A Sedução da Ciência
Não podemos negar que a ciência tenha dado ao homem muitas coisas que ele pensava querer. Ma esta mesma ciência nos apresenta agora o mais terrível presente já conferido a humanidade. A vida e o futuro de cada ser vivo neste planeta são atingidos por este presente da ciência. Ele estende-se como uma sombra sinistra nos nossos pensamentos vigilantes. Ronda como um espectro de horror os sonhos de nossos filhos. Fingimos que ele não está lá. Tentamos fingir que não recebemos este presente, que tudo passa de uma piada, e que algum dia vamos acordar e descobrir que não conquistamos o espaço cósmico, e que o armamento nuclear nunca foi aperfeiçoado - mas os jornais matutinos nos contam uma história diferente.
Existem outros caminhos, é claro, e muitas pessoas os percorrem neste exato momento. Existem os caminhos da fama e da fortuna, do prazer e do poder. Nenhum deles conduz a parte alguma, exceto ao fundo do atoleiro. Estamos emaranhados na teia de nosso próprio raciocínio, tão completa e habilmente tolhidos que não podemos mais enxergar a causa nem a cura da doença que provoca esta dor moral.
Se é verdade que "para cada mal existe um remédio", então precisamos nos apressar para encontrá-lo. A areia da ampulheta da civilização está caindo com rapidez, e se existe um caminho que conduza à luz, se existe um retorno à saúde espiritual, não devemos perder uma hora sequer!
A Busca de Soluções
Muitos se debatem neste tempo de crises e vêem que seus esforços não os ajudam a se erguer, mas sim a afundar cada vez mais no abismo.
O índice de suicídio teve um aumento vertiginoso, na década de 80. Nos últimos dez anos, o índice de suicídio de crianças entre 10 e 14 anos triplicou. A revista Leadership calcula que, por ano, meio milhão de pessoas tentam o suicídio - e 50.000 são bem sucedidos. Em 1981, morreram mais pessoas por suicídio do por homicídio.
No ano passado, milhares de americanos - muitos dos quais adolescentes - que não conseguiam descobrir nem mesmo as respostas erradas, preferiram tirar suas próprias vidas a continuar vagando nesta selva criada pelo homem, a qual chamamos de civilização.
Durante os últimos vinte anos, o índice de divórcio nos Estados Unidos aumentou, até mesmo na igreja com um em cada dois casamentos terminados em divórcio. Este índice aumentou 100 por cento desde 1900.
Gastamos uma fortuna para "adotar" graciosas criancinhas carentes, enquanto nossas crianças são alvo de maus tratos ou de horríveis atrocidades da "pornografia infantil". Ouvimos falar sobre aborto livre, mães substitutas, bancos de esperma e assim por diante. Nossas famílias estão crivadas de todos os tipos de abusos e aberrações.
Então "onde estamos?", pergunta você "Onde estamos agora e para onde vamos?" Deixe-me dizer-lhe onde estamos e o que somos. Somos uma nação de pessoas vazias. Nossas cabeças estão abarrotadas de conhecimento, mas em nossas almas existe um vácuo espiritual.
Reclamamos no passado que a juventude deste país perdera o ímpeto, a iniciativa, a disposição para trabalhar e progredir. Todos os dias, ouvia pais dizerem que não entendiam por que seus filhos não queriam trabalhar, mas apenas ganhar tudo de mão beijada. Os pais não pareciam perceber que seus filhos bem educado e criados com cuidado estavam, na verdade, vazios por dentro. Não estavam imbuídos do espírito o que torna o trabalho uma satisfação. Não estavam cheios da determinação que faz do progresso um prazer. E por que eles estavam vazios? Porque não sabiam de onde tinham vindo, porque estavam aqui, nem para onde estavam indo!
Hoje, nossos jovens procuram direção e perspectiva. Estão em busca de modelos a serem seguidos, de padrões de determinação. Assemelham-se a fileiras de belos automóveis novos, perfeitos nos mínimos detalhes, mas sem gasolina no tanque. A carroceria é uma beleza, porém não há nada no bojo para dar-lhes potência. E, assim, ficam parados e enferrujam - de tédio.

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