domingo, 31 de agosto de 2014

(7) EM PAZ COM DEUS - Billy Graham

O Pecado É Ainda o Mesmo

      pecado, também, permaneceu inalterado, embora o homem tenha feito o possível para alterá-lo. Tentamos enfeitá-lo com outros nomes. Tentamos colocar rótulos na mesma velha garrafa de veneno. Tentamos caiar o edifício em ruínas e fingir que estava em bom estado (ou novo).


     Tentamos chamar o pecado de "erro", "engano" ou "falta de juízo", mas o pecado em si permaneceu o mesmo. Por mais que tentemos apaziguar nossa consciência, sabemos que todo o tempo o homem continuou a pecar; e os resultados do pecado ainda são a doença, a decepção, a desilusão, o desespero e a morte.

     Tampouco a dor se alterou. Ela começou quando Adão e Eva contemplaram com o coração partido o corpo inerte do filho assassinado, Abel, e conheceram o peso esmagador da dor. E ela assim continuou até se tornar hoje a língua universal do homem. Ninguém escapa dela, todos a vivenciam. Pareceu mesmo a um dos consoladores de Jó que ela era a finalidade da vida, pois disse "Mas o homem nasce para o enfado como a faíscas das brasas voam para cima" (Jó, 5:7).

     A morte também continua a mesma. Os homens tentaram mudar sua aparência. Trocamos a palavra "morrer" por "falecer". Colocamos os corpos em "urnas" agora em vez de "caixões". Temos Jardins da Saudade" em vez de "cemitérios". Tentamos usar a rigidez dos últimos ritos; mas a despeito do nome que lhe atribuímos, ou da aparência natural que possamos dar a um corpo sem vida por meio da maquiagem, a realidade fria, dura e cruel da morte não se modificou no decorrer da história humana. Um amigo, lutando contra um câncer terminal, escreveu há pouco tempo: "Comecei a compreender que o câncer não é terminal-a vida é que é!"

     Estes três fatos constituem a verdadeira história do homem: seu passado está cheio de pecado; seu presente transborda de dor; seu futuro é a certeza da morte.

     Diz a Bíblia "...aos homens está ordenado morrerem uma só vez..." (Hebreus, 9:27), e à pessoa normal isto parece uma situação definida e sem esperança. Centenas de filosofias e inúmeras religiões foram inventadas pelo homem na tentativa de lograr a Palavra de Deus. Filósofos e psicólogos modernos ainda tentam fazer parecer que existe algum outro caminho que não o de Jesus. Mas o homem já tentou todos, e nenhum  deles conduz a lugar algum a não ser para baixo.

     Cristo veio para nos dar as respostas aos três problemas permanentes do pecado, da dor e da morte. É Jesus Cristo e somente Ele, que é também permanente e imutável, " o mesmo ontem e hoje, e o será para sempre" (Hebreus, 13:8). Como o compositor de hinos, Henry F. Lyte, escreveu: "Declínio e mudança vejo por onde sigo; Ó Vós que não mudais, ficai comigo."

     Todas as outras coisas podem mudar, mas Cristo permanece imutável. No mar inquieto das paixões humanas, Cristo mantém-se firme e tranquilo, pronto para acolher todos os que recorrerem a Ele e aceitarem as bênçãos da segurança e da paz. Pois estamos vivendo em uma época de graça, na qual Deus promete que quem quer que seja poderá vir e receber seu Filho. Mas este período de graça não durará para sempre. Mesmo agora, vivemos em um tempo emprestado.    

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

(6) EM PAZ COM DEUS - Billy Graham.

Um Mundo às Avessas

   Estamos vivendo em um mundo às avessas, onde tudo é confusão. Mas esteja certo de que a confusão tem um desígnio - o desígnio de Satanás! A Bíblia nos diz que Satanás é o pai da mentira e que se dedica à causa de nos fazer mentir a nós mesmos e a promover a mentira entre as nações do mundo inteiro. Ele nos induziu a crer que as coisas estavam melhorando, quando, na verdade, pioravam.

   Todos reconhecemos que o mundo mudou radicalmente desde o início deste século. Estamos conscientes de seu ritmo acelerado, do espírito de rebelião que está destruindo as tradições e os marcos estabelecidos, da velocidade com que a língua, estilos, costumes, moradia e modo de viver e pensar estão se alterando e modificando.

