sábado, 30 de janeiro de 2016

A Riqueza do Mundo - Billy Graham

   Hoje em dia, muitos podem acumular grandes fortunas. Em 1923 (quando fazer fortuna era o principal interesse dos Estados Unidos), um grupo dos mais bem-sucedidos financistas do mundo reuniu-se no Hotel Edgewater Beach, em Chicago. Até mesmo para a fabulosa década de vinte, a reunião foi uma impressionante exibição de riqueza e poder. Sentados à mesa estavam o presidente da maior companhia de aço independente do mundo, o presidente da maior empresa de serviços públicos, o presidente da Bolsa de Valores de Nova York, um membro do gabinete do Presidente dos Estados Unidos, o presidente do Bank of International Settlements, o homem que era conhecido como o maior financista de Wall Street e um outro que comandava o mais poderoso monopólio do mundo. Juntos, estes homens controlavam mais riquezas do que o Tesouro dos Estados Unidos! Todo estudante conhecia a estória do seu sucesso. Eram os modelos que outros homens tentavam copiar. Eram os gigantes financeiros e industriais dos Estados Unidos!

          Em 1923, as estórias amplamente divulgadas destes homens eram atraentes e fascinantes. Excitavam a imaginação! Despertavam inveja! Inspiravam outros homens a tentar imitá-los! Mas, em 1923, suas estórias estavam apenas na metade - os capítulos finais ainda seriam escritos.

          No momento em que estes oito homens se reuniram no hotel em Chicago, estavam no ponto de suas vidas que Moisés estivera ao chegar à encruzilhada. Estes homens também se encontravam na encruzilhada, e dois caminhos se estendiam à frente de cada um. Talvez fossem caminhos que não conseguiam ver, caminhos com os quais não se importavam. Com certeza, foram caminhos que não quiseram seguir, e hoje suas estórias estão completas. Hoje conhecemos os capítulos finais. Podemos recapitular suas vidas, tal como a de Moisés, e ver a que parece mais sábia e melhor.

          Charles Schwab, presidente da companhia de aço, viveu os últimos anos da vida de empréstimos e morreu sem tostão. Arthur Cutten, o maior especulador do trigo, morreu falido no exterior. Richard Whitney, presidente da Bolsa de Valores de Nova York, cumpriu pena na Penitenciária de Sing-Sing. Albert Fall, o ministro de Estado, teve pena de prisão perdoada para que pudesse morrer em casa. Jessie Livermore, o grande financista; Leon Frazer, presidente do Bank of International Settlements e Ivon Kreuger, chefe do maior monopólio do mundo, cometeram suicídio!

          Todos estes homens tinham dinheiro, poder, fama, prestígio, inteligência e instrução - mas faltava-lhes o único atributo que dá à vida o significado e propósito verdadeiro. Faltava-lhes o único atributo que é essencial à fé e à conduta cristã - o atributo que possibilita a conversão, que viabiliza a regeneração. Eles se recusaram a acreditar! Compare suas vidas com as dos missionários que abandonaram tudo para seguir a Cristo. Talvez morram em meio á miséria e à dor, mas morreram por alguma coisa!

          Estes homens ricos não tinham fé ou, se a tinham de fato, recusavam-se a agir em função dela. Como teriam sido diferentes os capítulos finais de suas vidas se tivessem podido contar com a fé em Cristo entre os seus tesouros.             

sábado, 23 de janeiro de 2016

Moisés Destruiu Suas Pontes - Billy Graham

          Primeiro, examinou a estrada larga, a estrada radiosa do poder e do luxo, da alegria e do vinho, repleta de coisas que o mundo considera prazer. Era uma estrada familiar. Ele a conhecia bem. . Percorrera-a durante quarenta anos e sabia que terminava em destruição, sabia que só poderia levar ao inferno.

          Então Moisés examinou a outra estrada, a estrada estreita, a mais difícil. Viu o sofrimento, a aflição, a humilhação e o desapontamento. Viu a adversidade e a provação, a tristeza e a dor, mas, pela fé, viu também o triunfo e a recompensa da vida eterna.

          Um homem menos sensato, um homem menos experiente que Moisés talvez se sentisse tentado a tomar a primeira estrada. O Egito era então a maior potência da terra. Detinha o controle do fértil vale do Nilo, o celeiro do mundo. Seus exércitos eram invencíveis, seus colégios e universidades estabeleciam o modelo a ser imitado nos séculos futuros.

          Poucos de nós são chamados a renunciar a tanto por Deus quanto Moisés. Poucos se deparam com a tentação em tal proporção e variedade e têm que suportá-la. Poucos têm tantas distrações e prazeres terrenos diante dos olhos, e até as Escrituras admitem que há prazer no pecado, mesmo que efêmero. O prazer é fugaz e, quando chega ao fim, não resta consolo algum.

