domingo, 31 de julho de 2016

Os inimigos do Cristão - A Carne. - Billy Graham

O terceiro inimigo que você enfrentará de imediato é a concupiscência da carne. A carne é aquela tendência maligna que reside em você. Mesmo depois que se converte, seus desejos antigos e pecaminosos podem voltar. Você se surpreende e pergunta  de onde surgiram. A Bíblia ensina que a velha natureza e toda a sua corrupção continuam lá, e que essas más tentações devem-se somente a ela. Em outras palavras, “um traidor vive dentro de nós”. “Esta tendência desgraçada ao pecado está sempre presente para fazê-lo sucumbir.” A guerra foi declarada! Você agora tem duas naturezas em conflito, e cada uma delas luto pelo domínio.
                A Bíblia ensina que “a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne” (Gálatas, 5:17). É a batalha da vida do eu e da vida de Cristo. Esta velha natureza não agrada a Deus. Não pode ser convertida, nem mesmo consertada. Graças a Deus, ao morrer Jesus o levou com Ele, e a velha natureza pode “se tornar ineficaz e você pode considerar-se morto para o pecado,” (Romanos, 6:11). Isto é feito pela fé.
                Porém, você ainda precisa distinguir com muito cuidado entre o uso e o abuso – entre o que é lícito e o que é ilícito. Alguns desses desejos que surgem podem ser concupiscência pecaminosa ou não.
               Como diz o Dr. W. H. Griffith Thomas: “O significado original da palavra concupiscência é ‘desejo intenso’, e não necessariamente um desejo pecaminoso, uma vez que existem certos desejos de nossa natureza física – tais como a fome e a sede – que partilhamos com o mundo animal e que, em si, são naturais e não pecaminosos. É o seu abuso que constitui pecado. A fome é um desejo natural. A gula é um desejo pecaminoso. Não se deve confundir a preguiça com a exaustão nem com a doença. O casamento está de acordo com a vontade de Deus, como com as injunções da natureza humana, físicas, mentais e sociais. O adultério é um pecado e se opõe à vontade de Deus e a tudo que é puro no corpo, na mente e no coração. Mas há outros desejos da carne que são sensuais e inerentemente pecaminosos. Como por exemplo, o desejo de satisfazer a todo custo nosso ódio e vingança. Precisamos, portanto, distinguir com cuidado entre a concupiscência, que é apenas um desejo intenso, e a mesma concupiscência como um desejo pecaminoso. Os  pecados da carne, sob certos aspectos, são os mais terríveis de todos, pois representam os anseios naturais de praticar o mal. Nem o diabo nem o mundo, nem mesmo nosso coração perverso, podem nos induzir ao pecado. Ele nasce do consentimento e da vontade, e é aqui que entra nossa natureza perversa, com a sua terrível capacidade e possibilidade para o mal.”