   Há apenas alguns anos, as crianças deleitavam-se com a perspectiva de uma ida à estação ferroviária para assistir à chegada dos trens. Hoje, se mostram indiferentes até aos ônibus espaciais. Quantas sabem quando parte o próximo ônibus espacial ou quem estará a bordo? Nós, que um dia nos maravilhamos com o telégrafo, agora aceitamos com naturalidade o milagre muito maior da televisão. Não faz muito tempo, muitas das doenças físicas do homem eram consideradas irremediáveis e incuráveis. Hoje, temos remédios tão eficazes, que muitas doenças da velhice estão desaparecendo. Realizamos muito, quanto a isso não há dúvida.

   Mas com todo este progresso, o homem não resolveu o problema básico da espécie humana. Podemos construir os edifícios mais altos, os aviões mais rápidos, as maiores pontes. Sondamos com sucesso o espaço e conquistamos o desconhecido. Mas continuamos incapazes de nos governar ou de viver juntos sob o signo da igualdade e da paz!

   Podemos criar grandes e novas escolas de arte e de música, podemos descobrir vitaminas melhores e desconhecidas, mas não há nada de novo nos nossos problemas. São os mesmos que o homem sempre teve, só que parecem ampliados e mais abundantes. Eles podem nos afligir sob novas formas, podem parecer  causar dor mais aguda e angústia mais profunda; mas o fundamental é que estamos enfrentando as mesmas tentações, as mesmas provações, os mesmos desafios que sempre confrontam a humanidade.

   Desde aquele momento trágico no Jardim do Éden, em que o homem renunciou à vontade de Deus em favor da própria vontade, ele tem sido atormentado pelos mesmos problemas. Suas causas estão registradas no terceiro capítulo do Gênese. As terríveis condições que as produziram estão relatadas no primeiro capítulo dos Romanos. E o evangelho de Jesus Cristo nos fornece a cura para estes problemas.

   É a natureza depravada e pecadora do homem que o enche de ódio, inveja, cobiça e ciúme. A maldição de pecado reside em seu corpo e ele vive para sempre assombrado pelo medo da morte. Seu gênio inventivo o capacitou a transformar tudo, exceto a si mesmo. Porque o homem, apesar do "progresso" de nossos dias proclamado em altas vozes, permanece o mesmo que era no início.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Torturado por amor... - Mário Celso Rodrigues

Nem todos hão de ler, por minha falta de “eloquência nos teclados”, falta das letras certas nos lugares errados... Alguns verbos mal colocados ou quem sabe pontuações incorretas. Tenham paciência os que se aventurarem a tal, como batista tradicional e convicto preciso escrever estas linhas, tal desejo floriu após a lembrança de ter lido em minha adolescência, um livro escrito pelo romeno e servo de Deus chamado Richard Wurmbrand “Torturado por Amor a Cristo”. Estou relendo, o que faço pela 3ª vez. Richard Wurmbrand sofreu 14 anos em uma prisão em seu próprio país – Romênia, foi torturado física e psicologicamente por pregar o evangelho de Jesus Cristo, e, quando preso não negou sua fé. 
     Porque preciso escrever com bases em uma história que se passou a tanto tempo, o que relatar após a leitura de um livro que foi “Best Seller” entre os cristãos evangélicos na década de 70-Torturados por Amor a Cristo...? Não posso deixar de relacionar a este texto, também, o que estudei recentemente em uma classe da EBD (Escola Bíblica Dominical); analisávamos o livro de Isaias e, me chamou a atenção os capítulos 13, 14, 15, 16, 17 e 18, em síntese, o castigo que sofreram as nações que subjugavam os de Israel e o porque dos Israelenses serem  subjugados por tais nações.
     Então você, em sua curiosidade normal, me pergunta onde quero chegar, pois bem, somos um povo gentio (não pertencemos ao povo judeu) mas que, aceitando a graça salvadora de Jesus Cristo, por sua misericórdia, passamos a fazer parte deste povo o qual chamamos povo de Deus, somos também  “povo escolhido”. Sorrateiramente, em uma ação metódica e sutil, temos sido invadidos por promessas de um governo corrupto e mentiroso, esta ação demoníaca tem por objetivo aniquilar e destruir o cristianismo.
    Em “Torturados por Amor a Cristo” o escritor narra como o comunismo tomou conta da Romênia, será que estamos vivendo um prenuncio deste sistema satânico de governo em nosso país? As evidências claras pelos acordos diplomáticos firmados com países que querem destruir e ver fora do “ mapa mundi”  o estado de Israel, país do povo judeu, povo escolhido de Deus... Ajudas financeiras a países que tem por regime o comunismo onde o evangelho de Jesus Cristo e execrado... E uma série de outros atos e leis para serem aprovadas que traz a tona o desmoronamento da família com propósitos únicos e exclusivos de destruir o Reino de Deus na terra.
    E como estão minando nossas igrejas...? Triste realidade esta, me lembro por ser servo de Deus e sempre membro de igrejas da denominação batista, ser tradicionalista e zelar por esta   “organização” - nosso Deus, o único Deus, é organizado, tire por exemplo as sete notas musicais, criação do Pai – é primordial em minha vida de Cristão e servo, o não aceitar qualquer benesse de qualquer governo seja  ele federal, estadual ou municipal, evitando assim qualquer julgamento de conluio. Temos por princípio fornecer ao estado qualquer tipo de ajuda voluntária mas nunca aceitar ajuda de governo algum... Precisamos resguardar os púlpitos de nossas igrejas de campanhas políticas... Proselitismos não devem tomar o espaço de onde, somente, deve emanar a pura, genuína e cristalina mensagem de salvação em Cristo Jesus.
 NB    Há um senador cristão denunciando um projeto de lei que proíbe clínicas ou instituições de recuperação a falarem que Jesus Cristo é o único  caminho para uma total e eficaz reconciliação do homem com Deus, tornando-o recuperado e pronto para uma vida digna e feliz ao lado de Jesus Cristo. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