          Ao escolher Deus. Moisés fez um grande sacrifício, mas também recebeu uma extraordinária recompensa. Fortunas imensas eram raras na época de Moisés, e poucos homens, na verdade, tiveram a oportunidade que ele teve de se tornar o homem mais rico da terra.

  

sábado, 16 de janeiro de 2016

Eles Retornaram aos Navios - Billy Graham

          Anos atrás, quando as asas da cruel águia romana lançavam uma sombra sinistra sobre o mundo, aqueles guerreiros audaciosos, liderados por César, partiram para conquistar a Inglaterra. Quando os barcos inimigos surgiram no horizonte, milhares de ingleses  corajosos se reuniram nos morros para defender sua terra. Para seu espanto, as ondas e o mar destruíram a maior parte dos navios romanos. Assim, desapareceu para os temerários invasores a única via de retirada. Eles lutaram com fúria, a rota de fuga cortada. Com tanta bravura, como poderiam fracassar em sua conquista! Não é de admirar que a pequena aldeia nas margens do rio Tibre se tornasse senhora do mundo!

          Da mesma forma, Jesus não aceita nada menos que a rendição completa e a devoção absoluta. "Mas Jesus lhe replicou: ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus" (Lucas, 9:62).

          Moisés fez sua escolha decisiva quando se achava na encruzilhada da vida. Sua mente judiciosa pesou todos os fatos relativos à sua decisão. Examinou com demora e cuidado cada estrada até o fim. Considerou todos os prós e contras e só então decidiu depositar sua confiança e fé em Deus.

Moisés Destruiu suas Pontes

          Primeiro examinou a estrada larga, a estrada radiosa do poder e do luxo, da alegria e do vinho, repleta de coisas que o mundo considera prazer. Era uma estrada familiar. Ele a conhecia bem. Percorrera-a durante quarenta anos e sabia que terminava em destruição, sabia que só poderia levar ao inferno.

          Então Moisés examinou a outra estrada, a estrada estreita, a mais difícil. Viu a adversidade e a provação, a tristeza e a dor, mas, pela fé, viu também o triunfo e a recompensa da vida eterna.

          Um homem menos sensato, um homem menos experiente que Moisés  talvez se sentisse tentado a tomar a primeira estrada. O Egito era então a maior potência da terra. Detinha o controle do fértil vale do Nilo, o celeiro do mundo. Seus exércitos eram invencíveis, seus colégios e universidades estabeleciam o modelo a ser imitado nos séculos futuros.

          Poucos de nós são chamados a renunciar a tanto por Deus quanto Moisés. Poucos se deparam com a tentação em tal proporção e variedade e têm que suportá-la. Poucos têm tantas distrações e prazeres terrenos diante dos olhos, e até as Escrituras admitem que há prazer no pecado, mesmo que efêmero. O prazer é fugaz e, quando chega ao fim, não resta consolo algum.

          Ao escolher Deus, Moisés fez um grande sacrifício, mas também recebeu uma extraordinária recompensa. Fortunas imensas eram raras na época de Moisés, e poucos homens, na verdade, tiveram a oportunidade que ele teve de se tornar o homem mais rico da terra.    

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Uma Questão de Escolha - Billy Graham

          Nenhum destes argumentos, ou muitos outros com frequência apresentados como razões para a busca da vida com Deus, foram válidos no caso de Moisés. Ele não foi forçado a se afastar da carne nem do diabo. Fez isto porque quis. Moisés na certa não era indeciso nem sugestionável. Não era uma criança agarrando-se à segurança da ordem estabelecida. Não era uma nulidade buscando reconhecimento e prestígio. Não era nenhuma das coisas que as pessoas que zombam da religião dizem que é preciso ser para sentir a necessidade de salvação. Moisés possuía até mesmo mais do que a maioria das pessoas aspira em sonhos; no entanto, graças à maturidade de seu julgamento, na plenitude da vida deu as costas à riqueza, à posição e à estima e escolheu, ao contrário, a fé em Deus.

          Toda vez que ouço dizer que apenas os desesperançados, apenas os desajustados precisam do consolo da "religião", penso em Moisés.

          Tenho tido o privilégio de conversar com muitos homens e mulheres sobre problemas espirituais. Descobri que quando homens e mulheres de bom senso rejeitam Cristo como Senhor e Mestre, eles não o fazem porque acham as doutrinas cristãs intelectualmente repugnantes, mas porque procuram evitar as responsabilidades e obrigações que a vida cristã impõe. Seus corações tíbios, e não suas mentes brilhantes, colocam-se entre eles e Cristo. Não estão dispostos a se submeter e entregar tudo a Cristo.

