Primeiro, examinou a estrada larga, a estrada radiosa do poder e do luxo, da alegria e do vinho, repleta de coisas que o mundo considera prazer. Era uma estrada familiar. Ele a conhecia bem. . Percorrera-a durante quarenta anos e sabia que terminava em destruição, sabia que só poderia levar ao inferno.
Então Moisés examinou a outra estrada, a estrada estreita, a mais difícil. Viu o sofrimento, a aflição, a humilhação e o desapontamento. Viu a adversidade e a provação, a tristeza e a dor, mas, pela fé, viu também o triunfo e a recompensa da vida eterna.
Um homem menos sensato, um homem menos experiente que Moisés talvez se sentisse tentado a tomar a primeira estrada. O Egito era então a maior potência da terra. Detinha o controle do fértil vale do Nilo, o celeiro do mundo. Seus exércitos eram invencíveis, seus colégios e universidades estabeleciam o modelo a ser imitado nos séculos futuros.
Poucos de nós são chamados a renunciar a tanto por Deus quanto Moisés. Poucos se deparam com a tentação em tal proporção e variedade e têm que suportá-la. Poucos têm tantas distrações e prazeres terrenos diante dos olhos, e até as Escrituras admitem que há prazer no pecado, mesmo que efêmero. O prazer é fugaz e, quando chega ao fim, não resta consolo algum.
Ao escolher Deus. Moisés fez um grande sacrifício, mas também recebeu uma extraordinária recompensa. Fortunas imensas eram raras na época de Moisés, e poucos homens, na verdade, tiveram a oportunidade que ele teve de se tornar o homem mais rico da terra.
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