segunda-feira, 27 de abril de 2015

O que Diz a Bíblia - Billy Graham

          Dezenas de passagens das Escrituras Sagradas poderiam ser transcritas para fundamentar que a Bíblia  de fato ensina que o inferno existe para todo aquele que voluntária e conscientemente rejeita Cristo como Senhor e Salvador:
       
          "...estou atormentado nesta chama" (Lucas, 16:24). "E quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito ao inferno de fogo" (Mateus,5:22).
       
           "Mandará o Filho do homem os seus anjos que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mateus, 13: 41-42).

          "Assim será na consumação do século: Sairão os anjos e separarão os maus dentre os justos e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 13: 49-50).

          "Então o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mateus, 25:41).

          "Mas (ele) queimará a palha em fogo inextinguível" (Mateus, 3:12).

          "Em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória de seu poder" (2 Tessalonicenses, 1: 8-9).

          "Também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não tem descanso algum, nem de dia nem de noite" (Apocalipse, 14:10-11).

          "Então a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo, Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago do fogo" (Apocalipse, 20:14-15).

          "Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte" (Apocalipse, 21: 8).

          Contudo, ouço alguém dizer: "Não acredito no inferno. Minha religião é o Sermão da Montanha."

          Bem, vamos atentar-nos para uma passagem do Sermão da Montanha: "Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno" (Mateus, 5:29-30).

          Aqui temos o claro ensinamento de Jesus de que há um inferno. Na verdade, Jesus contava histórias sobre o tema, ilustrava-o e advertia os homens com frequência sobre a insensatez de uma vida pecadora e hipócrita aqui na terra.

    

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Um Tema Impopular - Billy Graham

               Estou consciente de que o tema do inferno não é um tema muito agradável. É muito impopular, polêmico e mal compreendido. Em minhas cruzadas pelos Estados Unidos, contudo, em geral dedico uma noite à discussão deste assunto. Após a discussão, durante dias, chegam aos redatores dos jornais muitas cartas em que as pessoas discutem os prós e os contras, pois a Bíblia tem tanto a dizer sobre este assunto como sobre qualquer outro. Em discussões estudantis nas universidades dos Estados Unidos, com frequência me perguntam: "E quanto ao inferno? Existe fogo no inferno?", e coisas do gênero. Como pastor, devo enfrentar a pergunta. Não posso desconhecê-la, mesmo que deixe as pessoas insatisfeitas e ansiosas. Admito que de todos os ensinamentos da Bíblia, este é o mais difícil.

               Há quem ensine que todos serão salvos um dia, que Deus é um Deus de amor e que nunca mandará ninguém para o inferno. Acreditam que as palavras eterno e permanente não significam de fato para sempre. No entanto, a mesma palavra, que fala do banimento eterno do convívio de Deus, é também usada para a eternidade do céu. Alguém já disse que "a justiça exige que tanto a alegria do justo como o castigo do iníquo façam jus à palavra,  já que são a mesma palavra grega e têm a mesma duração".

               Há outros que ensinam que, depois da morte, aqueles que recusaram receber a redenção de Deus são destruídos, deixam de existir. Examinando a Bíblia do início ao fim, não consigo encontrar um só dado que sustente esta ideia. A Bíblia ensina que, quer sejamos salvos ou condenados, permanece a existência  consciente da alma e da personalidade.

               Há ainda outros que ensinam que depois da morte há uma possibilidade de salvação, que Deus oferecerá uma segunda oportunidade. Se isto é verdade, a Bíblia nada diz, pois adverte de modo contínuo: "Eis agora o tempo sobremodo oportuno; eis agora o dia da salvação" (2 Coríntios, 6:2). 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Compromisso - Mário Celso Rodrigues

    Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? (Romanos 10: 14)   


       Sentado em uma cadeira de base metálica com um fino acolchoado como assento, ansioso aguardava o horário em que um ônibus me levaria ao aeroporto... Preocupações as mais diversas passavam pela minha mente, em momentos antes havia entrando em uma loja que  tinha em sua fachada o nome de uma igreja, na frente uma jovem com cabelos loiros em desalinho, usando uma túnica branca com faixa vermelha que descia em diagonal de um dos ombros até a cintura, se dizendo pastora falava meia dúzia de coisas como se fosse uma pregação,  incentivava os fiéis a exigir de Deus as promessas que estavam escritas na Bíblia que intacta permanecia em cima de um púlpito... A exigência do pagamento dos dízimos... A fidelidade da entrega das cédulas ou moedas era o que de mais importante tinha que fazer os fiéis para que tivessem seus sonhos realizados por quem criou todo o universo.  Na rodoviária pessoas que transitavam de um para outro lugar conversando, gesticulando, nervosas, calmas, preocupadas... alegres, tristes, falantes... caladas.
   