          É interessante notar que os dois homens mais usados por Deus na Bíblia (um no Velho Testamento e outro no Novo) foram também os dois mais instruídos: Moisés e Paulo.

          Moisés examinou as exigências e obrigações de Deus com cuidado. Aos quarenta anos fugiu, um assassino. Aos oitenta, retornou - um líder. Percebeu que se quisesse aceitar Deus, teria que fazê-lo em detrimento das coisas a que os homens em geral têm maior apego. Não tomou uma decisão precipitada. Não chegou a conclusões mal digeridas em um impulso repentino ou em uma reação emocional. Sabia o quanto estava em jogo e chegou à sua decisão no pleno uso de suas faculdades mentais desenvolvidas e superiores. Sua escolha final não tinha a natureza de uma experiência temporária. Ele não escolheu a fé a título provisório. Foi uma convicção madura com um propósito inalterável, uma convicção que não seria abalada pelas mudanças da sorte nem pelas atribuições de privação prolongada. Ele destruiu com cuidado todas as pontes e navios que possibilitassem o recuo de sua nova posição. Quando Moisés teve seu grande momento de crise aos oitenta anos, ele se comprometeu totalmente e sem reservas, para todo o sempre e sob todas as circunstâncias, com Deus e seus desígnios.

          Como foi diferente a qualidade da decisão de Moisés da do famoso biógrafo Gamaliel Bradford, que, ao se aproximar do fim da vida, disse "Não ouso ler o Novo Testamento com medo de provocar uma tempestade de ansiedade, dúvida e apreensão por ter tomado o caminho errado, por ter traído um Deus claro e  simples."

          Moisés não sentia tal medo. E nem você precisa temer caso se volte para Cristo de todo o coração agora e sempre pela fé.  Não se volte para Ele dizendo: "Vou experimentar o Cristianismo por algum tempo. Se der certo, continuarei, caso contrário, ainda tenho tempo de escolher outro modo de vida." Quando se aceita Cristo, todas as pontes à sua retaguarda têm que ser destruídas para que jamais pense em voltar.    

sábado, 2 de janeiro de 2016

O que é Fé? - Billy Graham

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.
Efésios: 2:8-9.

          ESTAMOS prontos agora para dar o próximo passo ao encontro da paz com Deus. Você  agora está pronto para abandonar a vida pecadora do passado. Decidiu que vai realizar estra transformação em sua vida. Já não está se afastando de Deus, mas se aproximando de Seu amor, misericórdia e proteção. Você tomou uma decisão. Arrependeu-se; escolheu o caminho certo, ainda que seja um caminho difícil. Escolheu o caminho que Moisés tomou há quase 3.500 anos, quando abdicou ao seu direito ao trono do Egito e decidiu-se a favor de Deus!

          Moisés tinha quarenta anos quando fugiu do Egito temendo pela  vida. Quarenta anos depois, voltou para liderar os israelitas em sua saída do Egito. O que mudara? Tomara a grande decisão. Concluiu que a fé e a verdade, juntas com a agonia e o sofrimento, eram melhores do que a riqueza, a fama e a ausência do amor de Deus. Poucos homens da história foram chamados a tomar uma decisão mais difícil do que esta.

Um Homem de Fé

          Moisés era um homem instruído e culto, rico e importante. Filho da filha do faraó, acostumara-se a todo tipo de honraria, luxo e privilégio. O trono do Egito, o país mais rico, mais poderoso e mais bem-sucedido da época, estava ao seu alcance.

          No entanto, a Bíblia registra que "Pela fé Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus, a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé ele abandonou o Egito e nem ficou amedrontado pela cólera do rei; antes permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível" (Hebreus, 11:24-27). Esta passagem refere-se a Moisés após os quarenta anos que passou no deserto com Deus - não ao fogoso jovem assassino que fugiu do faraó receando pela vida.

          Repare, a Bíblia diz que ele "recusou" e "abandonou" - este é o verdadeiro arrependimento. E acrescenta que fez isto "pela fé"! Este é o passo seguinte - a fé. Moisés não tomou essa decisão em um momento de emoção patente, que alguns psicólogos insistem ser necessário à experiência religiosa. Não foi motivado pela frustração. Não era um desajustado incorrigível nem um homem insatisfeito. Moisés não estava escolhendo o caminho de Deus como uma compensação pelas recompensas que, ao seu ver, a vida lhe negara, nem se voltava para a vida religiosa devido ao tédio e à apatia. Não lhe faltavam interesse, entretenimento ou diversão.