(5) EM PAZ COM DEUS - Billy Graham

Uma Nação de Pessoas Vazias

     Não é preciso que retornemos aos tempos antigos para ver o que acontece a uma nação de pessoas vazias. Não precisamos ir além da história recente da Alemanha ou da Itália para vermos com que velocidade mortal a natureza preenche os vácuos que ocorrem dentro de nós. O nazismo na Alemanha e o fascismo na Itália não poderiam encontrar nenhum lugar no coração e na alma de uma pessoa que estivesse imbuída do Espírito Divino, mas as falsas ideologias inundam com a maior facilidade as mentes e os corações daqueles que estão vazios e disponíveis. A natureza abomina um vácuo, mas cabe a nós, como indivíduos, determinar com o que preencheremos o nosso vácuo interior.

     Portanto, esta é a nossa situação atual - nações de pessoas vazias. Tentamos nos satisfazer com a ciência e a educação, com melhores condições de vida e prazer, com muitas outras coisas que pensávamos querer. Temos o capitalismo cada vez mais de
cadente em um extremo e o comunismo ateu no outro. Mas continuamos vazios. Por que estamos vazios? Porque o criador nos fez para Si; e nunca encontraremos a perfeição e a plenitude longe de Sua comunhão.

     Em uma entrevista no Presbyteriam Journal (02 de novembro de 1983), o eminente colunista católico, Michael Novak, comenta a nossa situação: "o socialismo é um sistema para santos, ... o capitalismo democrático, ... um sistema para pecadores." É por isto que ele acha que o socialismo não pode funcionar neste mundo.

     Jesus disse-nos há muito tempo que "Não só de pão vive o homem" (Lucas, 4:4), mas não lhe demos atenção. Tentamos fazer mesmo isto.

     Não suportamos o nosso terrível vazio, não conseguimos encarar a estrada solitária e desolada que se estende à nossa frente. Estamos desesperadamente cansados do ódio, da cobiça e da luxúria  que sabemos estar dentro de nós, mas somos incapazes de nos livrar destes sentimentos e substituí-los por algo melhor.

     " O tempo e a maré não esperam por ninguém," disse sir Walter Scott. Os instrumentos da aniquilação total foram colocados ao nosso alcance. Já não podemos sair correndo por trilhas falsas, já não podemos explorar estradas desconhecidas, já não podemos nos dar ao luxo de nos deixar encurralar em becos sem saída. Não dispomos de todo esse tempo! Isto porque nossa geração realizou o que outras gerações apenas tentaram ou sonharam realizar em seus momentos mais insensatos de poder e crueldade! Conseguimos as armas da destruição total. Estamos presenciando o clímax da loucura humana - a iminência do holocausto nuclear.

