sábado, 4 de junho de 2016

Como Ter Certeza - Billy Graham

Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.
 1º João, 5:13


          TODA semana recebo inúmeras cartas de pessoas que dizem ter dúvidas e incertezas a respeito da vida cristã. Muitas destas cartas vem de cristãos autênticos que parecem não desfrutar da alegria da fé cristã. Ainda que a Bíblia diga “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que crendo, tenhais vida em seu nome” (João, 20: 31), muitos estão incertos.

          Vamos agora usar este capítulo para resumir o que nos aconteceu. Vimos o que significa arrepender-se, ter fé e renascer. Mas como posso ter certeza, como posso estar seguro de que tudo isto me aconteceu? Muitas pessoas com quem converso se arrependeram, creram e renasceram, mas com frequência falta-lhes a confirmação de sua conversão. Vamos repassar algumas coisas que aprendemos. Em primeiro lugar, tornar-se cristão pode ser uma experiência dramática em sua vida ou um processo que atinge um clímax e do qual você pode ou não estar consciente . Não me entenda mal; você não se torna cristão em consequência de um processo de educação. Há alguns anos, um grande pregador disse: “Precisamos educar e treinar nossos jovens segundo um modo de vida cristão para que nunca saibam quando não foram cristãos.” Grande parte da filosofia da educação religiosa se baseia nesta premissa, e talvez muitos desconheçam a essência da experiência cristã, porque a educação religiosa tomou o seu lugar. Não houve nenhuma mudança no coração.

          Na virada do século, o professor Starbuck, um pensador preeminente no campo da psicologia, observou que os trabalhadores cristãos eram em geral recrutados dentre aqueles que haviam tido uma experiência vital  de conversão. Observou também que os que possuíam uma ideia clara do que significa ser convertido eram principalmente os oriundos de áreas rurais, onde na juventude tinham recebido pouca ou quase nenhuma educação religiosa planejada com cuidado.

          Isto não é uma crítica à educação religiosa, mas pode ser tomado como uma advertência sobre os perigos do uso impróprio da educação religiosa que se torna um substituto  da experiência do renascimento.


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