sábado, 18 de junho de 2016

A Religião Não É o Renascimento - Billy Graham

A Nicodemos, um dos homens mais religiosos de sua época, Jesus disse: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João, 3:3). Nicodemos não conseguia substituir seu profundo conhecimento religioso pelo renascimento espiritual, e nós não fizemos maior progresso em nossa geração.
A larva feia em seu casulo passa muito tempo crescendo e mudando quase sem se perceber. Mas por mais que este crescimento seja demorado, chega o momento em que ela atravessa uma crise e surge como uma bela borboleta. As semanas de crescimento silencioso são importantes, mas não podem substituir a experiência em que o velho e o feio são deixados para trás, e o novo e o belo ganham vida.
É verdade que milhares de cristãos não sabem a hora nem o dia exatos em que passaram a conhecer Cristo. Sua fé e suas vidas comprovam que, conscientes, eles se converteram a Cristo. Quer lembrem disto ou não, houve um momento em que atravessaram a fronteira entre a vida e a morte.
Provavelmente, todos já experimentaram, por vezes, dúvidas e incertezas em sua experiência religiosa. Quando Moisés subiu o Monte Sinai para receber as tábuas da lei das mãos de Deus, os hebreus o perderam de vista por algum tempo enquanto esperavam ansiosos o seu retorno. Até que por fim passaram a duvidar e murmuraram ente si: “Quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido” (Êxodo, 32:1). A deserção deles resultou de suas dúvidas e incertezas.
A terrível incerteza que ronda as almas de multidões origina-se de uma ideia errada sobre a verdadeira experiência cristã. Muitos não parecem compreender a natureza da experiência cristã, enquanto outros estão mal informados e buscam algo que as Escrituras não nos autorizam a esperar.
A palavra é mencionada mais de trezentas vezes no Novo Testamento em relação à salvação do homem e muitas outras vezes está subentendida. O escritor do Livro dos Hebreus disse: “É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” E ele disse também que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus, 11:6).
É porque confundimos com sentimento que muitos experimentam as dificuldades e incertezas tão comuns entre os que hoje se professam cristãos.
A fé sempre implica em objeto – isto é, quando acreditamos, acreditamos em algo. Chamo este algo de fato. Deixe-me, então, dizer três palavras, três palavras que devem sempre ser mantidas na mesma ordem e nunca rearrumadas. Deixe-me dizer estas três palavras que mostrarão como passar da incerteza para uma vida cristã confiante. Estas três palavras são fato, fé e sentimento. Elas aparecem nesta ordem, e a ordem é essencial. Se você as confundir, eliminar ou acrescentar uma palavra, terminará no atoleiro do desespero e continuará tateando na obscuridade , sem a alegria e a confiança de quem pode dizer: “Sei em quem tenho crido” (2 Timóteo, 1:12).

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