sábado, 28 de março de 2015

O Que nos Espera Depois da Morte? - Billy Graham

Uma Batalha Vitalicia

                A partir do momento em que a criança nasce, inicia-se o processo  da morte e a luta contra ele. A mãe dedica anos de atenção para proteger a vida do filho. Cuida da alimentação, das roupas, do meio-ambiente, das vacinas e exames médicos, mas, a despeito de seu desvelo, a criança já começou a morrer.

               Poucos anos se passam e os sinais tangíveis de debilidade se evidenciam. O dentista tratará as cáries de nossos dentes. Haverá necessidade de óculos para ajudar a melhorar a visão deficiente. A pele enrugará e ficará flácida com o passar do tempo, nossos ombros se encurvarão, e nosso passo se tornará mais vagaroso e menos firme. A fragilidade de nossos ossos aumentará à medida que nossa energia diminuir. Quase sem perceber, começamos a nos aproximar da morte.

               O seguro de saúde e hospitalização será usado para nos ajudar a atenuar o golpe. Faremos um seguro de vida para cobrir nossos gastos e obrigações finais e de repente veremos toda a nossa vida como uma grande e interminável batalha contra a morte. Perceberemos que estamos participando de uma corrida em que a maior esperança é ganhar um tempinho e, ainda que enganemos o nosso adversário, sabemos que no final a morte sempre vencerá!

               Como é misteriosa esta nossa inimiga - tão misteriosa quanto a própria vida. Pois a vida que vemos tão abundante ao nosso redor, nas plantas e animais e nos seres humanos, não pode ser reproduzida por nós, nem mesmo explicada. Tampouco a morte tem explicação, embora estejamos tão conscientes de sua presença quanto da vida. No entanto, evitamos ao máximo falar dela ou considerar sua importância! Quando chega a vida e uma criança nasce, nós exultamos. Quando a vida parte, e um homem morre, tentamos esquecer o mais rápido possível.

               Hoje em dia, há cerca de três bilhões de pessoas vivendo neste planeta. Quase todas estarão mortas daqui a cem anos. Seus corpos serão insensíveis. Mas e suas almas - a parte eterna e essencial da vida? Eis o mistério. O que desaparece quando um homem morre? Para onde vai esta coisa ausente? 
             

Duras Palavras - Mário Celso Rodrigues


Este povo maligno, que se recusa a ouvir as minhas palavras, que caminha segundo a dureza do seu coração e anda após outros deuses para os servir e adorar, será tal como este cinto, que para nada serve.  Jeremias 13: 10.

          Palavras duras de um Deus de amor, palavras de um Deus que não é carrasco e que de tanto amor a humanidade, criação Sua, envia o próprio filho como um cordeiro para o sacrifício... Tanto amor aos que viravam as costas, não mais obedecendo  aos ensinos do  Criador... Não mais adorando-O, mais sim prestando louvor e culto a deuses feitos por suas próprias mãos, abandonando totalmente a Quem, ainda em  nossos dias, dá ao ser humano que o busca, força, sabedoria, alento... Proteção. Um Deus que valoriza o ser que criou e ainda lhe garante vida eterna junto de Si.

          Ao profeta Jeremias, o Senhor pede que compre um cinto de linho; por evitar o suor e o desagradável odor, usava-se esse material para a confecção das vestes dos sacerdotes, o povo de Israel por ser um povo escolhido, usava como ornamento um cinto que ao mesmo tempo simbolizava sua proximidade para com Deus. Pede Deus também que o profeta leve este cinto e o esconda em uma fenda às margens do rio Eufrates. Tempos depois o Senhor pede ao seu profeta que vá ao local e pegue o cinto onde ele o escondeu... O cinto estava podre e para mais nada servia e, então, diz Deus a jeremias, “... Deste modo farei  também apodrecer a soberba de Judá e a muita soberba de Jerusalém”.

