Ter a consciência pesada é
uma experiência. Talvez os psicólogos definam como uma experiência de culpa e
busquem racionalidade a sensação de culpa para eliminá-la; mas, uma vez que esta é despertada pela aplicação
da lei de Deus, nenhuma explicação poderá silenciar a insistente voz da
consciência. Muitos criminosos se entregaram por fim às autoridades, porque as acusações de uma consciência
pesada eram piores do que as grades da prisão.
Em um artigo sobre a culpa publicada
no New York Times (29 de novembro de
1983), a Drª. Helen Block Lewis, psicanalista e psicóloga da Yale University,
descreveu a culpa como um sentimento “que ajuda as pessoas a se manterem unidas”
aos seus semelhantes. “A culpa é um dos cimentos que nos une e faz com que
permaneçamos humanos,” explicou ela. “Se você percebe que fez algo para
prejudicar alguém, a culpa o impele a fazer algo para remediar isto, para
estabelecer o vínculo.”
Samuel Rutherford nos disse para “Orar por uma
consciência forte e nítida de pecado; quanto maior a consciência menor o número
de pecados.” A consciência do pecado e da culpa é a mesma coisa. Ela não só pode
mantê-lo de sobreaviso, mas, a exemplo do que ocorre com a dor, pode livrá-lo
de apuros. Sem a sensação de dor, seria possível colocar a mão em um fogão
quente e não sentir nada. O papel vital que a sensação de dor desempenha na
conservação de nossa saúde é explorado no livro Fearfully and Wonderfully Made (Tímida e maravilhosamente
destinado), de Paul Brand e Philip Yancey. Eles explicam que não é a lepra em
si que causa a deformação tão comum entre os leprosos. É a ausência da sensação
de dor quando as mãos ou os pés são feridos (por exemplo, a mão no fogo), que
causa a horrível mutilação associada à lepra.
A Bíblia ensina que Cristo purifica a consciência.
Afirma: “Portanto, se o sangue de bode e de touros, e a cinza de uma novilha,
aspergida sobre os contaminados, os santifica, quanto à purificação da carne,
muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu
sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos
ao Deus vivo!” (Hebreus, 9:13-14.
Ter a consciência culpada purificada e livrar-se de sua
acusação constante é ótimo, mas não é a purificação da consciência que o salva;
é a fé em Cristo, e a consciência purificada é o resultado do relacionamento correto com Deus.
A alegria é um sentimento. A paz interior é um sentimento.
O amor pelos outros é um sentimento. A preocupação com o que se perdeu é um
sentimento.
Por fim, alguém talvez diga: “Acredito nos fatos
históricos do evangelho, mas ainda assim não fui salvo.” É provável, pois a fé
que salva tem uma característica marcante – a fé que salva é aquela que produz
obediência, é aquela que determina um modo de vida. Alguns têm muito êxito em
imitar esse modo de vida por algum tempo, mas para os que confiam em Cristo
para a salvação, esta fé provoca um desejo de viver integralmente a experiência
de fé interior. É uma força que resulta na vida com Deus e na entrega a Ele.
Deixe
essa fé intelectual, essa fé histórica que você talvez poderá agora ceder-se
inteiro a Cristo, desejando com sinceridade Sua salvação e, com a autoridade da
Palavra de Deus, você se torna filho de Deus. “Mas a todos quantos o receberam,
deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que creem no seu nome”
(João, 1: 12).
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