sábado, 4 de abril de 2015

Por que o homem rejeita a Deus - Billy Graham

          Há alguns anos, um colunista de jornal morreu em Denver, Colorado. As pessoas presentes ao funeral ouviam uma gravação em que ele dizia: "Este é o meu funeral. Sou ateu, e o fui por muitos anos. Tenho o maior desprezo por tolices teológicas. Os padres são moralmente covardes. Os milagres são produto da imaginação. Se quatro repórteres fossem enviados a uma execução e registrassem os fatos da forma deturpada como fizeram os apóstolos na Bíblia, eles seriam na mesma hora despedidos. Não quero hinos religiosos. Meu funeral será perfeitamente racional."

          Compare esta visão com a bela descrição da morte feita por Alfred Lord Tennyson, em seu poema In Memoriam: "Ao toque de Deus ele adormeceu."

         Todas as épocas produziram homens que, em seu ódio a Deus, tentaram cumular de escárnios e insultos a Igreja, as Sagradas Escrituras e Jesus Cristo. Sem apresentarem provas, vociferam contra
a voz de Deus. A história dá testemunho dos George Bernard Shaw, dos Robert Ingerssol,dos B.F.Skinner e muitos outros filósofos que se emprenharam em argumentos para eliminar o meda da morte.

          Ouça o antropologista falar sobre a morte na selva. Lá não existe nenhuma "tolice teológica", pois eles não ouviram falar de Jesus Cristo. E o que dizer da morte? Em algumas tribos, os velhos são abandonados na mata para que os animais selvagens possam atacá-los, e os jovens não precisem enfrentar a morte. Em uma outra tribo, despem as roupas, e os que estão ´presentes ao enterro pintam os corpos de branco. Horas seguidas, os gemidos e lamentos das mulheres comunicam ao mundo que uma alma está prestes a deixar o corpo. A morte fora da influência cristã está repleta de horror e desespero - ou, na melhor das hipóteses, de resignação e indiferença. Entre os muçulmanos, por exemplo, a morte é esperada com ansiedade, pois os muçulmanos acreditam que grandes prazeres aguardam os crentes - se eles morrerem matando infiéis ou lutando por sua fé.

          Compare isto com a morte do cristão. Quando Jesus veio ao mundo. Ele ofereceu uma nova perspectiva para a morte. O homem sempre vira a morte como uma inimiga, mas Jesus disse que vencera a morte e suprimira sua dor. Jesus Cristo foi o Realista Mestre quando insistiu em que os homens se preparassem para a morte, que chegaria com certeza. Não se preocupe, disse o Senhor, com a morte do corpo, mas se preocupe, isto sim, com a morte eterna da alma.

       Lembro-me de Helen Morken, que, enquanto morria, foi rodeada pelo marido e pelos filhos que entoavam hinos todos os dias durante horas. Literalmente, os cânticos a levaram à presença do Senhor. E penso nos santos de Deus descritos por Alexander Smellie em seu livro Men of the Covenant (Convênio entre os homens). Ele fala dos grandes homens de fé que morreram nos "tempos de matança" na Escócia, quando as execuções eram tudo, exceto agradáveis. Não havia cadeira elétrica, pelotão de fuzilamento, nem injeção letal para tornar a morte o mais indolor possível. Era um tempo de tortura - de anjinhos, tenazes, de forca e depois esquartejamento. Razão por que os homens descritos por Smellie tinham horror à morte. Porém, cada um deles, quando sobrevinha a morte, morria em um êxtase de alegria!

          A Bíblia indica que há, na verdade, duas mortes: uma é a morte física e a outra é a morte eterna. Jesus advertiu que devemos temer muito a mais a segunda morte do que a primeira morte. Ele descreveu a segunda morte como inferno, que é a eterna separação de Deus. Mostrou que a morte do corpo não é nada comparada ao banimento definitivo e consciente de uma alma do convívio de Deus.      

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