         Não muito diferente tem acontecido em nossos dias. A criatura tem se esquecido totalmente do Criador, tem-se trocado Jesus Cristo -  No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus – pelos mais diversos deuses, não só objetos feito por suas próprias mãos, mas também por seres viventes, animais e pessoas. Admira-se e adora-se  líderes religiosos, gurus, pastores, bispos,  papas e padres... Vícios, os mais diversos.

          Precisa-se de Deus e, por conveniência, chega-se a dizer que todos os caminhos levam a Ele. Não um carrasco, Deus é amor mas, também, é justiça, e por  justiça, amor e misericórdia nos dá o livre arbítrio – serve-se a Ele ou... – servindo ao inimigo, deixando Jesus Cristo à parte, o ser criado por Deus, torna-se trapo sem serventia tal qual o cinto de linho do que nos fala o texto bíblico; justamente o que temos visto nas sarjetas e também nos palácios... Homens e mulheres, não importando o poder aquisitivo, cor, nacionalidade,  educação ou cultura, sem Jesus Cristo governando suas vidas, verdadeiras palhas jogadas pelo vento, sem destino, sem perspectivas... Não sabem de onde veio e nem para onde vão.

        No entanto, o amor de Deus é inexplicável e insondável, Sua misericórdia é infinita e imensurável, sempre de braços abertos se encontra para receber aqueles que entendem o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário.


“... Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14: 6)

quinta-feira, 26 de março de 2015

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE “50 TONS DE CINZA” - Jean Francesco

          Você sabia que na lista dos livros mais lidos no Brasil, “Cinquenta Tons de Cinza” está exatamente em primeiro lugar? Provavelmente você já tenha ouvido falar ou até mesmo leu o livro. Do que se trata esse "sucesso" literário? A trilogia de vendas se apresenta como uma ficção-romance, mas na verdade, o livro é poderia ser classificado como gênero "pornô", pois como a própria autora afirmou, “Não quero nem imaginar meus garotos lendo Cinquenta Tons.” O problema é que todos estão lendo, inclusive adolescentes. Ficou curioso para conhecer a história?

UM RESUMO DA ESTÓRIA.

          A ficção conta a história de Anastasia Steele, uma jovem e ingênua — para não dizer besta — estudante de literatura que aos 21 anos nunca teve um namorado e ainda é virgem. Ana, como prefere ser chamada, é uma mulher bonita, inteligente, mas extremamente desastrada. Ela mora com a amiga chamada Kate que estuda jornalismo.


