O sentimento
é a última das três palavras, e a
menos importante. Acredito que grande parte da inquietação e incerteza
religiosas deve-se àqueles que sinceros e calorosos buscam a salvação e têm uma
ideia predeterminada de que precisam passar por algum tipo de estado emocional
antes de vivenciar a conversão.
Aqueles que buscam a salvação, tal
como as Escrituras a apresentam, desejarão saber que tipo de experiência a
Bíblia nos leva a esperar. Falo àqueles que com frequência se dirigem a um
altar, ou a um posto de informações ou que talvez tenham se ajoelhado junto a
um aparelho de rádio ou televisão quando
convidados a receber Cristo. Você ouviu a mensagem, compreendeu que é pecador e
que necessita do Salvador, reconheceu que sua vida é uma ruína espiritual,
experimentou todos os métodos inventados pelo homem para o aperfeiçoamento e a reforma,
mas tudo falhou. Sentindo-se confuso e
desesperado, procurou a salvação em Cristo. Acreditou que Ele podia e iria
salvá-lo. Leu muitas vezes Seu convite aos pecadores, e m que dizia: “Vinde a
mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, que eu vos aliviarei” (Mateus, 11: 28). Leu a promessa que diz: “O
que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João, 6: 37). Tinha lido como
Ele dissera: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7: 37).
O Sentimento Resulta da Fé
Quando entendo algo do amor de Cristo
por mim enquanto pecador, respondo com
amor por Cristo – e o amor é um sentimento. Mas o amor por Cristo é um amor que
esta acima do amor humano, embora exista uma semelhança. É um amor que nos
liberta do eu. No casamento existe o compromisso. Existe também o sentimento.
Mas os sentimentos vem e vão. O compromisso fica. Nós que nos comprometemos com
Cristo, temos sentimentos que vêm e vão – alegria, o amor, a gratidão e assim por
diante. Mas o compromisso permanece inalterado. Os sentimentos são importantes,
mas, não essenciais. A Bíblia diz: O perfeito amor lança fora o medo” (1 João,
4: 18). E aqueles que ama a Cristo, depositam Nele uma confiança que os coloca
acima do medo. Os psicólogos nos dizem que existe o medo destrutivo e o medo
sadio. O medo sadio é instrutivo, fazendo
com que nos interessemos por nossos corpos e pelos entes queridos – Jesus nos
disse para temer Satanás.
Quando percebo que Cristo, com Sua
morte, obteve, uma vitória decisiva sobre a morte e o pecado, então perco o
medo da morte. A Bíblia diz que “Ele, igualmente, participou, para que, por sua
morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse
a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida”
(Hebreus, 2: 14-15). Na certa, isto também é sentimento. O medo é um tipo de
sentimento, e superá-lo com coragem e
confiança diante da própria morte é sentimento e experiência. Mas, repito, não
é o sentimento de coragem e confiança que nos salva, e sim a nossa fé, e a
coragem e a confiança resultam de nossa crença em Cristo. Do Gênese ao
Apocalipse, a Bíblia nos diz para temer o Senhor. É o medo do Senhor que coloca
todos os outros medos em sua devida perspectiva.
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