Hoje em dia, muitos podem acumular grandes fortunas. Em 1923 (quando fazer fortuna era o principal interesse dos Estados Unidos), um grupo dos mais bem-sucedidos financistas do mundo reuniu-se no Hotel Edgewater Beach, em Chicago. Até mesmo para a fabulosa década de vinte, a reunião foi uma impressionante exibição de riqueza e poder. Sentados à mesa estavam o presidente da maior companhia de aço independente do mundo, o presidente da maior empresa de serviços públicos, o presidente da Bolsa de Valores de Nova York, um membro do gabinete do Presidente dos Estados Unidos, o presidente do Bank of International Settlements, o homem que era conhecido como o maior financista de Wall Street e um outro que comandava o mais poderoso monopólio do mundo. Juntos, estes homens controlavam mais riquezas do que o Tesouro dos Estados Unidos! Todo estudante conhecia a estória do seu sucesso. Eram os modelos que outros homens tentavam copiar. Eram os gigantes financeiros e industriais dos Estados Unidos!
Em 1923, as estórias amplamente divulgadas destes homens eram atraentes e fascinantes. Excitavam a imaginação! Despertavam inveja! Inspiravam outros homens a tentar imitá-los! Mas, em 1923, suas estórias estavam apenas na metade - os capítulos finais ainda seriam escritos.
No momento em que estes oito homens se reuniram no hotel em Chicago, estavam no ponto de suas vidas que Moisés estivera ao chegar à encruzilhada. Estes homens também se encontravam na encruzilhada, e dois caminhos se estendiam à frente de cada um. Talvez fossem caminhos que não conseguiam ver, caminhos com os quais não se importavam. Com certeza, foram caminhos que não quiseram seguir, e hoje suas estórias estão completas. Hoje conhecemos os capítulos finais. Podemos recapitular suas vidas, tal como a de Moisés, e ver a que parece mais sábia e melhor.
Charles Schwab, presidente da companhia de aço, viveu os últimos anos da vida de empréstimos e morreu sem tostão. Arthur Cutten, o maior especulador do trigo, morreu falido no exterior. Richard Whitney, presidente da Bolsa de Valores de Nova York, cumpriu pena na Penitenciária de Sing-Sing. Albert Fall, o ministro de Estado, teve pena de prisão perdoada para que pudesse morrer em casa. Jessie Livermore, o grande financista; Leon Frazer, presidente do Bank of International Settlements e Ivon Kreuger, chefe do maior monopólio do mundo, cometeram suicídio!
Todos estes homens tinham dinheiro, poder, fama, prestígio, inteligência e instrução - mas faltava-lhes o único atributo que dá à vida o significado e propósito verdadeiro. Faltava-lhes o único atributo que é essencial à fé e à conduta cristã - o atributo que possibilita a conversão, que viabiliza a regeneração. Eles se recusaram a acreditar! Compare suas vidas com as dos missionários que abandonaram tudo para seguir a Cristo. Talvez morram em meio á miséria e à dor, mas morreram por alguma coisa!
Estes homens ricos não tinham fé ou, se a tinham de fato, recusavam-se a agir em função dela. Como teriam sido diferentes os capítulos finais de suas vidas se tivessem podido contar com a fé em Cristo entre os seus tesouros.