          Kate consegue marcar um horário para entrevistar Christian Grey, um bilionário de 28 anos muito bem sucedido na vida. Porém acontece um imprevisto, Kate adoece e não pode mais realizar a entrevista. Com esse problema, ela pede que Ana entreviste o bilionário no seu lugar. Ela aceita o convite, mas nem imagina que sua vida mudaria para sempre após aquele dia.
          Quando Ana e Christian se conhecem, logo sentem uma forte atração um pelo outro e, embora não tenham nada em comum, começam a namorar. Mas, em vez de propor casamento Christian espera que Ana se torne sua escrava sexual e principal objeto de prazer. Ele tem um cômodo em sua casa chamado “quarto da dor”, todo equipado com cama gigante, almofadas confortáveis, chicotes, coleiras, correntes, algemas e todo o aparato necessário para intensas sessões de sexo sadomasoquistas.
          Ele mesmo afirma “Não sou do tipo romântico” e dá muitas provas de ser um cara totalmente estúpido. Ana naturalmente fica aterrorizada, mas, por incrível ou toscamente que pareça, fica perdidamente apaixonada por ele e se dispõe à total submissão, açoitamento, palmadas, olhos vendados, punhos atados e nenhum carinho. É um livro muito estranho, para não dizer bizarro. Mais esquisito ainda é que a relação deles é baseada num contrato opressor no qual ele é o Dominador e ela, a Submissa. Um dos itens diz assim:
          “O Dominador pode usar o corpo da Submissa a qualquer momento durante as Horas Designadas, ou em quaisquer horas extras acordadas, da maneira que julgar apropriada, sexualmente ou de outra maneira qualquer.” E o pior de tudo:
          “O Dominador pode disciplinar a Submissa conforme o necessário para assegurar que a Submissa valorize plenamente seu papel. […] O Dominador pode açoitar, espancar, chicotear ou castigar fisicamente a Submissa como julgar apropriado, para fins de disciplina, para seu prazer pessoal, ou por qualquer outra razão, a qual não é obrigado a explicar.”
          Dá para entender uma loucura dessas? Porém, o pior está por vir. Algo que me impressionou enquanto pesquisava sobre o livro foi a quantidade de meninas, mães, divorciadas e afins, completamente apaixonadas por Christian, o biolionário sadomasoquista. Ele, diferente de Ana, — que vai se mostrando como uma mocinha boboca e sem graça — rouba a cena e conquista o coração do leitor. Como isso pode acontecer?
1. QUAL É A RAZÃO DO SUCESSO? 
          Durante a trilogia ele vai se mostrando um cara mais misterioso do que no início. Christian tem traumas de infância que Ana o ajuda a enfrentar. Ele é um cara que, embora louco por um tipo de sexo torturador, elogia e levanta a moral de Ana o tempo todo. Além disso, diferente dos homens omissos inspirados em “Homer Simpson”, Christian é um cara de atitude. Ele traz o dinheiro para a casa, sempre toma a iniciativa, faz tudo aquilo que Ana espera que ele faça e está presente ao seu lado dando toda a atenção.

          O livro é muito repetitivo, principalmente pela quantidade de vezes que o cara elogia a menina porque ela morde os lábios quando está envergonhada ou qualquer coisa do tipo. Para nós homens o livro fica muito cansativo, mas para a maioria esmagadora de leitores do livro, 85% de mulheres, isso é apaixonante — fazer o que!?
          Outra coisa que pode agradar as mulheres é que em alguns momentos aquele “ogro” se comporta como um “fofo”. Ele sofreu uma variedade de abusos quando era criança e isso afetou drasticamente a maneira com a qual se relaciona com as pessoas. Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Nós homens achamos isso um saco, mas alguns defendem que “toda mulher que se preza acha que vai consertar os homens. É por isso que a mulherada se mete em relacionamentos furados, elas acham que podem mudar o homem.” Muita verdade nisso também. Essas são algumas razões pelas quais as mulheres consideram Christian Grey o cara “perfeito”.
          Podemos perguntar o que pode haver por trás de um livro tão imoral, violento, machista, pornográfico e com alguns insights de romance como este? Embora não recomende o livro para ninguém como uma “leitura edificante”, ele expressa de forma clara os desejos da sociedade em que vivemos.
          O livro é um “Raio X” dos relacionamentos pós-modernos. Por trás das loucuras e mistérios de Cinquenta Tons de Cinza estão pessoas com 1. Desejo compulsivo pelo proibido; 2. Anseio “animal” pela sexualidade; 3. Vontade de viver aventuras fora da normalidade; 4. Sonho de viver uma paixão arrebatadora. Na minha opinião, o livro tem impressionado tanto o nosso mundo pela simples razão de narrar qual é o “conto de fadas” do século XXI. Nossa época experimenta uma crise total nos relacionamentos. Nós queremos viver uma história que fuja da pretensa “normalidade.”
2. QUAL É A INTENÇÃO POR TRÁS DO LIVRO? 
          Embora bem tosca, a história do livro nos prende. Concordo com alguns que a contribuição de 50 Tons de Cinza para a história da literatura mundial pode ser igual a contribuição do McDonalds para a nutrição, rs. Um dos recursos artísticos mais usados hoje em dia pela literatura e cinema é aquele de “inocentar os vilões”. Isso acontece em “Meu malvado favorito”, “Malévola”, “Breaking Bad”, nós torcemos para eles, não dá para negar. Aquela noção de vilão vai desaparecendo e começamos a nos apaixonar pelo lado “bom” deles. Sem duvidas, isso também acontece em Cinquenta Tons de Cinza, pois o sadomasoquista Christian Grey vira um personagem admirado e apaixonante.

