A
Nicodemos, um dos homens mais religiosos de sua época, Jesus disse: “Se alguém
não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João, 3:3). Nicodemos não
conseguia substituir seu profundo conhecimento religioso pelo renascimento
espiritual, e nós não fizemos maior progresso em nossa geração.
A larva feia em seu casulo passa muito tempo
crescendo e mudando quase sem se perceber. Mas por mais que este crescimento
seja demorado, chega o momento em que ela atravessa uma crise e surge como uma
bela borboleta. As semanas de crescimento silencioso são importantes, mas não
podem substituir a experiência em que o velho e o feio são deixados para trás,
e o novo e o belo ganham vida.
É
verdade que milhares de cristãos não sabem a hora nem o dia exatos em que
passaram a conhecer Cristo. Sua fé e suas vidas comprovam que, conscientes,
eles se converteram a Cristo. Quer lembrem disto ou não, houve um momento em
que atravessaram a fronteira entre a vida e a morte.
Provavelmente, todos já experimentaram, por
vezes, dúvidas e incertezas em sua experiência religiosa. Quando Moisés subiu o
Monte Sinai para receber as tábuas da lei das mãos de Deus, os hebreus o
perderam de vista por algum tempo enquanto esperavam ansiosos o seu retorno.
Até que por fim passaram a duvidar e murmuraram ente si: “Quanto a este Moisés,
o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido” (Êxodo,
32:1). A deserção deles resultou de suas dúvidas e incertezas.
A terrível incerteza que ronda as almas de
multidões origina-se de uma ideia errada sobre a verdadeira experiência cristã.
Muitos não parecem compreender a natureza da experiência cristã, enquanto
outros estão mal informados e buscam algo que as Escrituras não nos autorizam a
esperar.
A palavra
fé é mencionada mais de trezentas vezes no Novo Testamento em relação à
salvação do homem e muitas outras vezes está subentendida. O escritor do Livro
dos Hebreus disse: “É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que
ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” E ele disse também que
“sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus, 11:6).
É
porque confundimos fé com sentimento que muitos experimentam as
dificuldades e incertezas tão comuns entre os que hoje se professam cristãos.
A fé sempre implica em objeto – isto é, quando
acreditamos, acreditamos em algo. Chamo este algo de fato. Deixe-me, então, dizer três palavras, três palavras que devem
sempre ser mantidas na mesma ordem e nunca rearrumadas. Deixe-me dizer estas
três palavras que mostrarão como passar da incerteza para uma vida cristã
confiante. Estas três palavras são fato,
fé e sentimento. Elas aparecem nesta ordem, e a ordem é essencial. Se você
as confundir, eliminar ou acrescentar uma palavra, terminará no atoleiro do
desespero e continuará tateando na obscuridade , sem a alegria e a confiança de
quem pode dizer: “Sei em quem tenho crido” (2 Timóteo, 1:12).
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