
DIZ-SE que a vida toda é apenas uma preparação para a morte.
O salmista disse: "Que homem há, que viva, e não veja a morte?" (Salmos, 9:27).
Acredita-se que estejamos vivendo uma era de livre-pensamento e experiências radicais. Temos procurado alterar o mundo e as leis que o governam através do conhecimento, da ciência, da invenção, da descoberta, da filosofia e do pensamento materialista. Temos tentado exaltar os falsos deuses do dinheiro, da fama e da inteligência humana; mas, por mais que tentemos, o fim é sempre o mesmo: "Aos homens está ordenado morrerem uma só vez" (Hebreus, 9: 27).
Em meio à vida, vemos a morte por todos os lados. a sirene da ambulância, os letreiros luminosos das agências funerárias, os cemitérios pelos quais com frequência passamos e a visão de um carro fúnebre ziguezagueando pelo tráfego nos fazem lembrar que a morte pode nos chamar a qualquer momento. Nenhum de nós pode ter certeza de quando chegará o momento exato, mas estamos bem conscientes de que pode chegar a qualquer hora.
Alguém disse que "A única coisa certa na vida é a morte". Oscar Wilde disse: "Pode-se sobreviver a tudo hoje em dia - exceto a morte!" Livros sobre a morte proliferam nos dias de hoje - assim como livros escritos por aqueles que alegam ter vivenciado a morte e retornado para falar dela. Em vez de procurar um meio de fazer as pazes com Deus, o mundo inventou aulas sobre como morrer e encarar a morte - aceitando-a como parte natural da vida. Na verdade toda a humanidade está a espera da morte. A questão principal não é como ou quando morreremos, mas sim para onde vamos depois da morte.
Todo ano, mais de meio milhão de americanos entram em seus automóveis mal sabendo que esta será a última vez. Em 1980, 532 mil americanos morreram em acidentes de automóveis. Apesar das crescentes medidas de segurança, outras 469 mil pessoas morreram em acidentes em casa, quando a ideia de morte sequer passava por suas mentes. Pois a morte aproxima-se da humanidade, sorrateira e implacável, e embora a medicina e a engenharia de segurança travem contra ela uma guerra constante, a morte sai sempre vitoriosa.
Devido a esta batalha científica que travamos há tanto tempo, agora temos a vantagem de mais alguns anos de vida, mas a morte ainda se encontra no fim da linha, e a expectativa de vida do homem não ultrapassa em muito os setenta anos bíblicos.
As doenças cardíacas ainda matam um número excessivo de cidadãos americanos na plenitude da vida. O câncer ainda inflige a dor aos corpos de milhares de pessoas. As doenças do sangue fazem suas vítimas, embora a pesquisa médica tenha feito uma redução considerável em sua cifra anual. O herpes e a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) são as doenças da década de 80. Elas estão em ascensão no mundo inteiro e têm sido registradas nos principais continentes. Mas, por mais que as pesquisas estatísticas sejam otimistas, por mais que nossa expectativa de vida tenha aumentado desde 1900, sejam quais forem os índices de assassinato, suicídio e outras formas de morte violenta, a realidade inevitável da morte permanece inalterada - ela continua a ser a nossa última experiência na terra!
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