Poucos anos se passam e os sinais tangíveis de debilidade se evidenciam. O dentista tratará as cáries de nossos dentes. Haverá necessidade de óculos para ajudar a melhorar a visão deficiente. A pele enrugará e ficará flácida com o passar do tempo, nossos ombros se encurvarão, e nosso passo se tornará mais vagaroso e menos firme. A fragilidade de nossos ossos aumentará à medida que nossa energia diminuir. Quase sem perceber, começamos a nos aproximar da morte.
O seguro de saúde e hospitalização será usado para nos ajudar a atenuar o golpe. Faremos um seguro de vida para cobrir nossos gastos e obrigações finais e de repente veremos toda a nossa vida como uma grande e interminável batalha contra a morte. Perceberemos que estamos participando de uma corrida em que a maior esperança é ganhar um tempinho e, ainda que enganemos o nosso adversário, sabemos que no final a morte sempre vencerá!
Como é misteriosa esta nossa inimiga - tão misteriosa quanto a própria vida. Pois a vida que vemos tão abundante ao nosso redor, nas plantas e animais e nos seres humanos, não pode ser reproduzida por nós, nem mesmo explicada. Tampouco a morte tem explicação, embora estejamos tão conscientes de sua presença quanto da vida. No entanto, evitamos ao máximo falar dela ou considerar sua importância! Quando chega a vida e uma criança nasce, nós exultamos. Quando a vida parte, e um homem morre, tentamos esquecer o mais rápido possível.
Hoje em dia, há cerca de três bilhões de pessoas vivendo neste planeta. Quase todas estarão mortas daqui a cem anos. Seus corpos serão insensíveis. Mas e suas almas - a parte eterna e essencial da vida? Eis o mistério. O que desaparece quando um homem morre? Para onde vai esta coisa ausente?
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