   Em meus pensamentos, os compromissos me tiravam o sossego... Transportadora... licença para conduzir... Clientes para atender, mas, o que me incomodava sobremaneira era a área de conforto em que me achava e que, me obrigava a parar, dizendo em meu consciente não ser capaz, impotente  para, em momento inesperado, me levantar e dizer em alto e bom som o quanto Jesus Cristo nos ama.
     
      De uma para outro lado, as pessoas continuavam transitando... Alegres... tristes, falantes ou caladas. Em meu interior a pergunta que não me fora feita .... A incerteza de minha capacidade em responder com  autoridade que, só Jesus Cristo salva e, somente nele temos as respostas para as aflições que todos os dias batem nas portas do coração...
     
      Sentado na camada fina do acolchoado de uma cadeira metálica, olhando as faces mais diversas que, velozes,  pela plataforma transitavam, podia entender a falta de algo ou a busca constante para o preenchimento da alma... Bombardeado fui pela lembrança do Islã... Recrutando jovens, construindo Mesquitas pelos territórios de nossa amada pátria... Vale do Paraíba... Foz do Iguaçu... Ódio...  Violência... Assassinato de Cristãos.

       Triste por não ter coragem em levantar-me do fino acolchoado, de minha pobre área de conforto para, em potente voz, dizer que Jesus Cristo é amor... Leal amigo... O melhor amigo. Meus ouvidos surdos, em momento inesperado tem seus tímpanos vibrando, quando do meu lado um jovem responde a alguém do outro lado da linha de seu celular um “Glória Aleluia... Deus seja louvado...”   Então despertei... Feliz o meu despertar, há jovens redimidos pelo sangue de Jesus Cristo e compromissados em levar as novas do evangelho... Fazer resplandecer a luz de Cristo e proclamar que SÓ JESUS CRISTO SALVA!!!          

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Dia Primeiro - Mário Celso Rodrigues


     Não podemos conceber exatamente como foi que isto aconteceu, muito menos quando foi que aconteceu. A Ciência tem procurado respostas para estas questões, mas é impossível chegar a uma conclusão científica. Há teorias que remetem o cenário inicial para 10 ou 15 bilhões de anos atrás. Como chegou a esses números bilionários, só mesmo ela em suas elucubrações e equações pode chegar.
     
     Essa mesma ciência tenta explicar o universo e o nosso mundo atribuindo o início de tudo a uma grande explosão, teoria esta que tomou o nome de "big bang". Esta explosão de algo material que desconhecemos, desencadeou além de um grande e imenso clarão, a desintegração de um sem-número de projéteis e partículas, estilhaços e faíscas, que se dispersaram pelo espaço infinito, sendo causa e razão de outras explosões sem fim, para alguns cientistas, dinâmica esta que ainda está se desenrolando no universo em expansão . Esses fragmentos e lascas se espalharam pelo espaço, sendo os formadores das galáxias, dos sóis, dos asteroides, das estrelas recheando assim de corpos celestes o universo que a Cosmogonia tenta nos explicar.

     No entanto, "alguém" já explicou isto com muita simplicidade. O autor de todo este fenômeno o contou para Moisés que o transcreveu no texto que estamos lendo. Tudo que se sabe sobre o universo desde que Pitágoras no século VI  A.C. até Hublle no final deste século XX tentaram desvendar, está contido em duas palavras apenas do autor da vida e do mundo:

"Disse Deus: Haja luz. E  houve luz." Gn 1.3
يجب إلا يكون هناك ضوء (árabe)
ויהי אור  (Hebraico)
Γενηθήτω φως  (grego)

     Que simplicidade... Não importa o idioma, nem mesmo isto havia... "Fiat Lux", e a luz surgiu, remetendo para cada canto do universo, no tempo certo, aquilo que o Senhor queria para formar este cosmos maravilhoso em que habitamos, partícula infinitesimal de um painel descomunal de galáxias, sóis, planetas e estrelas. Isto aconteceu no primeiro dia, apenas. Dia que se compararmos aos tempos da ciência, devem ter correspondido a cerca de 5 bilhões de seus anos. Este é o criacionismo divino em que cremos, diante do evolucionismo que a Ciência nos tenta incutir.