               O terceiro inimigo que você enfrentará de imediato é a concupiscência da carne. A carne é aquela tendência maligna que reside em você. Mesmo depois que se converte, seus desejos antigos e pecaminosos podem voltar. Você se surpreende e pergunta  de onde surgiram. A Bíblia ensina que a velha natureza e toda a sua corrupção continuam lá, e que essas más tentações devem-se somente a ela. Em outras palavras, “um traidor vive dentro de nós”. “Esta tendência desgraçada ao pecado está sempre presente para fazê-lo sucumbir.” A guerra foi declarada! Você agora tem duas naturezas em conflito, e cada uma delas luto pelo domínio.
                A Bíblia ensina que “a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne” (Gálatas, 5:17). É a batalha da vida do eu e da vida de Cristo. Esta velha natureza não agrada a Deus. Não pode ser convertida, nem mesmo consertada. Graças a Deus, ao morrer Jesus o levou com Ele, e a velha natureza pode “se tornar ineficaz e você pode considerar-se morto para o pecado,” (Romanos, 6:11). Isto é feito pela fé.
                Porém, você ainda precisa distinguir com muito cuidado entre o uso e o abuso – entre o que é lícito e o que é ilícito. Alguns desses desejos que surgem podem ser concupiscência pecaminosa ou não.
               Como diz o Dr. W. H. Griffith Thomas: “O significado original da palavra concupiscência é ‘desejo intenso’, e não necessariamente um desejo pecaminoso, uma vez que existem certos desejos de nossa natureza física – tais como a fome e a sede – que partilhamos com o mundo animal e que, em si, são naturais e não pecaminosos. É o seu abuso que constitui pecado. A fome é um desejo natural. A gula é um desejo pecaminoso. Não se deve confundir a preguiça com a exaustão nem com a doença. O casamento está de acordo com a vontade de Deus, como com as injunções da natureza humana, físicas, mentais e sociais. O adultério é um pecado e se opõe à vontade de Deus e a tudo que é puro no corpo, na mente e no coração. Mas há outros desejos da carne que são sensuais e inerentemente pecaminosos. Como por exemplo, o desejo de satisfazer a todo custo nosso ódio e vingança. Precisamos, portanto, distinguir com cuidado entre a concupiscência, que é apenas um desejo intenso, e a mesma concupiscência como um desejo pecaminoso. Os  pecados da carne, sob certos aspectos, são os mais terríveis de todos, pois representam os anseios naturais de praticar o mal. Nem o diabo nem o mundo, nem mesmo nosso coração perverso, podem nos induzir ao pecado. Ele nasce do consentimento e da vontade, e é aqui que entra nossa natureza perversa, com a sua terrível capacidade e possibilidade para o mal.”
                Paulo disse que não confiava na carne. Em outra ocasião, recomendou: “Nada disponhais para a carne” (Romanos, 13: 14), E ainda em outra passagem: “Esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão” (II Coríntios, 9: 27). Portanto, devemos tornar a nos render e entregar a Deus para que possamos, pela fé, considerar a velha natureza de fato morta para o pecado

