sexta-feira, 8 de julho de 2016

O Papel Desempenhado Pela Culpa - Billy Graham

Ter a consciência pesada é uma experiência. Talvez os psicólogos definam como uma experiência de culpa e busquem racionalidade a sensação de culpa para eliminá-la; mas,  uma vez que esta é despertada pela aplicação da lei de Deus, nenhuma explicação poderá silenciar a insistente voz da consciência. Muitos criminosos se entregaram por fim às  autoridades, porque as acusações de uma consciência pesada eram piores do que as grades da prisão.
          Em um artigo sobre a culpa publicada no New York Times (29 de novembro de 1983), a Drª. Helen Block Lewis, psicanalista e psicóloga da Yale University, descreveu a culpa como um sentimento “que ajuda as pessoas a se manterem unidas” aos seus semelhantes. “A culpa é um dos cimentos que nos une e faz com que permaneçamos humanos,” explicou ela. “Se você percebe que fez algo para prejudicar alguém, a culpa o impele a fazer algo para remediar isto, para estabelecer o vínculo.”
            Samuel Rutherford nos disse para “Orar por uma consciência forte e nítida de pecado; quanto maior a consciência menor o número de pecados.” A consciência do pecado e da culpa é a mesma coisa. Ela não só pode mantê-lo de sobreaviso, mas, a exemplo do que ocorre com a dor, pode livrá-lo de apuros. Sem a sensação de dor, seria possível colocar a mão em um fogão quente e não sentir nada. O papel vital que a sensação de dor desempenha na conservação de nossa saúde é explorado no livro Fearfully and Wonderfully Made (Tímida e maravilhosamente destinado), de Paul Brand e Philip Yancey. Eles explicam que não é a lepra em si que causa a deformação tão comum entre os leprosos. É a ausência da sensação de dor quando as mãos ou os pés são feridos (por exemplo, a mão no fogo), que causa a horrível mutilação associada à lepra.
            A Bíblia ensina que Cristo purifica a consciência. Afirma: “Portanto, se o sangue de bode e de touros, e a cinza de uma novilha, aspergida sobre os contaminados, os santifica, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus, 9:13-14.
            Ter a consciência culpada purificada e livrar-se de sua acusação constante é ótimo, mas não é a purificação da consciência que o salva; é a fé em Cristo, e a consciência purificada é o resultado do relacionamento correto com Deus.
            A alegria é um sentimento. A paz interior é um sentimento. O amor pelos outros é um sentimento. A preocupação com o que se perdeu é um sentimento.
            Por fim, alguém talvez diga: “Acredito nos fatos históricos do evangelho, mas ainda assim não fui salvo.” É provável, pois a fé que salva tem uma característica marcante – a fé que salva é aquela que produz obediência, é aquela que determina um modo de vida. Alguns têm muito êxito em imitar esse modo de vida por algum tempo, mas para os que confiam em Cristo para a salvação, esta fé provoca um desejo de viver integralmente a experiência de fé interior. É uma força que resulta na vida com Deus e na entrega a Ele.
            Deixe essa fé intelectual, essa fé histórica que você talvez poderá agora ceder-se inteiro a Cristo, desejando com sinceridade Sua salvação e, com a autoridade da Palavra de Deus, você se torna filho de Deus. “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que creem no seu nome” (João, 1: 12).

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