     Como os demônios devem ter rido enquanto alguns dos homens mais brilhantes da terra trabalhavam com intensidade durante anos para concretizar este horror! O átomo dividido! Dividir e conquistar! Divida, destrua, despedace, esmague, pulverize! O pai da mentira fez seu trabalho, e o homem com diligência o ajudou. Vemos diante de nós a obra-prima de Satanás, sua inteligente falsificação das línguas bifurcadas do fogo divino. Porque este fogo satânico e as chamas de Pentecostes caem do alto, são ambos bifurcados, ambos iluminam, ambos transformam no mesmo instante tudo o que tocam - mas com que diferença. A diferença do céu e do inferno!  

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

(4) EM PAZ COM DEUS - Billy Graham.

A Extensão do Tédio

     Fala-se que os Estados Unidos possuem a maior renda per capita de tédio do mundo! Sabemos disto porque temos mais variedade e um número maior de distrações artificiais do que em qualquer outro país. As pessoas se tornaram tão vazias que não são capazes nem de se distrair sozinhas. Elas tem que pagar outras pessoas para distraí-las, para fazê-las rir, para tentar fazer fazê-las se sentir bem, felizes e satisfeitas por alguns minutos, para tentar fazê-las perder aquela espantosa e aterrorizante de estar perdido e só.

     Você pode achar que o tédio é uma questão insignificante. Todo mundo se entedia às vezes, é muito natural. Mas deixe-me dizer-lhe algo a respeito do tédio e desta perigosa apatia que está se apoderando da nação e da mente e do coração do povo. O homem é a única criatura de Deus que é capaz de se entediar, embora já tenha visto animais em um zoológico que parecem muito entediados! Nenhum outro ser vivo além do homem pode se entediar consigo ou com seu ambiente. Isto é muito significativo, pois o Criador nunca faz nada sem um propósito e se Ele concedeu ao homem a capacidade de entediar-se, fez isto com um propósito.

     O tédio é um dos meios seguros de medir o seu próprio vazio interior! Ele tem a precisão de um termômetro para revelar a extensão do vazio do seu espírito. A pessoa que está por completo entediada, vive e trabalha em um vácuo. Seu eu interior é um vácuo, e não há nada que ofenda mais à natureza do que um vácuo. É uma das regras infalíveis deste universo que todos os vácuos devem ser preenchidos e preenchidos de imediato.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

(3) EM PAZ COM DEUS - Billy Graham

A Sedução da Ciência


     Não podemos negar que a ciência tenha dado ao homem muitas coisas que ele pensava querer. Ma esta mesma ciência nos apresenta agora o mais terrível presente já conferido a humanidade. A vida e o futuro de cada ser vivo neste planeta são atingidos por este presente da ciência. Ele estende-se como uma sombra sinistra nos nossos pensamentos vigilantes. Ronda como um espectro de horror os sonhos de nossos filhos. Fingimos que ele não está lá. Tentamos fingir que não recebemos este presente, que tudo passa de uma piada, e que algum dia vamos acordar e descobrir que não conquistamos o espaço cósmico, e que o armamento nuclear nunca foi aperfeiçoado - mas os jornais matutinos nos contam uma história diferente.

     Existem outros caminhos, é claro, e muitas pessoas os percorrem neste exato momento. Existem os caminhos da fama e da fortuna, do prazer e do poder. Nenhum deles conduz a parte alguma, exceto ao fundo do atoleiro. Estamos emaranhados na teia de nosso próprio raciocínio, tão completa e habilmente tolhidos que não podemos mais enxergar a causa nem a cura da doença que provoca esta dor moral.

     Se é verdade que "para cada mal existe um remédio", então precisamos nos apressar para encontrá-lo. A areia da ampulheta da civilização está caindo com rapidez, e se existe um caminho que conduza à luz, se existe um retorno à saúde espiritual, não devemos perder uma hora sequer!

A Busca de Soluções

     Muitos se debatem neste tempo de crises e vêem que seus esforços não os ajudam a se erguer, mas sim a afundar cada vez mais no abismo.

     O índice de suicídio teve um aumento vertiginoso, na década de 80. Nos últimos dez anos, o índice de suicídio de crianças entre 10 e 14 anos triplicou. A revista Leadership calcula que, por ano, meio milhão de pessoas tentam o suicídio - e 50.000 são bem sucedidos. Em 1981, morreram mais pessoas por suicídio do por homicídio.

