sábado, 2 de julho de 2016

Sentimento - Billy Graham


          O sentimento  é a última das três palavras, e a menos importante. Acredito que grande parte da inquietação e incerteza religiosas deve-se àqueles que sinceros e calorosos buscam a salvação e têm uma ideia predeterminada de que precisam passar por algum tipo de estado emocional antes de vivenciar a conversão.

          Aqueles que buscam a salvação, tal como as Escrituras a apresentam, desejarão saber que tipo de experiência a Bíblia nos leva a esperar. Falo àqueles que com frequência se dirigem a um altar, ou a um posto de informações ou que talvez tenham se ajoelhado junto a um aparelho de rádio ou televisão  quando convidados a receber Cristo. Você ouviu a mensagem, compreendeu que é pecador e que necessita do Salvador, reconheceu que sua vida é uma ruína espiritual, experimentou todos os métodos inventados pelo homem para o aperfeiçoamento e a reforma, mas tudo falhou. Sentindo-se  confuso e desesperado, procurou a salvação em Cristo. Acreditou que Ele podia e iria salvá-lo. Leu muitas vezes Seu convite aos pecadores, e m que dizia: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, que eu vos aliviarei”  (Mateus, 11: 28). Leu a promessa que diz: “O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João, 6: 37). Tinha lido como Ele dissera: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7: 37).

O Sentimento Resulta da Fé
   
          Quando entendo algo do amor de Cristo por  mim enquanto pecador, respondo com amor por Cristo – e o amor é um sentimento. Mas o amor por Cristo é um amor que esta acima do amor humano, embora exista uma semelhança. É um amor que nos liberta do eu. No casamento existe o compromisso. Existe também o sentimento. Mas os sentimentos vem e vão. O compromisso fica. Nós que nos comprometemos com Cristo, temos sentimentos que vêm e vão – alegria, o amor, a gratidão e assim por diante. Mas o compromisso permanece inalterado. Os sentimentos são importantes, mas, não essenciais. A Bíblia diz: O perfeito amor lança fora o medo” (1 João, 4: 18). E aqueles que ama a Cristo, depositam Nele uma confiança que os coloca acima do medo. Os psicólogos nos dizem que existe o medo destrutivo e o medo sadio. O medo sadio é instrutivo, fazendo com que nos interessemos por nossos corpos e pelos entes queridos – Jesus nos disse para temer Satanás.
          Quando percebo que Cristo, com Sua morte, obteve, uma vitória decisiva sobre a morte e o pecado, então perco o medo da morte. A Bíblia diz que “Ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hebreus, 2: 14-15). Na certa, isto também é sentimento. O medo é um tipo de sentimento, e superá-lo  com coragem e confiança diante da própria morte é sentimento e experiência. Mas, repito, não é o sentimento de coragem e confiança que nos salva, e sim a nossa fé, e a coragem e a confiança resultam de nossa crença em Cristo. Do Gênese ao Apocalipse, a Bíblia nos diz para temer o Senhor. É o medo do Senhor que coloca todos os outros medos em sua devida perspectiva.    

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