sábado, 23 de julho de 2016

Os Inimigos do Cristão: O Mundo. - Billy Graham

Seu segundo inimigo é o mundo. O mundo significa o cosmo, o sistema universal. O mundo tende a nos induzir ao pecado – os companheiros, os prazeres, as modas, as opiniões e os objetivos maus.
                Você descobrirá ao renascer que seus prazeres se elevaram a um reino por completo novo e glorioso. Muitos não cristãos acusam a vida cristã de ser um conjunto de regras, tabus, vetos e proibições. Esta é mais uma mentira do diabo. Ela não é uma série de “proibições”, mas uma série de “ações”, você se torna tão ocupado trabalhando para Cristo e tão completamente satisfeito com as coisas de Cristo que não terá tempo para as coisas do mundo.
                Suponha que alguém me oferecesse um hambúrguer depois que eu tivesse comido um bom bife. Eu diria: “Não, obrigado, estou satisfeito.”
                Jovem cristão, este é o segredo. Você está tão imbuído das coisas de Cristo, tão apaixonado pelas coisas de Deus, que não tem tempo nem gosto pelos prazeres pecadores deste mundo. A Bíblia diz “A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce” (Provérbios, 27: 7).
                Porém, o mundanismo tem sido em larga escala mal interpretado por milhares de cristãos. Faz-se necessário um certo esclarecimento. Esta talvez seja uma das maiores dificuldades enfrentadas por um cristão jovem e inexperiente.
                O Dr. W.H. Griffith Thomas disse: “Há certos elementos na vida cotidiana que em si não constituem pecado, mas que tendem a induzir ao pecado quando usados em excesso. O abuso significa literalmente o uso excessivo, e, em muito casos, o uso abusivo de coisas lícitas torna-se pecado. O prazer é lícito, mas seu abuso é ilícito. A ambição é parte essencial de um verdadeiro caráter, mas deve se concentrar em objetos lícitos e ser praticada na devida proporção. Nossas atividades diárias, leituras, roupas, amizades e outros aspectos semelhantes da vida são todos lícitos e necessários, mas podem com facilidade se tornar ilícitos, desnecessários e prejudiciais. Pensar nas necessidades da vida é em absoluto essencial, mas isto pode facilmente levar à ansiedade, e, assim como Cristo nos lembra na parábola, as preocupações desta vida sufocam a semente espiritual no coração. Ganhar dinheiro é necessário à subsistência, mas ganhar dinheiro pode degenerar-se em amor ao dinheiro, e, então, a ilusão da riqueza entra em cena e destrói nossa vida espiritual. Assim, o mundanismo não se limita à classe social, ocupação ou circunstância específica, de modo que não podemos distinguir uma classe de outra e chamar uma de mundana e a outra de não mundana... uma de espiritual e a outra de não espiritual. O mundanismo é um estado de espírito, uma atmosfera e uma influência que permeiam a vida e a sociedade humana como um todo, e é preciso proteger-se deles constante e arduamente.”
                A Bíblia diz: “Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo” (1 João, 2: 15). A Bíblia também adverte que o mundo e a “sua concupiscência” passam, “aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João, 2: 17).
                No entanto, em determinadas condições, isto pode se transformar em um problema complexo na nossa vida atual. Muitos jovens me procuram e perguntam: “Isso está errado?” ou “Aquilo está errado?” “Isso é pecado” ou “Aquilo é pecado?” Uma simples pergunta, sincera e fervorosa, resolverá cerca de noventa por cento dos problemas deste tipo. Pergunte apenas a si mesmo todas as vezes: “O que Cristo quer que eu faça?” Outra pergunta que pode fazer a si mesmo é: “Será que Ele abençoaria isto para mim se eu Lhe pedisse?” “O que Cristo pensaria de minhas diversões, passatempos, livros, amigos e programas de televisão?” “Posso pedir a Cristo que me acompanhe a esse determinado programa?” Sendo onipotente, Ele estará lá de qualquer modo. A questão é, e você, deveria estar?
                Isto não significa que sejamos esnobes em sociedade, nem que estejamos correndo o risco de sermos espiritualmente orgulhosos – o que seria muito pior do que o mundanismo. Mas, hoje em dia, há tantos que se professam cristãos caminhando de mãos dadas com o mundo, que não se pode distinguir o cristão do descrente. Isto não devia jamais acontecer.
                O cristão deve se destacar como um diamante resplandecente contra o fundo grosseiro. Deve ser mais saudável do que os outros. Deve ser equilibrado, culto, cortês, bondoso, mas firme nas coisas que faz ou deixa de fazer. Deve sorrir e ser radioso, mas negar-se a permitir que o mundo o rebaixe ao seu nível.

                A Bíblia diz que “tudo que não provém de fé é pecado” (Romanos, 14: 23) e também que “aquele que tem dúvidas é condenado se comer (carne)”. Em outras palavras, jamais devemos fazer algo de que não estejamos tão certos e esclarecidos. Se você tem dúvidas a respeito de uma determinada coisa que o preocupa, se ela é mundana ou não, a melhor política é “não fazê-la”.   

