quinta-feira, 30 de junho de 2016

Fato - Billy Graham

          Se você é salvo do pecado, isto se deve à fé pessoal no evangelho de Cristo, como definem as Escritura. Embora isto possa lhe parecer a princípio dogmático e limitado, o fato é que não há outro modo. A Bíblia diz: "Antes de tudo vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios, 15: 3-4). A Bíblia diz que somos salvos quando depositamos nossa fé neste fato objetivo. A obra de Cristo é um fato, Sua cruz é um fato, Seu túmulo é um fato, e Sua ressurreição é um fato.
      É impossível criar algo a partir de uma crença. O evangelho não surgiu porque os homens acreditaram nele. O túmulo não ficou vazio naquela primeira Páscoa porque os fiéis acreditaram nisto. O fato sempre precedeu a fé. Somos psicologicamente incapazes de crer sem que haja um objeto para nossa fé.
          A Bíblia não lhe pede para acreditar em algo que não é digno de crença, mas para acreditar no fato histórico que na realidade transcende toda a história. A Bíblia lhe pede para acreditar que esta obra de Cristo, feita para o pecado e os pecadores, é eficaz para todos que arriscarem suas almas por Ele. Confiar Nele para sua salvação eterna é confiar em um fato.


          A fé é a segunda nesta ordem de três palavras. Ela é racionalmente impossível quando não há nada em que acreditar. A fé precisa ter um objeto. O objeto da fé cristã é Cristo. A fé significa mais do que a aceitação intelectual das palavras de Cristo. A fé envolve a vontade. É volitiva. A fé exige ação. Se acreditarmos de fato, então viveremos. A fé sem obras está morta. A fé significa, na verdade, rendição e submissão às palavras de Cristo. Significa reconhecer o pecado e voltar-se para Cristo. Não conhecemos Cristo através dos cinco sentidos físicos, mas sim através do sexto sentido que Deus conferiu a todos os homens - que é a capacidade de acreditar.

A Experiência da Fé

         Ao ler com atenção o Novo Testamento para ver com precisão que tipo de experiência você pode esperar, percebo que o Novo Testamento revela somente uma. Há somente uma experiência pela qual pode procurar - apenas um sentimento que pode esperar - a experiência da fé. Acreditar é uma experiência tão real como qualquer outra, porém muitos buscam algo mais - uma sensação fabulosa que provoque uma vibração física, enquanto outros buscam uma manifestação espetacular. Muitos são encorajados a procurar estas sensações, mas a Bíblia diz que um homem é "justificado mediante a fé", e não mediante o sentimento. Um homem é salvo pela confiança na obra consumada por Cristo na cruz e não pelo arrebatamento físico ou êxtase religioso.
          Mas talvez você me pergunte: "E o sentimento? Não há nenhum lugar na fé salvadora para o sentimento, mas não somos salvos por ele. Qualquer que seja o sentimento, ele é apenas o resultado da fé salvadora, mas ele em si não leva à salvação! 

terça-feira, 28 de junho de 2016

NADA QUE É HUMANO NOS É INDIFERENTE - Samuel Napoleao Serpa

Paciente deu entrada às 10:00h do dia 26/06/16 no quartel dos bombeiros de São Gonçalo 20º GBM, em parada cardiorrespiratória, após síncope durante partida de futebol em um colégio próximo a este quartel. 
Por desconhecimento técnico para diagnóstico de óbito do paciente, o Tenente Danilo - Oficial de Dia do 20º GBM, juntamente com o Cabo enfermeiro Mota retiraram o paciente morto do carro, colocaram na ambulância e iniciaram massagem cardíaca. Neste instante o soldado Deodato, foi até ao cassino dos oficiais para me chamar para descer, pois tinha acabado de chegar uma pessoa morta, em PCR, no quartel e que estava precisando da minha presença na viatura. 
Prontamente desci e ao entrar na viatura vi que o paciente estava morto (pupilas midriáticas, cristalino opaco, sem pulso periférico e central, cianose central, extremidades frias sem circulação periférica, sem atividade elétrica no monitor). Porém ao olhar para toda guarnição em fila atrás da viatura para revezar na massagem cardíaca, olhei para o paciente jovem, e falei para todos:

- "Já que estão todos dispostos, vamos lá!"
Aproveitei para ensinar massagem cardíaca para os combatentes. Desci da viatura entubei o paciente com o tubo 9,0, coloquei no respirador peguei um acesso no braço direito do paciente, coloquei um soro fisiológico e injetei ao mesmo tempo uma ampola de adrenalina e atropina na circulação do paciente. Mandei eles continuarem na massagem. 
Durante 40 min foram feitas massagens ininterruptas no paciente e nada mudava. Foi aonde dei um choque de 200 joules no paciente e mandei continuar massageando. Aos mais ou menos 50 min apareceu no monitor cardíaco uma atividade elétrica me surpreendendo pois o paciente estava morto... Continuamos as manobras, cardioverti 10 vezes... Depois de aproximadamente 1h sem mais esperanças de voltar dei 5 choques consecutivos no paciente buscando uma regularidade no batimento, foi aonde apresentou um QRS alargado e manteve o ritmo. Apresentou pulsou central. 
Aumentei a sedação do paciente, fiz uma ampola de Bicarbonato, ajustei melhor o respirador... E o paciente foi apresentando outra coloração, diminuindo a cianose, quando fui examinar o reflexo pupilar do paciente estavam todos preservados... 
Subitamente meu olho encheu d'água com uma vontade absurda de chorar... Sai de perto da guarnição, respirei fundo e fui falar com os familiares. E disse: 
Vocês acreditam em Deus? 
Se acreditam agradeçam e se não acreditam, dobrem os joelhos e comecem a orar pois ele estava morto e voltou a viver.