     

Fantasias Sexuais (I) - Pr. Gilson Bifano. Min. Oikos

    

                                  Essa é uma pergunta recorrente que me fazem quando ministro encontros de casais e, muitas vezes, fico em dúvidas se a pessoa que questiona quer uma resposta para uma dúvida sincera ou apenas para saber exatamente onde fica o passo anterior ao pecado e andar por ele. Mas gostaria de levar a pergunta a uma reflexão um pouco mais profunda sobre a questão da sexualidade em nossos dias. A sexualidade tem sido muita distorcida na nossa sociedade moderna. A primeira e grande das distorções à qual somos levados é a idéia de que a sexualidade é um processo exclusivamente fisiológico. A redução à ideia fisiológica do sexo como sendo algo que tem por função exclusivamente gerar um prazer sensorial e orgânico leva ao não relacionamento. A realidade que se esconde por trás de tal prática é a expressão máxima do individualismo contemporâneo. O outro serve apenas de estímulo à minha fantasia pessoal. Trata-se apenas de um objeto que alimenta meu cérebro – que, diga-se de passagem, é o nosso principal órgão sexual. Não existe afeto, não existe comprometimento, muito menos conhecimento do outro, apenas a possibilidade de se dar vazão às fantasias mais primitivas e animalescas. Segundo Favalli (2006): Sexo deixou de ser matéria oculta. Com a queda das instâncias sociais de repressão, as cenas sexuais invadiram o cotidiano de qualquer pessoa. O culto ao corpo e à sensualidade nos assola por todos os meios de comunicação. Sexo tornou-se o veículo mercantilista mais oportuno. Os comportamentos sociais e amorosos alteraram-se e o ato sexual passou ao primeiro plano das relações, em detrimento dos vínculos pessoais e afetivos (p.23) Entendo que o homem foi criado para viver EM RELAÇÃO e que sua vida ganha sentido somente quando ele desenvolve relacionamentos significativos com seus semelhantes, reflexos do relacionamento significativo que ele procura com seu criador. A epístola de João nos afirma que se alguém diz amar a Deus, mas não amar a seu irmão, na expressão concreta deste seu amor a Deus, é mentiroso (I João 4: 7-21). Ao romper seus vínculos relacionais com Deus e com o próximo na tragédia da Queda, o homem perde tal capacidade relacional e desenvolve o que um autor moderno (não-cristão) denomina de “o gene egoísta” – substrato inerente a toda a criatura e que leva o homem a ver o outro como utilitário para a consecução de seus prazeres pessoais. O outro passa a ser visto como uma oportunidade de negócio, um potencial a ser explorado, um utilitário que deve servir a seu proprietário por um determinado tempo de vida útil e que em seguida deve ser trocado por um modelo mais eficiente, moderno e se possível menos custoso. Perde-se a dimensão do outro enquanto pessoa, a dimensão de vínculos significativos que norteiem os relacionamentos. A sexualidade então passa a ter essa dimensão quase exclusivamente utilitária. Os relacionamentos afetivos são limitados ao aspecto glandular. O Outro é apreciado somente enquanto capacidade de me gerar prazer fisiológico. O máximo que se espera de um relacionamento é que ele possa proporcionar bons orgasmos. Lamentavelmente é a este reducionismo biologicista que chegamos neste início de século e milênio. Afirma Favalli (2006) O fato é que o caráter quase automático com que o sexual é praticado pretende reduzi-lo ao nível estritamente instintivo, biológico… O verdadeiro gozo sexual transforma-se na sua caricatura: o prazer desejado deve ser imediato, tão imediato que deixa de ser prazer e se faz repetição estereotipada de atos sem qualquer significação emocional (p.23) Resultante disto a necessidade de discutir o termo ‘relação sexual’. Já não se trata mais de uma relação onde duas pessoas buscam alcançar um alto nível de conhecimento um do outro – significado este implícito nas relações sexuais descritas na Bíblia: (…e conheceu a sua mulher…) através da entrega incondicional ao outro e do desfrute do relacionamento em si, como meta-entidade capaz de aproximar ambos da Imago Dei. Na medida em que se aproximam, se conhecem e se entregam incondicionalmente, são também capazes de conhecer e verdadeiro sentido do amor e, por conseguinte o próprio Criador. Relação sexual, ao contrário, passa a ter o significado, nos dias de hoje, da exclusiva conjugação carnal ou da excitação mútua que leve a tal fim, independente se tal ocorra entre conhecidos ou 