     No ano passado, milhares de americanos - muitos dos quais adolescentes - que não conseguiam descobrir nem mesmo as respostas erradas, preferiram tirar suas próprias vidas a continuar vagando nesta selva criada pelo homem, a qual chamamos de civilização.

     Durante os últimos vinte anos, o índice de divórcio nos Estados Unidos aumentou, até mesmo na igreja com um em cada dois casamentos terminados em divórcio. Este índice aumentou 100 por cento desde  1900.

     Gastamos uma fortuna para "adotar" graciosas criancinhas carentes, enquanto nossas crianças são alvo de maus tratos ou de horríveis atrocidades da "pornografia infantil". Ouvimos falar sobre aborto livre, mães substitutas,  bancos de esperma e assim por diante. Nossas famílias estão crivadas de todos os tipos de abusos e aberrações.

     Então "onde estamos?", pergunta você "Onde estamos agora e para onde vamos?" Deixe-me dizer-lhe onde estamos e o que somos. Somos uma nação de pessoas vazias. Nossas cabeças estão abarrotadas de conhecimento, mas em nossas almas existe um vácuo espiritual.

     Reclamamos no passado que a juventude deste país perdera o ímpeto, a iniciativa, a disposição para trabalhar e progredir. Todos os dias, ouvia pais dizerem que não entendiam por que seus filhos não queriam trabalhar, mas apenas ganhar tudo de mão beijada. Os pais não pareciam perceber que seus filhos bem educado e criados com cuidado estavam, na verdade, vazios por dentro. Não estavam imbuídos do espírito o que torna o trabalho uma satisfação. Não estavam cheios da determinação que faz do progresso um prazer. E por que eles estavam vazios? Porque não sabiam de onde tinham vindo, porque estavam aqui, nem para onde estavam indo!

     Hoje, nossos jovens procuram direção e perspectiva. Estão em busca de modelos a serem seguidos, de padrões de determinação. Assemelham-se a fileiras de belos automóveis novos, perfeitos nos mínimos detalhes, mas sem gasolina no tanque. A carroceria é uma beleza, porém não há nada no bojo para dar-lhes potência. E, assim, ficam parados e enferrujam - de tédio.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

(2) EM PAZ COM DEUS - Billy Graham

O Caminho da Liberdade Política


     

Um dos primeiros caminhos que escolhemos chamava-se "liberdade política". Proporcione a todos liberdade política, dissemos, e o mundo transformar-se-á em um lugar feliz. Vamos escolher nossos próprios chefes de governo e teremos o tipo de governo que tornará nossa vida digna de ser vivida. Assim, conseguimos a liberdade política, mas não aquele mundo melhor. Nossos jornais diários falam de corrupção em altos cargos, de favoritismo, de exploração, de hipocrisia, que igualam e por vezes superam o despotismo dos reis da antiguidade. Liberdade política é uma coisa preciosa e importante, mas não pode nos proporcionar por si só o tipo de mundo que ansiamos.


     Havia um outro caminho muito promissor chamado "educação", e muitos depositaram nele toda a sua fé. A liberdade política aliada à educação resolverá o problema, disseram, e todos nos precipitamos desenfreados pelo caminho educacional. Durante muito tempo, ele nos pareceu um caminho brilhante, bem iluminado e sensato, e nós o percorremos com ansiedade e esperança, mas aonde nos levou? Você sabe a resposta. o povo americano é o mais bem informado da história da civilização - e também o mais confuso. Alunos do curso secundário conhecem mais sobre as leis físicas do universo do que os maiores cientistas da época de Aristóteles. E embora nossas cabeças estejam abarrotadas de conhecimento, nossos corações estão vazios.

     O caminho mais brilhante e convidativo de todos era aquele denominado "padrões de vida mais elevados". Quase todos achavam que poderiam confiar neste caminho para chegar de modo automático àquele mundo melhor e mais feliz. acreditava-se que esta era a rota certa. Esta era a rota que "bastava apertar o botão para chegar lá"! Este era o caminho que passava pelos anúncios coloridos das revistas, por todos os carros novos e cintilantes, pelas fileiras reluzentes de geladeiras elétricas e máquinas de lavar automáticas, por todos os frangos gordos cozinhando em novíssimas panelas com fundo de cobre. Sabíamos que desta vez nós tínhamos acertado!

