domingo, 28 de dezembro de 2014

Feliz Ano Novo - Mário Celso Rodrigues

O tempo passa, ontem comemorávamos os trezentos e sessenta e cinco dias que logo estaremos, em contagem regressiva, chegando ao final...
Mais trezentos e sessenta e cinco dias, cheirando a novo, estaremos recebendo de mãos espalmadas como que se recebe um cobiçado presente, para tais, já temos, ou não, tudo bem planejado, sabemos o que faremos a cada dia, não desperdiçaremos nada, tudo sabiamente organizado... As férias, já bem no início - nelas estaremos revigorando nossas forças, desfrutando das delícias da natureza... Praias... Campo... Cidades cinematográficas em algum outro país... Crianças, relva, borboletas e flores e, as "...águas de março fechando o verão".

     Transporte coletivo lotado... Trânsito caótico... Chefe mau humorado... Papel na bolsa desvalorizado...

     Desemprego, orçamento estourado... Incessante procura... Frustração... Amigos ausentes...

     Reflexão... Onde o erro, no planejamento e em sua ação...?

     Mais um dia e nada acontece... Quando mais se vai ao encontro do sim, a resposta é não pois a vaga foi ocupada por alguém de maior experiência.

     O retorno é longo a ansiedade de chegar ao lar não mais existe... Nos olhos dos filhos a pergunta sem resposta, com a esposa não há o que dialogar...  No quarto, sentado em rota cama ou sobre uma "King" as lágrimas silenciosas também cobram uma resposta...

     "... Se Ele não for o primeiro em seu coração..." Vinha de fora, alguém cantava uma canção... De nada adianta se Ele não for o primeiro no coração... Se não buscarmos nEle a solução...

     Eis a resposta: Ao planejarmos nossa vida devemos buscar em primeiro plano a orientação daquEle que nos criou...

     Queremos ser bem sucedidos nestes novos trezentos e sessenta e cinco dias que Deus nos concede...? Eis a chave do sucesso: "...buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas..." Mateus 6:33.


AOS QUE ME SEGUEM E ME PRESTIGIAM COM A LEITURA DE MEUS TEXTOS, DESEJO-LHES UM FELIZ ANO NOVO... QUE DEUS OS ABENÇOE E OS GUARDE  

Foi Deus Quem Criou o Mal? - Billy Graham


     Aqui nos deparamos com o maior de todos os mistérios, o mais significante de todos os segredos, a mais irrespondível de todas as perguntas. Como poderia Deus - que é todo poderoso, santíssimo e amantíssimo - ter criado o mal ou permitido que o diabo o criasse? Por que Adão teve que ser tentado? Porque Deus não destruiu o diabo quando ele entrou no corpo da serpente para sussurrar maus pensamentos a Eva?


     A Bíblia nos fornece algumas indicações quanto à possível resposta. Mas a Bíblia também deixa bem claro que o homem não deve conhecer a resposta inteira até que Deus permita que o diabo e suas maquinações O ajudem a realizar os Seus desígnios.

     Antes da queda de Adão, muito antes mesmo de Adão existir, parecia que o universo de Deus estava dividido em esferas de influência, cada uma sob a supervisão e o controle de um anjo ou príncipe celeste, e que todos tinham que prestar contas diretamente a Deus. Paulo nos fala de "Tronos, soberanias, principados e potestades" tanto no mundo visível como no invisível (Colossenses, 1:16; Efésios, 1:21). A Bíblia faz frequentes alusões a anjos e arcanjos, mostrando que havia uma ordem estabelecida entre eles, sendo alguns mais poderosos do que outros.

     O diabo deve ter sido extremamente um destes príncipes celestes e poderosos,a quem, é provável, a terra foi destinada como sua província especial. Conhecido como Lúcifer, " o que leva o archote", ele deve ter estado muito próximo a Deus - tão próximo, de fato, que a ambição entrou em seu coração e ele decidiu não ser o príncipe querido de Deus, mas colocar-se em pé de igualdade com o próprio Deus! Lúcifer não era a contraparte de Deus, mas a contraparte de Miguel ou Gabriel; ele não era um deus caído, mas um anjo caído.