domingo, 17 de julho de 2016

Os Inimigos do Cristão - o diabo. - Billy Graham


Primeiro – o diabo. Já vimos que o diabo é um ser poderoso que se opõe a Deus e tenta o Seu povo. Vimos que, mesmo tendo sido derrotado por Cristo na cruz, ele ainda é capaz de exercer uma influência maligna sobre os homens. A Bíblia o chama de “maligno”, “demônio”, “homicida”, “mentiroso e pai da mentira”, “adversário” que procura devorar, “a antiga serpente” e “o acusador de nossos irmãos” (Mateus, 13:19; Lucas, 4:33; João, 8:44; 1 Pedro, 5:8; Apocalipse, 12:9-10).
No momento em que você se decidiu por Cristo, Satanás sofreu uma extraordinária derrota. Ele está furioso. De agora em diante, irá tenta-lo e procurar atraí-lo para o pecado. Não se assuste. Ele não pode privá-lo de sua salvação e não precisa roubá-lo da certeza da vitória. Fará tudo o que puder para lançar em sua mente as sementes da dúvida quanto à realidade de sua conversão. Você não pode argumentar com ele, pois ele é o maior argumentador de todos os tempos.
A hora do teste surge com a primeira tentação. Lembre-se de não confiar em seus sentimentos; eles são instáveis como um cata-vento sob a ação de um redemoinho. O próximo passo do diabo, bem provável, será fazê-lo sentir-se orgulhoso e importante – fazê-lo confiar em sua capacidade, ambições, desejos e objetivos. Em outra oportunidade, colocará o ódio em seu coração. Ele o tentará para que diga coisas duras e mesquinhas sobre os outros. Colocará inveja, desgosto e maldade em seu coração. Depois, irá tenta-lo para que minta, e você não tardará a se portar como um hipócrita. Mentir é um dos piores pecados, e pode ser cometido por pensamentos, palavras ou ações. Tudo que se faz para enganar outra pessoa é mentira. O diabo se esforçará ao máximo para transformá-lo em um mentiroso. Também tentará fazer com que trabalhe para ele, induzindo outros pecar – tentará levar outros amigos cristãos ao mau caminho. Se não cuidar, você verá de fato a serviço do diabo. Ele é poderoso, esperto, astucioso, ardiloso e sutil. É chamado “deus deste século”, “príncipe deste mundo”, “o príncipe da potestade do ar” (2 Coríntios, 4:4; João, 12:31; Efésios 2:2).
O diabo tentará desencorajá-lo, distraí-lo; buscará enfraquecer seu testemunho; tentará tudo para destruir seu relacionamento com Cristo e sua influência sobre os outros.
Você pergunta: “Como posso vencê-lo? O que posso fazer? Que caminho posso tomar? Há alguma saída?”
“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Coríntios, 10: 13).
Anos atrás, ouvi meu amigo J. Edwin Orr comparar o cristão atacado por Satanás com um rato que é atacado por uma dona-de-casa brandindo uma vassoura. O rato não fica parado contemplando a dona-de-casa nem a vassoura, ele está atento procurando um buraco – ou um meio de fuga. Da mesma forma, nós, cristãos atacado por Satanás, devemos procurar nosso “meio de fuga”.
Deus diz neste versículo que nos proverá com um meio de fuga. Mas lembre-se: A tentação do diabo não é um sinal de que sua vida desagrada a Deus. É na verdade um sinal de que Deus o aprova. A tentação não é pecado. Lembre-se também de que Deus nunca tenta Seus filhos. Nunca leva Seus filhos a duvidarem . Toda as dúvidas e tentações partem do diabo. Lembre-se ainda de que Satanás só tem o poder de tentar. Ele jamais pode forçá-lo a render-se à tentação. Lembre-se de que Satanás já foi vencido por Cristo.  Seu poder se torna ineficaz na vida de um cristão de inteira confiança e submissão, cuja vida depende por completo de Deus.
O poeta se expressou da seguinte forma:
           Treme o diabo ao enxergar
         O mais fraco santo a orar
Dizer que Satanás será derrotado quando lermos ou citarmos as Escrituras, e fugirá como um cão escaldado ao oferecermos resistência, é simplificar demais a questão. Mas podemos contar com o sangue  de Cristo quando formos atacados. Algumas vezes, temos apenas que nos esconder atrás da Pessoa de Cristo e pedir-Lhe para cuidar de nossos problemas. Judas diz: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: “O Senhor te repreenda” (V.9). É isto que precisamos fazer – invocar a Deus.
A Bíblia diz: “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4: 7). Porém, antes disto, Deus diz: “Sujeita-vos... a Deus. “Se você se submeteu por completo, se se rendeu e se entregou cem por cento a Cristo, então poderá “resistir ao diabo”, e a Bíblia promete que ele fugirá de você. O diabo tremerá quando você orar. Será derrotado quando você citar ou ler uma passagem das Escrituras para ele e o deixará quando você lhe oferecer resistência.










sábado, 16 de julho de 2016

Os Inimigos do Cristão - Billy Graham

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e, sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, na regiões celestes.
EFÉSIOS 6:12                                                                                                                                                                                                                 