Fantasias Sexuais (II) - Pr. Gilson Bifano. Min. Oikos

          


desconhecidos, se tenham vínculos ou não, se dure minutos ou meses. O termo está mais determinado pelos hormônios que pelo afeto entre as partes. Embora reconheça que o próprio termo afeto já perdeu seu significado dentro desta esfera reducionista do biológico. Os relacionamentos estão definidos muito mais em um aspecto comercial, onde cada parte negocia suas vantagens e, sobretudo, no modelo comercial capitalista neo-liberal, no qual os mais fortes prevalecem sobre os mais fracos. Se há cem anos a repressão aparecia para Freud como a arma mais potente contra as pulsões que promovem a sexualidade e a vida, hoje ela foi substituída por um arsenal moderno e sorrateiro: o disfarce de uma hipersexualidade que sufoca a sexualidade verdadeira, transformando-a num simulacro que engana apenas quem prefere o alívio fugaz da ilusão (Favalli, 2006, p.23) Então chegamos ao elemento central da reflexão que são as fantasias sexuais. Podemos primeiramente nos perguntar de onde elas procedem? E a resposta primária é de que são criações ‘modernas’ para gerar a sensação de um maior desfrute do relacionamento íntimo, ou seja, elementos que os casais (a pessoa) podem adicionar ao seu relacionamento íntimo a fim de lhes proporcionar um maior desfrute – estas idéias são propagadas através de distintos veículos de mídia, alguns com um caráter ‘cientifico’. A pergunta central é: porque um casal precisar recorrer a ‘novas sensações’? ou buscar sensações que proporcionem um maior bem estar? E a resposta está óbvia – porque a forma como o relacionamento está estruturado não proporciona o bem-estar suficiente. Logo se recorre a algo para enfeitar uma estrutura que já está, per si, comprometida. Seria como querer enfeitar uma parede torta para ela parecer mais bonita. Se um relacionamento íntimo entre um casal não proporciona o bem-estar desejado, obviamente esta estrutura tem algum comprometimento e o primeiro passo para se descobrir o que está faltando é o diálogo – não práticas que desviem a atenção da essência. Um marido ou uma esposa deve se perguntar: o que eu posso estar fazendo que minha esposa não se sente segura o suficiente para entregar-se plenamente ao momento de intimidade e desfrutar de todo o potencial prazeroso que o mesmo tem? Estou buscando somente meus interesses? Estou preocupado com a pessoa do outro, seu bem-estar ou só com a minha capacidade de chegar ao orgasmo. Meu interesse pelo outro vai além do fisiológico? São questões honestas que cada cônjuge de se fazer e que podem levar a um nível mais profundo de diálogo que ultrapasse em muito as idéias midiáticas de sexo em uma piscina de motel ou numa banheira cheia de champanhe, de posições mirabolantes do Kama Sutra ou pior, as idéias perversas de elementos que podem ser encontrados em Sex Shops e filmes pornográficos. Quando o outro não é mais a PESSOA de meu encantamento, a quem eu honro e respeito acima de qualquer outra pessoa e passar a ser o OBJETO ao qual eu uso para atingir meus orgasmos e ter sensações fisiológicas, então o relacionamento está indicando que se distanciou muito do propósito de Deus para o casamento e do desfrute da sexualidade. Certa ocasião um colega psicólogo ‘terapeuta familiar’ conversando comigo a respeito de motivos para o casamento me perguntou: porque você casou? E antes que eu pudesse responder ele respondeu por si mesmo: as pessoas casam para ter sexo! Confesso que fiquei assustado com esta formulação, especialmente vindo de um profissional cristão. Alguns anos mais tarde este profissional abandonou a esposa e envolveu-se num escandaloso affair, justificando que a esposa não lhe dava o que ele desejava sexualmente. Na verdade ele jamais soube o sentido mais profundo de um relacionamento interpessoal – apenas usou o outro como OBJETO para satisfação pessoal, o que, em determinado momento, tornou a convivência insuportável e abriu o caminho para as fantasias mais perversas, que se tornaram realidade. Quando a ternura cede espaço ao outro como OBJETO, a fantasia se torna necessária, pois com o passar do tempo, o objeto se torna enfadonho. Assim o limite das fantasias sexuais está diretamente ligado à capacidade de ver o outro como pessoa e envolvê-lo com a ternura, própria do relacional.

