domingo, 31 de agosto de 2014

(7) EM PAZ COM DEUS - Billy Graham

O Pecado É Ainda o Mesmo

      pecado, também, permaneceu inalterado, embora o homem tenha feito o possível para alterá-lo. Tentamos enfeitá-lo com outros nomes. Tentamos colocar rótulos na mesma velha garrafa de veneno. Tentamos caiar o edifício em ruínas e fingir que estava em bom estado (ou novo).


     Tentamos chamar o pecado de "erro", "engano" ou "falta de juízo", mas o pecado em si permaneceu o mesmo. Por mais que tentemos apaziguar nossa consciência, sabemos que todo o tempo o homem continuou a pecar; e os resultados do pecado ainda são a doença, a decepção, a desilusão, o desespero e a morte.

     Tampouco a dor se alterou. Ela começou quando Adão e Eva contemplaram com o coração partido o corpo inerte do filho assassinado, Abel, e conheceram o peso esmagador da dor. E ela assim continuou até se tornar hoje a língua universal do homem. Ninguém escapa dela, todos a vivenciam. Pareceu mesmo a um dos consoladores de Jó que ela era a finalidade da vida, pois disse "Mas o homem nasce para o enfado como a faíscas das brasas voam para cima" (Jó, 5:7).

     A morte também continua a mesma. Os homens tentaram mudar sua aparência. Trocamos a palavra "morrer" por "falecer". Colocamos os corpos em "urnas" agora em vez de "caixões". Temos Jardins da Saudade" em vez de "cemitérios". Tentamos usar a rigidez dos últimos ritos; mas a despeito do nome que lhe atribuímos, ou da aparência natural que possamos dar a um corpo sem vida por meio da maquiagem, a realidade fria, dura e cruel da morte não se modificou no decorrer da história humana. Um amigo, lutando contra um câncer terminal, escreveu há pouco tempo: "Comecei a compreender que o câncer não é terminal-a vida é que é!"

     Estes três fatos constituem a verdadeira história do homem: seu passado está cheio de pecado; seu presente transborda de dor; seu futuro é a certeza da morte.

     Diz a Bíblia "...aos homens está ordenado morrerem uma só vez..." (Hebreus, 9:27), e à pessoa normal isto parece uma situação definida e sem esperança. Centenas de filosofias e inúmeras religiões foram inventadas pelo homem na tentativa de lograr a Palavra de Deus. Filósofos e psicólogos modernos ainda tentam fazer parecer que existe algum outro caminho que não o de Jesus. Mas o homem já tentou todos, e nenhum  deles conduz a lugar algum a não ser para baixo.

     Cristo veio para nos dar as respostas aos três problemas permanentes do pecado, da dor e da morte. É Jesus Cristo e somente Ele, que é também permanente e imutável, " o mesmo ontem e hoje, e o será para sempre" (Hebreus, 13:8). Como o compositor de hinos, Henry F. Lyte, escreveu: "Declínio e mudança vejo por onde sigo; Ó Vós que não mudais, ficai comigo."

     Todas as outras coisas podem mudar, mas Cristo permanece imutável. No mar inquieto das paixões humanas, Cristo mantém-se firme e tranquilo, pronto para acolher todos os que recorrerem a Ele e aceitarem as bênçãos da segurança e da paz. Pois estamos vivendo em uma época de graça, na qual Deus promete que quem quer que seja poderá vir e receber seu Filho. Mas este período de graça não durará para sempre. Mesmo agora, vivemos em um tempo emprestado.    

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