sábado, 23 de julho de 2016

Os Inimigos do Cristão: O Mundo. - Billy Graham

Seu segundo inimigo é o mundo. O mundo significa o cosmo, o sistema universal. O mundo tende a nos induzir ao pecado – os companheiros, os prazeres, as modas, as opiniões e os objetivos maus.
                Você descobrirá ao renascer que seus prazeres se elevaram a um reino por completo novo e glorioso. Muitos não cristãos acusam a vida cristã de ser um conjunto de regras, tabus, vetos e proibições. Esta é mais uma mentira do diabo. Ela não é uma série de “proibições”, mas uma série de “ações”, você se torna tão ocupado trabalhando para Cristo e tão completamente satisfeito com as coisas de Cristo que não terá tempo para as coisas do mundo.
                Suponha que alguém me oferecesse um hambúrguer depois que eu tivesse comido um bom bife. Eu diria: “Não, obrigado, estou satisfeito.”
                Jovem cristão, este é o segredo. Você está tão imbuído das coisas de Cristo, tão apaixonado pelas coisas de Deus, que não tem tempo nem gosto pelos prazeres pecadores deste mundo. A Bíblia diz “A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce” (Provérbios, 27: 7).
                Porém, o mundanismo tem sido em larga escala mal interpretado por milhares de cristãos. Faz-se necessário um certo esclarecimento. Esta talvez seja uma das maiores dificuldades enfrentadas por um cristão jovem e inexperiente.
                O Dr. W.H. Griffith Thomas disse: “Há certos elementos na vida cotidiana que em si não constituem pecado, mas que tendem a induzir ao pecado quando usados em excesso. O abuso significa literalmente o uso excessivo, e, em muito casos, o uso abusivo de coisas lícitas torna-se pecado. O prazer é lícito, mas seu abuso é ilícito. A ambição é parte essencial de um verdadeiro caráter, mas deve se concentrar em objetos lícitos e ser praticada na devida proporção. Nossas atividades diárias, leituras, roupas, amizades e outros aspectos semelhantes da vida são todos lícitos e necessários, mas podem com facilidade se tornar ilícitos, desnecessários e prejudiciais. Pensar nas necessidades da vida é em absoluto essencial, mas isto pode facilmente levar à ansiedade, e, assim como Cristo nos lembra na parábola, as preocupações desta vida sufocam a semente espiritual no coração. Ganhar dinheiro é necessário à subsistência, mas ganhar dinheiro pode degenerar-se em amor ao dinheiro, e, então, a ilusão da riqueza entra em cena e destrói nossa vida espiritual. Assim, o mundanismo não se limita à classe social, ocupação ou circunstância específica, de modo que não podemos distinguir uma classe de outra e chamar uma de mundana e a outra de não mundana... uma de espiritual e a outra de não espiritual. O mundanismo é um estado de espírito, uma atmosfera e uma influência que permeiam a vida e a sociedade humana como um todo, e é preciso proteger-se deles constante e arduamente.”
                A Bíblia diz: “Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo” (1 João, 2: 15). A Bíblia também adverte que o mundo e a “sua concupiscência” passam, “aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João, 2: 17).
                No entanto, em determinadas condições, isto pode se transformar em um problema complexo na nossa vida atual. Muitos jovens me procuram e perguntam: “Isso está errado?” ou “Aquilo está errado?” “Isso é pecado” ou “Aquilo é pecado?” Uma simples pergunta, sincera e fervorosa, resolverá cerca de noventa por cento dos problemas deste tipo. Pergunte apenas a si mesmo todas as vezes: “O que Cristo quer que eu faça?” Outra pergunta que pode fazer a si mesmo é: “Será que Ele abençoaria isto para mim se eu Lhe pedisse?” “O que Cristo pensaria de minhas diversões, passatempos, livros, amigos e programas de televisão?” “Posso pedir a Cristo que me acompanhe a esse determinado programa?” Sendo onipotente, Ele estará lá de qualquer modo. A questão é, e você, deveria estar?
                Isto não significa que sejamos esnobes em sociedade, nem que estejamos correndo o risco de sermos espiritualmente orgulhosos – o que seria muito pior do que o mundanismo. Mas, hoje em dia, há tantos que se professam cristãos caminhando de mãos dadas com o mundo, que não se pode distinguir o cristão do descrente. Isto não devia jamais acontecer.
                O cristão deve se destacar como um diamante resplandecente contra o fundo grosseiro. Deve ser mais saudável do que os outros. Deve ser equilibrado, culto, cortês, bondoso, mas firme nas coisas que faz ou deixa de fazer. Deve sorrir e ser radioso, mas negar-se a permitir que o mundo o rebaixe ao seu nível.

                A Bíblia diz que “tudo que não provém de fé é pecado” (Romanos, 14: 23) e também que “aquele que tem dúvidas é condenado se comer (carne)”. Em outras palavras, jamais devemos fazer algo de que não estejamos tão certos e esclarecidos. Se você tem dúvidas a respeito de uma determinada coisa que o preocupa, se ela é mundana ou não, a melhor política é “não fazê-la”.   

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