     Foi neste momento que a ruptura surgiu no cosmos. Foi neste momento que o universo - que fora todo perfeito e harmonioso segundo a vontade de Deus - rompeu-se, e uma parte dele colocou-se contra Deus. Da mesma forma que existem hoje regimes e seitas que negam a existência de Deus ou desafiam Sua autoridade, assim também o diabo desafiou Deus e tentou estabelecer sua própria autoridade. Abandonou sua posição no governo de Deus, desceu às esferas celestiais mais baixas e proclamou que seria igual a Deus Todo-Poderoso. Fora designado por Deus o príncipe deste mundo; e Deus ainda não o removera desta posição, embora as bases justas para a remoção tenham sido firmadas pela morte de Cristo. Desde aquele momento, o diabo contesta Deus na terra.
 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Basta que nos rendamos - Mário Celso Rodrigues

     E então estamos passando os dias mais felizes de todos os demais passados... Natal, nascimento de Jesus Cristo... Músicas... Abraços... Felicitações... Doces momentos de perdão.   Final de um ano e início de outro... Projetos e projeções... Promessas de uma nova vida... Consertos... Novos rumos, desejo de uma vida mais feliz.

     Que maravilha se todos os trezentos e sessenta e cinco dias fossem iguais a estes trinta e um do mês de dezembro, mas, logo no início, a partir do dois de janeiro... As preocupações começam a tomar conta... Finanças... Desemprego... Desavenças... Descobertas... Traições.

     Tudo volta ao normal... Normal, como normal se fogem aos parâmetros daquEle que tudo criou? Então voltamos aos primórdios... "No princípio, criou Deus os céus e a terra..." Gen. 1;1. Certeza há, se fosse lembrado, nestas festivas e atuais datas, do grande amor do Criador em nos criar para, fazendo-nos assim de filhos, nos amar... O louvaríamos como gratidão e em consequência teríamos esta vida que tanto almejamos nos trinta e um dias de dezembro. No entanto, tudo tem sido o contrário, continuamos em desobediência "...mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis..." Gen. 3;3. 

     Tem sido mais interessante, sem pensarmos no depois, decidirmos o modo de como queremos viver, porque vivermos conforme o querer de quem nem mesmo vemos ou, não nos interessa ver? Precisamos aplicar nossa decisões e justiça, precisamos nos satisfazer e aproveitar todas as delícias que todos os dias nos são colocadas à frente... E, porque queremos mais e mais abrir nossos olhos e vislumbrar nosso próprio horizonte... Queremos conhecer o bem e também o mal, vivem-se os trezentos e trinta e quatro dias em total miséria e desarmonia... Desavenças e desunião com aqueles que, hipocritamente, haveremos de cumprimentar desejando-lhes feliz Ano Novo... 

     Há milhares de anos, tem sido assim, desde o fatídico dia da desobediência e, mesmo assim, Deus em sua infinita misericórdia e amor nos envia o próprio filho, não para nos incentivar a presentear pessoas ou nos ensinar o hipócrita aperto de mãos ou falsos abraços, mas, para nos resgatar e nos redimir com o seu sangue derramado em uma infamante cruz lá no Gólgota...  Em obediência, este Jesus, que estamos comemorando seu nascimento, se entregou à morte na cruz para que, ao permitirmos que Ele faça morada em nossos corações, nos devolva a Deus como presentes regenerados e renovados... Na realidade, Deus não nos virou as costas, mandou o próprio filho para que morresse em nosso lugar. 

     Se quisermos uma vida de paz e feliz nestes novos dias que estaremos comemorando na passagem de trinta e um de dezembro para primeiro de janeiro... Basta que nos rendamos e deixemos que Ele nasça em nossos corações, não só em vinte e cinco de dezembro, mas todos os dias... Nosso louvor será real pois estaremos retribuindo o grande amor de Deus e suas maravilhas sobre nossas vidas.

UM FELIZ ANO NOVO A TODOS OS QUE ME PRESTIGIAM COM A ATENÇÃO... QUE DEUS LHES ABENÇOEM RICAMENTE    
             

   

sábado, 13 de dezembro de 2014

Como Lidar com o Demônio - Billy Graham

     Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. EFÉSIOS, 6:12

   

    EXISTE um principio satânico envolvido em tudo o que acontece hoje. A Bíblia descreve "a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo" (Apocalipse, 12:9), e sabemos que ela está em ação, confundindo todos os povos e todas as nações. Vemos seus feitos por toda a parte.

     Enquanto gostaríamos de ter esperança de que a paz universal está cada vez mais próxima, ao contrário, parece que estamos à beira do Armagedom. Ouvimos dizer que houve centenas de "pequenas"  guerras entre 1945 e 1979, que causaram entre doze a treze milhões de mortes. Pois Satanás está decidido que o rio escuro e infeliz da humanidade continue seu percurso atormentado até o fim dos tempos. Ele conquistou Adão no Éden e está convencido de que pode reclamar as almas dos descendentes de Adão para si.