REFERÊNCIAS: FAVALLI, Paulo Henrique, Sexualidade Freudiana Cem Anos Depois, Psiquiatria Hoje, 27 (1), 2006, p. 23 - See more at: http://clickfamilia.org.br/oikos/?p=1311#sthash.GALKVAuU.

sábado, 11 de abril de 2015

A Morte de um Santo - Billy Graham

               As últimas declarações de homens à beira da morte fornecem um excelente estudo àqueles que procuram realismo diante da morte.

                    Matthew Henry - "Pecado é amargura. Agradeço a Deus porque tenho força interior."
                             Martin Luther - "Nosso Deus é o Deus de quem nos vem a salvação: Deus é o Senhor por quem nos livramos da morte."
               John Knox - "Vive em Cristo, vive em Cristo, e a carne não precisa temer a morte"
              
                 John Wesley - "O melhor de tudo é que Deus está conosco. Adeus! Adeus!"
               Richard Baxter - "Sinto dor; mas tenho paz. Tenho paz."
               William Carey, o missionário - "Quando eu partir, falem menos do Dr. Carey e mais do Salvador do Dr. Carey"
               Adoniram Judson - "Não estou cansado do trabalho, nem estou cansado do mundo; porém, quando Cristo me chamar para casa, irei com a alegria de um menino se livrando da escola".

               Como é diferente a história do cristão que confessou seu pecado e pela fé recebeu a salvação em Jesus Cristo!

               Durante muitos anos, a Dra. Effie Jane Wheeler ensinou Inglês e Literatura na universidade em que estudei. A Dra. Wheeler era conhecida tanto por sua devoção como por seu conhecimento das disciplinas que ensinava. Em maio de 1949, no feriado comemorativo dos soldados mortos na guerra, a Dra. Wheeler escreveu a seguinte carta ao Dr. Edman, então reitor da universidade , e a seus colegas e antigos alunos:

               "Agradeço de coração o momento que concederam à leitura desta carta na capela, pois antes de saírem de férias, gostaria que soubessem a verdade sobre mim, que só vim a saber na última sexta-feira. Meu médico por fim revelou o verdadeiro diagnóstico de minha doença que vem ocultando há semanas - um caso inoperável de câncer. Se ele fosse cristão, não teria protelado nem vacilado tanto, pois saberia, como vocês e eu sabemos, que a vida ou a morte é igualmente bem-vinda quando vivemos de acordo com a vontade do Senhor e em Sua presença. Se o Senhor me chamou à Sua presença, vou com prazer. Por favor, não lamentem um só momento. Não digo um adeus seco, mas sim um afetuoso Auf Wiedersehen até que nos reencontremos - na terra abençoada onde me permitam descerrar as cortinas quando vocês entrarem. Com o coração cheio de amor por todos vocês. (assinado) Effie Jane Wheeler".

               Apenas duas semanas após escrever esta carta, a Dra. Wheeler se apresentou diante de seu Salvador, que havia cumprido Sua Promessa de eliminar a dor da morte.

               O grande Dwight L. Moody disse em seus últimos momentos de vida: "Este é o meu triunfo; este é o dia de minha coroação! É glorioso!"