AGORA que tomou a decisão – agora que renasceu – agora que se converteu – agora que se tornou justo – agora que é filho de Deus – o que vem a seguir? É só isto? Só um momento de decisão e então está tudo acabado? “Tenho mais alguma responsabilidade?”, pergunta você.
          Ah, sim, você apenas começou a vida cristã. Acabou de nascer em um novo mundo – o mundo espiritual. Tudo é novo. Você é, na verdade, um bebê espiritual. Precisa de carinho, amor, cuidados, alimento. Precisa ser amamentado. Precisa de proteção. Esta é uma das razões pelas quais Cristo fundou a Igreja. É quase impossível viver a vida cristã isolado. A maior parte de nós precisa de ajuda e companhia.
                O cristão recém-nascido é como um bebê recém-nascido que precisa de amor. Enquanto revisávamos este livro, minha esposa e eu, fomos passar as férias em uma ilha com a nossa filha mais velha, o marido e o sétimo filho deles, o pequeno Anthony, de três meses – nosso décimo sexto neto. Durante a semana que passamos juntos, ele chorou apenas duas vezes. Por quê? Estava cercado de carinho, amor, cuidados, alimento. Ele só fazia comer, dormir e sorrir. Em teoria, no início de sua experiência espiritual, os “bebês” cristãos precisam desse tipo de alimento, mas, infelizmente, os mecanismos do mundo não permitem que a vida cristã se inicie desta forma. A igreja é o lugar onde ocorre este início, segundo a vontade e os desígnios de Deus.
                Possivelmente, você já percebeu que tem inimigos. São inimigos perigosos e perversos que lançarão mão de qualquer método para derrota-lo em sua vida cristã. Minutos após ter tomado sua decisão, você já encontrou esses inimigos em ação ou se sentiu tentado a cometer algum pecado ou teve um momento de depressão e desânimo. Ora, tudo se torna fascinante e sensacional assim que você se decide a favor de Cristo! Mas também é natural que tenha dúvidas, problemas, perguntas, tentações, desânimo e até dificuldades.
                A Bíblia ensina que você tem três inimigos que o combaterão enquanto viver. Precisa se preparar. Eles precisam ser repelidos.

                Em primeiro lugar, vamos estudar esses inimigos que devemos enfrentar. Vamos desmascará-los e ver como são, quem são e como trabalham.                                                                                                

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O Papel Desempenhado Pela Culpa - Billy Graham

Ter a consciência pesada é uma experiência. Talvez os psicólogos definam como uma experiência de culpa e busquem racionalidade a sensação de culpa para eliminá-la; mas,  uma vez que esta é despertada pela aplicação da lei de Deus, nenhuma explicação poderá silenciar a insistente voz da consciência. Muitos criminosos se entregaram por fim às  autoridades, porque as acusações de uma consciência pesada eram piores do que as grades da prisão.
          Em um artigo sobre a culpa publicada no New York Times (29 de novembro de 1983), a Drª. Helen Block Lewis, psicanalista e psicóloga da Yale University, descreveu a culpa como um sentimento “que ajuda as pessoas a se manterem unidas” aos seus semelhantes. “A culpa é um dos cimentos que nos une e faz com que permaneçamos humanos,” explicou ela. “Se você percebe que fez algo para prejudicar alguém, a culpa o impele a fazer algo para remediar isto, para estabelecer o vínculo.”
            Samuel Rutherford nos disse para “Orar por uma consciência forte e nítida de pecado; quanto maior a consciência menor o número de pecados.” A consciência do pecado e da culpa é a mesma coisa. Ela não só pode mantê-lo de sobreaviso, mas, a exemplo do que ocorre com a dor, pode livrá-lo de apuros. Sem a sensação de dor, seria possível colocar a mão em um fogão quente e não sentir nada. O papel vital que a sensação de dor desempenha na conservação de nossa saúde é explorado no livro Fearfully and Wonderfully Made (Tímida e maravilhosamente destinado), de Paul Brand e Philip Yancey. Eles explicam que não é a lepra em si que causa a deformação tão comum entre os leprosos. É a ausência da sensação de dor quando as mãos ou os pés são feridos (por exemplo, a mão no fogo), que causa a horrível mutilação associada à lepra.
            A Bíblia ensina que Cristo purifica a consciência. Afirma: “Portanto, se o sangue de bode e de touros, e a cinza de uma novilha, aspergida sobre os contaminados, os santifica, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus, 9:13-14.
            Ter a consciência culpada purificada e livrar-se de sua acusação constante é ótimo, mas não é a purificação da consciência que o salva; é a fé em Cristo, e a consciência purificada é o resultado do relacionamento correto com Deus.
            A alegria é um sentimento. A paz interior é um sentimento. O amor pelos outros é um sentimento. A preocupação com o que se perdeu é um sentimento.
            Por fim, alguém talvez diga: “Acredito nos fatos históricos do evangelho, mas ainda assim não fui salvo.” É provável, pois a fé que salva tem uma característica marcante – a fé que salva é aquela que produz obediência, é aquela que determina um modo de vida. Alguns têm muito êxito em imitar esse modo de vida por algum tempo, mas para os que confiam em Cristo para a salvação, esta fé provoca um desejo de viver integralmente a experiência de fé interior. É uma força que resulta na vida com Deus e na entrega a Ele.
            Deixe essa fé intelectual, essa fé histórica que você talvez poderá agora ceder-se inteiro a Cristo, desejando com sinceridade Sua salvação e, com a autoridade da Palavra de Deus, você se torna filho de Deus. “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que creem no seu nome” (João, 1: 12).