          Um dos problemas é que através dessa técnica, Cinquenta Ton de Cinza nos seduz para negociarmos nossos valores em troca da felicidade. Vivemos num mundo cada vez mais frustrado com o conceito de “família perfeita.” O que é comum hoje são as famílias mosaico: vários maridos, esposas, filhos de pais e mães diferentes convivendo na mesma conjuntura familiar. Adolescentes experimentando o sexo cada vez mais cedo, a pedofilia na maioria dos casos acontecendo dentro da própria casa, além da busca sexual a qualquer preço, em qualquer hora, em qualquer lugar, com qualquer pessoa. Estamos buscando a felicidade, por que não através da loucura?
          Todos tem o direito de serem felizes, mas o livro cria uma espécie de “negociação” na mente das mulheres — de alguns homens também: Vale a pena abrir mão dos nossos princípios por causa de uma grande paixão? É, para a autora, vale. Geralmente as mulheres se sentem seguras e desejam um homem bem resolvido. E com muitas descrições, E. L. James pinta a imagem de um cara de 28 anos (não 48), rico, que transa muito bem e dá toda atenção às mulheres, e etc., só tem um probleminha, ele tortura e, muito! Mas convenhamos, com um homem desse, essa “tortura” pode muito bem ser negociada… Será?
          Na minha percepção existem muito mais “50 Tons de Frustração” do que “50 Tons de Felicidade” naqueles que estão em busca dela a qualquer preço. A felicidade não está em relacionamentos pirotécnicos, cheios de efeitos especiais. Pelo contrário, nossas paixões são frágeis, passageiras, e por mais que experimentemos aventuras loucas de amor, a segunda-feira publica no jornal da nossa consciencia: “nosso coração continua vazio, entediado e insatisfeito.” Continuamos apaixonados e ao mesmo tempo frustrados.
3. TROCANDO O CHRISTIAN GREY POR OUTRO HOMEM.
          A animalidade do sexo descrita no livro não condiz com a realidade. Pensar que ela pode ser uma opção sexual viável nos torna mais animais; já mais humanos, nem pensar. Fico lembrando da minha própria história, porque sem Deus eu vivi em busca de aventuras de prazer, porém, mal sabia que a maior aventura de prazer era exatamente uma relação de amor com ele. Quando percebo o sucesso de um livro como esse, só posso imaginar quanto o amor de Deus está distante de milhões de corações. Será que Christian Grey é realmente o homem que toda mulher deveria se apaixonar? Que tal trocar Christian Grey por outro Homem? Deixo para você as minhas últimas palavras.

          Não se apaixone por um homem apenas porque ele é rico, se apaixone por aquele que era rico e perdeu todas as suas riquezas por ricamente amar você. Não se apaixone por um homem que goste de te torturar, se apaixone por aquele que foi torturado para que você não sofresse mais nenhum arranhão. Não se apaixone por um homem apenas porque ele tem um belo corpo, se apaixone por aquele que se dispôs a entregar o seu próprio corpo morrendo por você.
          Não se apaixone por um homem que apenas quer viver uma grande paixão momentânea, se apaixone por aquele que te ama ontem, hoje, amanhã e para sempre terá infinitos tons de amor por você. Não se apaixone por um homem só porque ele transa bem, se apaixone por aquele que abriu mão de todos os seus prazeres para que você conhecesse e desfrutasse o verdadeiro prazer.
          Não se apaixone por um homem só porque ele compartilha os traumas de infância e parece ser "fofo", se apaixone por aquele que compartilhou a sua dor e sofrimento na cruz e, por isso, é o teu Salvador.
          Mulheres — homens também — por favor, troquem Christian Grey por Jesus Cristo. Dentro do nosso coração existem bem mais do que "Cinquenta Tons de Cinza" de solidão. Nossa alma é um grande espaço vazio e somente Deus pode preencher nossos infinitos espaços vazios com os "Eternos Tons Vermelhos" de seu amor.