     Não há uma só pessoas sensata no mundo de hoje que não tenha se questionado muitas vezes sobre a existência do diabo. Que ele existe de fato não há dúvida. Vemos seu poder e influência em toda a parte. A questão não é se existe diabo, mas sim como e porque o diabo surgiu.

     Sabemos pela história de Adão e Eva que o diabo já estava presente na terra antes que Deus criasse o primeiro homem. O diabo já existia, caso contrário, Deus não teria criado uma árvore, cujo fruto permitisse o conhecimento do bem e do mal. Não teria havido necessidade de tal árvore, nem possibilidade de sua existência, se o mal já não estivesse presente, e o homem não precisasse de proteção contra ele.

    

sábado, 6 de dezembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado (O Único Remédio) - Billy Graham

O Único Remédio
     A única salvação do homem para o pecado encontra-se em uma colina deserta, árida, em forma de caveira; um ladrão está pendurado em uma cruz, um assassino em outra e, entre eles, um Homem com uma coroa de espinhos. O sangue escorre de Suas mãos e pés, jorra do Seu peito, desce pelo Seu rosto  - enquanto aqueles que estão assistindo a tudo zombam e escarnecem Dele.
     
     E quem é esta figura torturada, quem é este Homem que outros homens buscam humilhar e destruir? É o Filho de Deus, O Príncipe da Paz, o Mensageiro enviado pelos céus à terra dominada  pelo pecado. É Aquele perante quem os anjos se prostram e ocultam os rostos. E, no entanto, acha-se pendurado à cruz, sangrando abandonado.

     Que O trouxe  a este lugar de horrores? Quem infligiu esta horrível tortura ao Homem que veio nos ensinar o amor? Você e eu, pois foi pelo seu pecado que Jesus foi pregado à cruz. Neste momento imortal, a espécie humana conheceu a negra extensão do pecado, desceu às suas profundezas, atingiu seus limites abomináveis. Não é de admirar que o sol, não podendo suportar, ocultasse a face!

     Como escreveu Charles Wesley:

     Como pode o sangue do Salvador
     em meu favor ter sido derramado?
     Morreu por mim, que causou Sua dor?...
  
     Amor sem igual! É difícil crer
     Que Vós, meu Deus, fôsseis por mim morrer.

     Mas o pecado excedeu-se a cruz. A hedionda injustiça humana, que crucificou Cristo, tornou-se o meio que revelou ao homem o caminho de sua libertação. A obra-prima de vergonha e ódio do pecado tornou-se a obra-prima da misericórdia e perdão de Deus. Com a morte de Cristo na cruz, para aqueles que acreditam Nele, o próprio pecado foi crucificado. O pecado foi vencido na cruz. Sua morte é a base da nossa esperança, a promessa do nosso triunfo! Cristo carregou em Seu próprio corpo crucificado os pecados que nos acorrentam. Ele morreu por nós e ressuscitou. Ele comprovou a veracidade de todas as promessas de Deus ao homem; e se você aceitar Cristo pela fé hoje, também poderá ser perdoado dos seus pecados. Pode sentir-se livre e seguro sabendo que, através do amor de Cristo, sua alma purifica-se do pecado e salva-se da perdição.

      

domingo, 30 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - Causa e Efeito (3). Billy Graham

     
(continuação e conclusão do tópico "Causa e efeito". Próxima postagem: O único remédio).

O Dr. Richard Beal nos fornece cinco definições sobre o pecado.
     Primeiro: pecado é ilegalidade, a transgressão da lei de Deus (1 João, 3:4). Deus estabeleceu a fronteira entre o bem e o mal, e, sempre que ultrapassamos esta fronteira, sempre que somos culpados de intrusão na área proibida do mal, estamos infringindo a lei. Sempre  que deixamos de cumprir os Dez Mandamentos, sempre que contrariamos os preceitos do Sermão da Montanha, transgredimos a lei de Deus e somos culpados de pecar.

     Se você olhar os Dez Mandamentos um por um, notará como a humanidade hoje está decidida, ao que parece, não apenas em infringi-los, mas também em exaltar a infração! Desde a idolatria, que é colocar qualquer coisa acima de Deus, a lembrar de guardar o domingo (onde estariam o futebol e o beisebol profissionais, se os cristãos se recusassem a assisti-los aos domingos?), a honrar os pais (livros como Mamãezinha querida que denunciam os pecados dos pais) à cobiça e ao adultério - parece que houve um esforço planejado na infração deliberada de cada Mandamento, E não apenas isto, mas parece haver uma tentativa resoluta para torná-la atraente!