               A Bíblia ensina que você é uma alma imortal. Sua alma é eterna e viverá para sempre. Em outras palavras, o seu eu real - a parte de você que pensa, sente, sonha, deseja; o ego, a personalidade - nunca morrerá. A Bíblia ensina que sua alma viverá para sempre em um destes dois lugares - ou no céu, ou no inferno. Se você não é cristão e nunca renasceu, então a Bíblia ensina que sua alma vai de imediato para um lugar que Jesus chamou de Hades, onde você aguardará o julgamento de Deus.     




                   

sábado, 4 de abril de 2015

Por que o homem rejeita a Deus - Billy Graham

          Há alguns anos, um colunista de jornal morreu em Denver, Colorado. As pessoas presentes ao funeral ouviam uma gravação em que ele dizia: "Este é o meu funeral. Sou ateu, e o fui por muitos anos. Tenho o maior desprezo por tolices teológicas. Os padres são moralmente covardes. Os milagres são produto da imaginação. Se quatro repórteres fossem enviados a uma execução e registrassem os fatos da forma deturpada como fizeram os apóstolos na Bíblia, eles seriam na mesma hora despedidos. Não quero hinos religiosos. Meu funeral será perfeitamente racional."

          Compare esta visão com a bela descrição da morte feita por Alfred Lord Tennyson, em seu poema In Memoriam: "Ao toque de Deus ele adormeceu."

         Todas as épocas produziram homens que, em seu ódio a Deus, tentaram cumular de escárnios e insultos a Igreja, as Sagradas Escrituras e Jesus Cristo. Sem apresentarem provas, vociferam contra
a voz de Deus. A história dá testemunho dos George Bernard Shaw, dos Robert Ingerssol,dos B.F.Skinner e muitos outros filósofos que se emprenharam em argumentos para eliminar o meda da morte.

          Ouça o antropologista falar sobre a morte na selva. Lá não existe nenhuma "tolice teológica", pois eles não ouviram falar de Jesus Cristo. E o que dizer da morte? Em algumas tribos, os velhos são abandonados na mata para que os animais selvagens possam atacá-los, e os jovens não precisem enfrentar a morte. Em uma outra tribo, despem as roupas, e os que estão ´presentes ao enterro pintam os corpos de branco. Horas seguidas, os gemidos e lamentos das mulheres comunicam ao mundo que uma alma está prestes a deixar o corpo. A morte fora da influência cristã está repleta de horror e desespero - ou, na melhor das hipóteses, de resignação e indiferença. Entre os muçulmanos, por exemplo, a morte é esperada com ansiedade, pois os muçulmanos acreditam que grandes prazeres aguardam os crentes - se eles morrerem matando infiéis ou lutando por sua fé.

          Compare isto com a morte do cristão. Quando Jesus veio ao mundo. Ele ofereceu uma nova perspectiva para a morte. O homem sempre vira a morte como uma inimiga, mas Jesus disse que vencera a morte e suprimira sua dor. Jesus Cristo foi o Realista Mestre quando insistiu em que os homens se preparassem para a morte, que chegaria com certeza. Não se preocupe, disse o Senhor, com a morte do corpo, mas se preocupe, isto sim, com a morte eterna da alma.

       Lembro-me de Helen Morken, que, enquanto morria, foi rodeada pelo marido e pelos filhos que entoavam hinos todos os dias durante horas. Literalmente, os cânticos a levaram à presença do Senhor. E penso nos santos de Deus descritos por Alexander Smellie em seu livro Men of the Covenant (Convênio entre os homens). Ele fala dos grandes homens de fé que morreram nos "tempos de matança" na Escócia, quando as execuções eram tudo, exceto agradáveis. Não havia cadeira elétrica, pelotão de fuzilamento, nem injeção letal para tornar a morte o mais indolor possível. Era um tempo de tortura - de anjinhos, tenazes, de forca e depois esquartejamento. Razão por que os homens descritos por Smellie tinham horror à morte. Porém, cada um deles, quando sobrevinha a morte, morria em um êxtase de alegria!

          A Bíblia indica que há, na verdade, duas mortes: uma é a morte física e a outra é a morte eterna. Jesus advertiu que devemos temer muito a mais a segunda morte do que a primeira morte. Ele descreveu a segunda morte como inferno, que é a eterna separação de Deus. Mostrou que a morte do corpo não é nada comparada ao banimento definitivo e consciente de uma alma do convívio de Deus.