JEAN FRANCESCO: Pastor atuante na Igreja Presbiteriana da Penha - SP. Mestrando em teologia, professor assistente do Seminário Presbiteriano do Sul  é também poeta e escritor. 

domingo, 22 de março de 2015

Expiação - Marisa G. F. Rodrigues

               No Antigo Testamento temos a figura do cordeiro usada como símbolo de expiação dos pecados. Mas, como se dava essa expiação? O transgressor escolhia entre seus cordeiros, o mais bonito, sem defeitos físicos, sem manchas no pelo e sem mácula alguma (sem ter cruzado - sem ter sido tosquiado e etc) assim era o animal levado à presença do sacerdote para ser sacrificado.

               O patriarca, acompanhado de todos os seus familiares, era obrigado a presenciar o sacrifício com uma das mãos sobre a cabeça do animal. Por natureza, o cordeiro é extremamente manso, assim, não bale nem se debate enquanto está sendo degolado, a única reação são as lágrimas que descem de seus olhos enquanto sofre.

               Triste cena, o patriarca - pecador, assistindo o sofrimento e a morte de uma ovelha que calada e inocente tem o sangue vertido para o perdão dos pecados cometidos pelo patriarca e seus familiares.

               Jesus Cristo, idêntico sacrifício na cruz do calvário, inocente, sem defeitos, sem mácula... Que deduzimos disto? Conseguiríamos olhar nos olhos de Jesus sendo sacrificado na cruz lá no calvário? Vida de um inocente se esvaindo  em sangue em nosso lugar... Porque nos arrependemos dos pecados cometidos? Porque vemos os olhos de Jesus morrendo por nós e derramando sua vida para que pudéssemos ter acesso a Deus que é santo. 

               Era por esse motivo que os transgressores olhavam nos olhos do cordeirinho: para que se arrependessem profundamente de seus pecados, ao ver um inocente pagando por eles. Isto, chama-se páscoa e é tão tremendo o significado, o simbolismo é tão lindo, tão puro que, não há como dimensioná-lo em palavras.

               Quando olhamos para a cruz, não somente para o madeiro em si, aquele lugar maldito! Não, não é isso! Quando olhamos para os olhos de Jesus, perdemos as forças para levarmos o pecado adiante e nos arrependemos das coisas que praticamos... Que passamos a olhar o rosto de Jesus na cruz e que percamos as forças para fazermos o que é mal.

               Que o Senhor nos Abençoe!

               FELIZ PÁSCOA! 



 

sábado, 21 de março de 2015

O Que nos Espera Depois da Morte? - Billy Graham

Há apenas um passo entre mim e a morte (I Samuel, 20:3)


               DIZ-SE que a vida toda é apenas uma preparação para a morte.

          O salmista disse: "Que homem há, que viva, e não veja a morte?" (Salmos, 9:27).

          Acredita-se que estejamos vivendo uma era de livre-pensamento e experiências radicais. Temos procurado alterar o mundo e as leis que o governam através do conhecimento, da ciência, da invenção, da descoberta, da filosofia e do pensamento materialista. Temos tentado exaltar os falsos deuses do dinheiro, da fama e da inteligência humana; mas, por mais que tentemos, o fim é sempre o mesmo: "Aos homens está ordenado morrerem uma só vez" (Hebreus, 9: 27).

