modelos de papéis apropriados ou de figuras paternas uma das causas da onda crescente de comportamento anti-social livre de culpa entre os jovens hoje." É este sentimento de culpa que cria a ânsia por algo melhor - a ser encontrado apenas em uma relação correta com Cristo.
Os psicólogos dizem que há dois tipos de conversão. Um deles é acompanhado por uma violenta sensação de pecado, e o outro, por um sentimento de imperfeição, uma luta por uma vida mais ampla e um desejo de iluminação espiritual.
O valor dos estudos psicológicos sobre a conversão foi subestimado. Não podemos colocá-los de lado e ignorá-los. Os psicólogos esclareceram muito, mas a maioria deles reluta em aceitar a conversão bíblica como uma experiência sobrenatural.
Na verdade, a conversão bíblica envolve três etapas - duas delas ativas e uma passiva. Na conversão ativa, estão envolvidos o arrependimento e a fé. O arrependimento é a conversão visto do ponto de partida, a rejeição da vida anterior. A fé indica o momento objetivo da conversão, o retorno a Deus. A terceira etapa, que é passiva, podemos chamar de vida nova ou regeneração, mais conhecida como "renascimento", cujo significado literal é nascer na família de Deus.
Agora Jesus disse que para chegar ao paraíso é preciso se converter. Não fui eu quem disse isto-foi Jesus! Não é a opinião de um homem - é a opinião de Deus! Jesus disse: "Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mateus 18:3).
A verdadeira conversão envolverá a mente, a afeição e a vontade. Há milhares de pessoas que foram sem seu intelecto convertidas a Cristo. Elas acreditam na Bíblia. Acreditam em tudo que diz sobre Jesus, mas nunca foram de fato convertidas a Ele. A Bíblia nos diz que "até os demônios creem, e tremem" (Tiago, 2:19).
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