Hoje, o paciente, encontra-se no CTI 4 no hospital estadual Alberto Torres.
Rômulo Campos de Paula
Cap Med BM

Fonte: Via Whatsap

sábado, 18 de junho de 2016

A Religião Não É o Renascimento - Billy Graham

A Nicodemos, um dos homens mais religiosos de sua época, Jesus disse: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João, 3:3). Nicodemos não conseguia substituir seu profundo conhecimento religioso pelo renascimento espiritual, e nós não fizemos maior progresso em nossa geração.
A larva feia em seu casulo passa muito tempo crescendo e mudando quase sem se perceber. Mas por mais que este crescimento seja demorado, chega o momento em que ela atravessa uma crise e surge como uma bela borboleta. As semanas de crescimento silencioso são importantes, mas não podem substituir a experiência em que o velho e o feio são deixados para trás, e o novo e o belo ganham vida.
É verdade que milhares de cristãos não sabem a hora nem o dia exatos em que passaram a conhecer Cristo. Sua fé e suas vidas comprovam que, conscientes, eles se converteram a Cristo. Quer lembrem disto ou não, houve um momento em que atravessaram a fronteira entre a vida e a morte.
Provavelmente, todos já experimentaram, por vezes, dúvidas e incertezas em sua experiência religiosa. Quando Moisés subiu o Monte Sinai para receber as tábuas da lei das mãos de Deus, os hebreus o perderam de vista por algum tempo enquanto esperavam ansiosos o seu retorno. Até que por fim passaram a duvidar e murmuraram ente si: “Quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido” (Êxodo, 32:1). A deserção deles resultou de suas dúvidas e incertezas.
A terrível incerteza que ronda as almas de multidões origina-se de uma ideia errada sobre a verdadeira experiência cristã. Muitos não parecem compreender a natureza da experiência cristã, enquanto outros estão mal informados e buscam algo que as Escrituras não nos autorizam a esperar.
A palavra é mencionada mais de trezentas vezes no Novo Testamento em relação à salvação do homem e muitas outras vezes está subentendida. O escritor do Livro dos Hebreus disse: “É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” E ele disse também que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus, 11:6).
É porque confundimos com sentimento que muitos experimentam as dificuldades e incertezas tão comuns entre os que hoje se professam cristãos.
A fé sempre implica em objeto – isto é, quando acreditamos, acreditamos em algo. Chamo este algo de fato. Deixe-me, então, dizer três palavras, três palavras que devem sempre ser mantidas na mesma ordem e nunca rearrumadas. Deixe-me dizer estas três palavras que mostrarão como passar da incerteza para uma vida cristã confiante. Estas três palavras são fato, fé e sentimento. Elas aparecem nesta ordem, e a ordem é essencial. Se você as confundir, eliminar ou acrescentar uma palavra, terminará no atoleiro do desespero e continuará tateando na obscuridade , sem a alegria e a confiança de quem pode dizer: “Sei em quem tenho crido” (2 Timóteo, 1:12).

sábado, 4 de junho de 2016

Como Ter Certeza - Billy Graham

Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.
 1º João, 5:13


          TODA semana recebo inúmeras cartas de pessoas que dizem ter dúvidas e incertezas a respeito da vida cristã. Muitas destas cartas vem de cristãos autênticos que parecem não desfrutar da alegria da fé cristã. Ainda que a Bíblia diga “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que crendo, tenhais vida em seu nome” (João, 20: 31), muitos estão incertos.

          Vamos agora usar este capítulo para resumir o que nos aconteceu. Vimos o que significa arrepender-se, ter fé e renascer. Mas como posso ter certeza, como posso estar seguro de que tudo isto me aconteceu? Muitas pessoas com quem converso se arrependeram, creram e renasceram, mas com frequência falta-lhes a confirmação de sua conversão. Vamos repassar algumas coisas que aprendemos. Em primeiro lugar, tornar-se cristão pode ser uma experiência dramática em sua vida ou um processo que atinge um clímax e do qual você pode ou não estar consciente . Não me entenda mal; você não se torna cristão em consequência de um processo de educação. Há alguns anos, um grande pregador disse: “Precisamos educar e treinar nossos jovens segundo um modo de vida cristão para que nunca saibam quando não foram cristãos.” Grande parte da filosofia da educação religiosa se baseia nesta premissa, e talvez muitos desconheçam a essência da experiência cristã, porque a educação religiosa tomou o seu lugar. Não houve nenhuma mudança no coração.

          Na virada do século, o professor Starbuck, um pensador preeminente no campo da psicologia, observou que os trabalhadores cristãos eram em geral recrutados dentre aqueles que haviam tido uma experiência vital  de conversão. Observou também que os que possuíam uma ideia clara do que significa ser convertido eram principalmente os oriundos de áreas rurais, onde na juventude tinham recebido pouca ou quase nenhuma educação religiosa planejada com cuidado.

          Isto não é uma crítica à educação religiosa, mas pode ser tomado como uma advertência sobre os perigos do uso impróprio da educação religiosa que se torna um substituto  da experiência do renascimento.