sexta-feira, 17 de abril de 2015

Um Tema Impopular - Billy Graham

               Estou consciente de que o tema do inferno não é um tema muito agradável. É muito impopular, polêmico e mal compreendido. Em minhas cruzadas pelos Estados Unidos, contudo, em geral dedico uma noite à discussão deste assunto. Após a discussão, durante dias, chegam aos redatores dos jornais muitas cartas em que as pessoas discutem os prós e os contras, pois a Bíblia tem tanto a dizer sobre este assunto como sobre qualquer outro. Em discussões estudantis nas universidades dos Estados Unidos, com frequência me perguntam: "E quanto ao inferno? Existe fogo no inferno?", e coisas do gênero. Como pastor, devo enfrentar a pergunta. Não posso desconhecê-la, mesmo que deixe as pessoas insatisfeitas e ansiosas. Admito que de todos os ensinamentos da Bíblia, este é o mais difícil.

               Há quem ensine que todos serão salvos um dia, que Deus é um Deus de amor e que nunca mandará ninguém para o inferno. Acreditam que as palavras eterno e permanente não significam de fato para sempre. No entanto, a mesma palavra, que fala do banimento eterno do convívio de Deus, é também usada para a eternidade do céu. Alguém já disse que "a justiça exige que tanto a alegria do justo como o castigo do iníquo façam jus à palavra,  já que são a mesma palavra grega e têm a mesma duração".

               Há outros que ensinam que, depois da morte, aqueles que recusaram receber a redenção de Deus são destruídos, deixam de existir. Examinando a Bíblia do início ao fim, não consigo encontrar um só dado que sustente esta ideia. A Bíblia ensina que, quer sejamos salvos ou condenados, permanece a existência  consciente da alma e da personalidade.

               Há ainda outros que ensinam que depois da morte há uma possibilidade de salvação, que Deus oferecerá uma segunda oportunidade. Se isto é verdade, a Bíblia nada diz, pois adverte de modo contínuo: "Eis agora o tempo sobremodo oportuno; eis agora o dia da salvação" (2 Coríntios, 6:2). 

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