          Em meio à vida, vemos a morte por todos os lados. a sirene da ambulância, os letreiros luminosos das agências funerárias, os cemitérios pelos quais com frequência passamos e a visão de um carro fúnebre ziguezagueando pelo tráfego nos fazem lembrar que a morte pode nos chamar a qualquer momento. Nenhum de nós pode ter certeza de quando chegará o momento exato, mas estamos bem conscientes de que pode chegar a qualquer hora.

          Alguém disse que "A única coisa certa na vida é a morte". Oscar Wilde disse: "Pode-se sobreviver a tudo hoje em dia - exceto a morte!" Livros sobre a morte proliferam nos dias de hoje - assim como livros escritos por aqueles que alegam ter vivenciado a morte e retornado para falar dela. Em vez de procurar um meio de fazer as pazes com Deus, o mundo inventou aulas sobre como morrer e encarar a morte - aceitando-a como parte natural da vida. Na verdade toda a humanidade está a espera da morte. A questão principal não é como ou quando morreremos, mas sim para onde vamos depois da morte.

          Todo ano, mais de meio milhão de americanos entram em seus automóveis mal sabendo que esta será a última vez. Em 1980, 532 mil americanos morreram em acidentes de automóveis. Apesar das crescentes medidas de segurança, outras 469 mil pessoas morreram em acidentes em casa, quando a ideia de morte sequer passava por suas mentes. Pois a morte aproxima-se da humanidade, sorrateira e implacável, e embora a medicina e a engenharia de segurança travem contra ela uma guerra constante, a morte sai sempre vitoriosa.

          Devido a esta batalha científica que travamos há tanto tempo, agora temos a vantagem de mais alguns anos de vida, mas a morte ainda se encontra no fim da linha, e a expectativa de vida do homem não ultrapassa em muito os setenta anos bíblicos.

          As doenças cardíacas ainda matam um número excessivo de cidadãos americanos na plenitude da vida. O câncer ainda inflige a dor aos corpos de milhares de pessoas. As doenças do sangue fazem suas vítimas, embora a pesquisa médica tenha feito uma redução considerável em sua cifra anual. O herpes e a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) são as doenças da década de 80. Elas estão em ascensão no mundo inteiro e têm sido registradas nos principais continentes. Mas, por mais que as pesquisas estatísticas sejam otimistas, por mais que nossa expectativa de vida tenha aumentado desde 1900, sejam quais forem os índices de assassinato, suicídio e outras formas de morte violenta, a realidade inevitável da morte permanece inalterada - ela continua a ser a nossa última experiência na terra!        
   

domingo, 8 de março de 2015

A Solidão do Salvador - Billy Graham

A Solidão Do Salvador:


          Por último, há a solidão do Salvador. Milhares de seres humanos aglomeraram-se à Sua volta. Havia em toda parte uma grande alegria na época da Páscoa, mas Jesus era "desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" (Isaías, 53:3-6).

          Jesus estava só. Veio para os seus, e os seus não o receberam, "Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então os discípulos todos, deixando-o, fugiram" (Mateus,26:56). As multidões que há bem pouco tempo tinham gritado "Hosana", naquele mesmo dia gritavam "Crucifica-o! Crucifica-o!" Agora, até mesmo seus doze fiéis tinham partido.

          E, por fim, nós o ouvimos clamar "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Marcos, 15:34). Ele  não fora apenas desamparado pelos companheiros humanos, mas, agora, naquela hora de desespero e solidão, Ele - pois também. Jesus suportava o sofrimento e o julgamento do inferno por você e por mim.

          O inferno, em sua essência, é a separação de Deus. O inferno é o lugar mais solitário do universo, Jesus sofreu a agonia do inferno por você, em seu lugar. Agora, Deus diz: Arrependa-se, acredite em Cristo, receba Cristo, e você jamais conhecerá a dor, a solidão e a agonia do inferno.

          "Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo" (Romanos, 10:13).