sábado, 2 de julho de 2016

Sentimento - Billy Graham


          O sentimento  é a última das três palavras, e a menos importante. Acredito que grande parte da inquietação e incerteza religiosas deve-se àqueles que sinceros e calorosos buscam a salvação e têm uma ideia predeterminada de que precisam passar por algum tipo de estado emocional antes de vivenciar a conversão.

          Aqueles que buscam a salvação, tal como as Escrituras a apresentam, desejarão saber que tipo de experiência a Bíblia nos leva a esperar. Falo àqueles que com frequência se dirigem a um altar, ou a um posto de informações ou que talvez tenham se ajoelhado junto a um aparelho de rádio ou televisão  quando convidados a receber Cristo. Você ouviu a mensagem, compreendeu que é pecador e que necessita do Salvador, reconheceu que sua vida é uma ruína espiritual, experimentou todos os métodos inventados pelo homem para o aperfeiçoamento e a reforma, mas tudo falhou. Sentindo-se  confuso e desesperado, procurou a salvação em Cristo. Acreditou que Ele podia e iria salvá-lo. Leu muitas vezes Seu convite aos pecadores, e m que dizia: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, que eu vos aliviarei”  (Mateus, 11: 28). Leu a promessa que diz: “O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João, 6: 37). Tinha lido como Ele dissera: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7: 37).

O Sentimento Resulta da Fé
   
          Quando entendo algo do amor de Cristo por  mim enquanto pecador, respondo com amor por Cristo – e o amor é um sentimento. Mas o amor por Cristo é um amor que esta acima do amor humano, embora exista uma semelhança. É um amor que nos liberta do eu. No casamento existe o compromisso. Existe também o sentimento. Mas os sentimentos vem e vão. O compromisso fica. Nós que nos comprometemos com Cristo, temos sentimentos que vêm e vão – alegria, o amor, a gratidão e assim por diante. Mas o compromisso permanece inalterado. Os sentimentos são importantes, mas, não essenciais. A Bíblia diz: O perfeito amor lança fora o medo” (1 João, 4: 18). E aqueles que ama a Cristo, depositam Nele uma confiança que os coloca acima do medo. Os psicólogos nos dizem que existe o medo destrutivo e o medo sadio. O medo sadio é instrutivo, fazendo com que nos interessemos por nossos corpos e pelos entes queridos – Jesus nos disse para temer Satanás.
          Quando percebo que Cristo, com Sua morte, obteve, uma vitória decisiva sobre a morte e o pecado, então perco o medo da morte. A Bíblia diz que “Ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hebreus, 2: 14-15). Na certa, isto também é sentimento. O medo é um tipo de sentimento, e superá-lo  com coragem e confiança diante da própria morte é sentimento e experiência. Mas, repito, não é o sentimento de coragem e confiança que nos salva, e sim a nossa fé, e a coragem e a confiança resultam de nossa crença em Cristo. Do Gênese ao Apocalipse, a Bíblia nos diz para temer o Senhor. É o medo do Senhor que coloca todos os outros medos em sua devida perspectiva.