     Muito bem, olhe à sua volta neste exato instante. Neste momento preciso da história, você vê nos Estados Unidos um país que possui um grau de liberdade política jamais sonhado em muitas partes do mundo civilizado. Você vê o maior e mais abrangente sistema de educação já criado pelo homem, e somos elogiados tanto aqui como no exterior por nosso elevado padrão de vida. "O modo de vida americano" é com o gostamos de chamar esta nossa economia cromada, por completo eletrificada e automática - mas será que ela nos faz felizes? Será que nos trouxe a alegria, a satisfação e a razão de viver que buscávamos?

     Não. Enquanto estamos aqui nos sentindo convencidos e orgulhosos de termos realizado tantas coisas apenas imaginadas pelas gerações anteriores; enquanto transpomos nossos oceanos em horas ao invés de meses; enquanto produzimos remédios milagrosos que eliminam algumas das doenças mais temidas pelo homem; enquanto construímos edifícios que fazem a Torre de Babel parecer um formigueiro; enquanto aprendemos cada vez mais sobre os mistérios das profundezas do mar e penetramos cada vez mais longe no espaço cósmico, será que reduzimos um pouquinho sequer aquela nossa sensação de vazio? Será que todas estas maravilhas modernas nos proporcionam uma sensação de realização, será que ajudam a explicar por que estamos aqui, será que indicam o que temos a aprender?

     Ou aquela terrível sensação de vazio persiste? Será que cada nova descoberta da magnitude do universo nos consola ou nos faz sentir mais sozinhos e desamparados do que nunca? Estaria o antídoto para o medo e o ódio e a corrupção humanas em alguma proveta de laboratório ou no telescópio de um astrônomo?    

sábado, 16 de agosto de 2014

(1) EM PAZ COM DEUS - Billy Graham

Voltando as minhas atividades no Blog, pretendo transcrever todo o livro de Billy Graham "EM PAZ COM DEUS."
 
A GRANDE BUSCA

     VOCÊ  iniciou a Grande Busca no momento em que nasceu. Passaram-se muitos anos, talvez, antes que você percebesse, antes que se tornasse evidente que esteve sempre buscando – buscando algo que nunca teve – buscando algo que era mais importante do que tudo na vida. Algumas vezes você tentou esquecer. Algumas vezes tentou ocupar-se com outras coisas, de modo que não houvesse tempo nem atenção para nada além dos problemas imediatos. Algumas vezes  pode até ter achado que se livrara da necessidade de continuar buscando esta coisa sem nome. Em alguns momentos, você quase conseguiu abandonar a busca por completo. Mas foi sempre envolvido por ela de novo – teve sempre que retomá-la.

     Nos momentos mais solitários de sua vida, você olhou para outros homens e mulheres e imaginou se também estariam buscando – algo que não podiam descrever, mas sabiam que queriam e necessitavam. Alguns deles pareciam ter encontrado a realização no casamento e na vida familiar. Outros partiram para alcançar fama e fortuna em outras partes do mundo. Contudo, outros permaneceram no país e prosperaram, e olhando-os, você talvez tenha pensado: “Estas pessoas não participam da Grande Busca. Elas encontraram seu caminho. Sabiam seu objetivo e conseguiram atingi-lo. Somente eu percorro este caminho que não leva a parte alguma. Somente eu continuo perguntando, buscando, tropeçando ao longo desta estrada escura e desesperadora que não tem sinalização.”

A Súplica da Humanidade

     Mas você não está só. Toda a humanidade percorre este caminho com você, pois todos encontram-se nesta mesma busca. Toda a humanidade está buscando a resposta para a confusão, a doença moral, o vazio espiritual que oprime o mundo. Toda a humanidade implora orientação, auxílio, paz.

     Dizem que vivemos na  “era da ansiedade”. Historiadores mostram que houve poucas vezes na história da humanidade em que o homem esteve sujeito a tanto medo e incerteza. Todos os esteios familiares que conhecíamos parecem ter sido destruídos. Falamos de paz, porém nos defrontamos com constância com a guerra. Planejamos complexos esquemas de segurança, mas ainda não a encontramos. Tentamos nos agarrar a qualquer oportunidade passageira e, mesmo quando a agarramos, ela desaparece.
     Durante gerações, corremos como crianças assustadas, primeiro por um beco sem saída e depois por outro. Toda as vezes dizemos a nós mesmos: “Este é o caminho certo, este nos levará aonde queremos ir”. Mas todas as vezes estivemos errados.