   
 

domingo, 1 de março de 2015

O Desespero da Solidão - Billy Graham

A Solidão de Quem Peca

          Quinto, há a solidão de quem peca. em João, 13, encontramos a história da Última Ceia. Jesus profetizou a traição de Judas. Com espanto, os discípulos inocentes entreolharam-se. João perguntou: "Senhor, quem é?", e Jesus disse: "É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão; e então a Bíblia nos diz que Satanás entrou em Judas. No mesmo momento, Jesus disse: O que pretender fazer, faze-o depressa." E a Bíblia diz: "Ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E era noite." Ele saiu - saiu da presença de Cristo - e era noite .

          Talvez algum dia você pensou conhecer a alegria e a paz de nascer na família de Deus. Você vivenciou a doce comunhão do povo de Deus. Experimentou a satisfação e a felicidade completas de estar na presença de Cristo, mas você pecou. Saiu da presença de Cristo e descobriu que é noite. Não tem nem a amizade dos cristãos, nem a dos pecadores e, na certa, não possui mais a amizade de o Cristo. Talvez não exista nenhuma solidão tão amarga como a solidão do cristão que reincide no pecado.

          Porém, o perdão existe para você. Se confessar e abandonar o pecado, sua amizade com Deus será restituída. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e  nos purificar de toda a injustiça" (1 João, 1:9).

          Talvez você diga que está se divertindo bastante ao pecar  - e talvez esteja mesmo. A Bíblia diz que existe um certo prazer no pecado. Entretanto, ele é efêmero e fatal. Talvez tenha lido o relatório do Dr. Kinsey ou outro estudo qualquer e está descobrindo uma satisfação em saber que existem pecadores tão ruins - ou piores - do que você . Você não está só. Não. Faz parte da vasta maioria. Onde é que entra, então, pergunta você, a solidão de quem peca? Você pode fazer parte de uma multidão agora, mas está chegando o dia em que cada um ficará só perante o Deus Todo-poderoso e será julgado. Este será para você o clímax de toda a solidão da terra e apenas uma antevisão da solidão do inferno.

          Para todos estes que percorrem o caminho do pecado, há uma mortalha de trevas à sua volta que os isola de toda a amizade boa e verdadeira. O pecado sempre foi a treva, o pecado sempre será a treva. Judas ficou sozinho por seu pecado. Deus diz em Oséias, 4:17; " Efraim está entregue aos ídolos; é deixa-lo."   Devido à cobiça e à idolatria do povo de Efraim, Deus havia dito: "Não se associe a ele, deixe-o completamente só." "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho" (Isaías, 53:6). Aqui de novo encontramos a solidão de quem peca.

          Uma hora antes do duelo fatal com Alexander Hamilton, Aaron Burr, sentado em sua biblioteca em Richmond Hill, Nova York, escreveu a filha: "Alguém muito sábio disse: 'Os tolos, que pensam que solidão é estar só."' Já então, mesmo antes que o tiro fatal fosse disparado e o feito sanguinário se consumasse, ele sentiu a solidão de quem peca. No prazo de algumas horas ele se tornaria um fugitivo da aversão subida e profunda de seus concidadãos. Sua carreira política foi arruinada para sempre, e suas grande ambições foram destruídas.

          Há milhares de pessoas solitárias na cidade e no campo que carregam o pesado e difícil fardo da dor, da ansiedade, do sofrimento e da desilusão; mas a alma mais solitária de todas é a do homem cuja vida está imersa no pecado.

          Desejo dizer-lhe que todo pecado, a que você se agarra de maneira deliberada, é uma força poderosa capaz de torná-lo só. Quanto mais velho, mais sozinho estará. Eu lhe imploro, chegue aos pés da cruz e confesse que é pecador, abandone seus pecados.

          Cristo pode lhe dar forças para superar todos os pecados e vícios da vida. Ele pode romper as cordas, grilhões e correntes do pecado; mas você precisa arrepender-se, confessar, entregar-se e render-se a Ele primeiro. Agora mesmo, isto pode ser decidido, e você conhecerá a paz, a alegria e a amizade de Cristo.