Anos atrás, quando as asas da cruel águia romana lançavam uma sombra sinistra sobre o mundo, aqueles guerreiros audaciosos, liderados por César, partiram para conquistar a Inglaterra. Quando os barcos inimigos surgiram no horizonte, milhares de ingleses corajosos se reuniram nos morros para defender sua terra. Para seu espanto, as ondas e o mar destruíram a maior parte dos navios romanos. Assim, desapareceu para os temerários invasores a única via de retirada. Eles lutaram com fúria, a rota de fuga cortada. Com tanta bravura, como poderiam fracassar em sua conquista! Não é de admirar que a pequena aldeia nas margens do rio Tibre se tornasse senhora do mundo!
Da mesma forma, Jesus não aceita nada menos que a rendição completa e a devoção absoluta. "Mas Jesus lhe replicou: ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus" (Lucas, 9:62).
Moisés fez sua escolha decisiva quando se achava na encruzilhada da vida. Sua mente judiciosa pesou todos os fatos relativos à sua decisão. Examinou com demora e cuidado cada estrada até o fim. Considerou todos os prós e contras e só então decidiu depositar sua confiança e fé em Deus.
Moisés Destruiu suas Pontes
Primeiro examinou a estrada larga, a estrada radiosa do poder e do luxo, da alegria e do vinho, repleta de coisas que o mundo considera prazer. Era uma estrada familiar. Ele a conhecia bem. Percorrera-a durante quarenta anos e sabia que terminava em destruição, sabia que só poderia levar ao inferno.
Então Moisés examinou a outra estrada, a estrada estreita, a mais difícil. Viu a adversidade e a provação, a tristeza e a dor, mas, pela fé, viu também o triunfo e a recompensa da vida eterna.
Um homem menos sensato, um homem menos experiente que Moisés talvez se sentisse tentado a tomar a primeira estrada. O Egito era então a maior potência da terra. Detinha o controle do fértil vale do Nilo, o celeiro do mundo. Seus exércitos eram invencíveis, seus colégios e universidades estabeleciam o modelo a ser imitado nos séculos futuros.
Poucos de nós são chamados a renunciar a tanto por Deus quanto Moisés. Poucos se deparam com a tentação em tal proporção e variedade e têm que suportá-la. Poucos têm tantas distrações e prazeres terrenos diante dos olhos, e até as Escrituras admitem que há prazer no pecado, mesmo que efêmero. O prazer é fugaz e, quando chega ao fim, não resta consolo algum.
Ao escolher Deus, Moisés fez um grande sacrifício, mas também recebeu uma extraordinária recompensa. Fortunas imensas eram raras na época de Moisés, e poucos homens, na verdade, tiveram a oportunidade que ele teve de se tornar o homem mais rico da terra.
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