A GRANDE BUSCA
VOCÊ iniciou a Grande Busca no momento
em que nasceu. Passaram-se muitos anos, talvez, antes que você percebesse,
antes que se tornasse evidente que esteve sempre buscando – buscando algo que
nunca teve – buscando algo que era mais importante do que tudo na vida. Algumas
vezes você tentou esquecer. Algumas vezes tentou ocupar-se com outras coisas,
de modo que não houvesse tempo nem atenção para nada além dos problemas
imediatos. Algumas vezes pode até ter
achado que se livrara da necessidade de continuar buscando esta coisa sem nome.
Em alguns momentos, você quase conseguiu abandonar a busca por completo. Mas
foi sempre envolvido por ela de novo – teve sempre que retomá-la.
Nos momentos mais solitários de sua vida,
você olhou para outros homens e mulheres e imaginou se também estariam buscando
– algo que não podiam descrever, mas sabiam que queriam e necessitavam. Alguns
deles pareciam ter encontrado a realização no casamento e na vida familiar.
Outros partiram para alcançar fama e fortuna em outras partes do mundo.
Contudo, outros permaneceram no país e prosperaram, e olhando-os, você talvez
tenha pensado: “Estas pessoas não participam da Grande Busca. Elas encontraram
seu caminho. Sabiam seu objetivo e conseguiram atingi-lo. Somente eu percorro
este caminho que não leva a parte alguma. Somente eu continuo perguntando,
buscando, tropeçando ao longo desta estrada escura e desesperadora que não tem
sinalização.”
A Súplica da Humanidade
Mas você não está só. Toda a humanidade percorre
este caminho com você, pois todos encontram-se nesta mesma busca. Toda a
humanidade está buscando a resposta para a confusão, a doença moral, o vazio
espiritual que oprime o mundo. Toda a humanidade implora orientação, auxílio,
paz.
Dizem que vivemos na “era da ansiedade”. Historiadores mostram que
houve poucas vezes na história da humanidade em que o
homem esteve sujeito a tanto medo e incerteza. Todos os esteios
familiares que conhecíamos parecem ter sido destruídos. Falamos de paz, porém
nos defrontamos com constância com a guerra. Planejamos complexos esquemas de
segurança, mas ainda não a encontramos. Tentamos nos agarrar a qualquer oportunidade
passageira e, mesmo quando a agarramos, ela desaparece.
Durante
gerações, corremos como crianças assustadas, primeiro por um beco sem saída e
depois por outro. Toda as vezes dizemos a nós mesmos: “Este é o caminho certo,
este nos levará aonde queremos ir”. Mas todas as vezes estivemos errados.
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