     Tiago deixou claro que somos todos culpados quando disse: "Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte" (Tiago 1: 14-15). É porque todos nós infringimos as leis de Deus, todos transgredimos Seus mandamentos, que somos classificados de pecadores.

     Segundo: a Biblia descreve o pecado como iniquidade. Iniquidade é o desvio do que é certo, quer o determinado ato tenha sido expressamente proibido ou não. A iniquidade está ligada a nossas motivações interiores, às mesmas coisas que tentamos com tanta frequência ocultar aos olhos dos homens e de Deus. São as transgressões que advêm de nossa própria natureza corrupta, e não os atos malignos, que a força das circunstâncias à vezes nos levam a cometer.

     Jesus descreveu a corrupção interior quando disse; "Porque de dentro dos corações dos homens é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja,a blasfêmia, a soberba, a loucura: Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem" (Marcos, 7: 21-23)

     Terceiro: A Bíblia define o pecado como errar o alvo, não atingir o objetivo que foi determinado. O objetivo de Deus é Cristo. O objetivo e propósito final da vida toda é viver à altura da vida de Cristo. Ele veio para nos mostrar o que o homem pode alcançar aqui na terra; e quando não seguimos Seu exemplo, erramos o alvo e deixamos de alcançar o padrão divino.

     Quarto: O pecado é uma forma de transgressão. É a intrusão da vontade própria na esfera da autoridade divina. O pecado não é somente uma coisa negativa, não é apenas a ausência de amor a Deus. O pecado é fazer uma escolha positiva, preferir a si mesmo em vez de Deus. É a centralização da afeição em si mesmo em vez de entregar-se de todo coração a Deus. O egoísmo e o egocentrismo são sinais tão evidentes do pecado quando o roubo e o homicídio. Talvez seja esta a forma de pecado mais sutil e destrutiva, pois torna fácil negligenciar o rótulo no frasco de veneno. Aqueles que se apegam a si mesmos, aqueles que centram toda sua atenção na própria pessoa, aqueles que levam em conta apenas os próprios direitos são tão pecadores quanto o bêbado ou a prostituta.

     Jesus disse: "Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos , 8:36). Traduzindo em termos modernos, será que não poderíamos dizer: "O que lucra um homem construindo um grande império industrial, se ele está corroído de úlceras e não pode aproveitar a vida? O que lucra um ditador, conquistando um hemisfério, se precisa conviver com o medo constante da bala de um vingador ou da faca de um assassino? O que lucra um pai que educa os filhos com autoridade excessiva, se é rejeitado por eles mais tarde e abandonado a uma velhice solitária?" Sem dúvida, o pecado do egoísmo é um pecado mortal.

     Quinto: É um insulto à veracidade de Deus, "Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho" (1 João, 5:10).

     É a descrença que fecha a porta do céu e abre a do inferno. É a descrença que rejeita a Palavra de Deus e recusa a Cristo como Salvador. É a descrença que leva o homem a fazer ouvidos de mercador ao evangelho e a negar os milagres de Cristo.

     O pecado implica pena de morte, e nenhum homem tem em si a capacidade de salvar-se da pena do pecado ou de purificar o próprio coração de sua corrupção. Os anjos e os homens não podem reparar o pecado. É somente Cristo que pode salvar o pecador do destino que na certa o espera. "Porque o salário do pecado é a morte" (Romanos, 6:23). "A alma que pecar, essa morrerá" (Ezequiel, 18:4). "Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele o seu resgate" (Salmos, 49:7). "Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor" (Sofonias, 1:18).      

domingo, 16 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado. Causa e Efeito (2) - Billy Graham

     ... foram pecadores antes delas! Contudo, a Bíblia afirma: "Porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos,3:22-23). A Bíblia declara que cada pessoa na terra é pecadora á vista de Deus; e sempre que ouço alguém excluir-se de tão forte afirmação, lembro-me da estória do funcionário da igreja que um dia foi conversar com o pastor sobre o pecado.

     Disse ele ao pastor: "Doutor, nós da congregação gostaríamos que o senhor não falasse tanto nem com tanta clareza sobre o pecado. Achamos que se nossos filhos e filhas ouvirem o senhor discutir muito o assunto, se tornarão pecadores com mais facilidade. Por que o senhor não chama o pecado de 'erro' ou diz que nossos jovens são muitas vezes culpados de 'falta de juízo' - mas, por favor, não fale tão abertamente sobre o pecado."

     O pastor afastou-se, tirou um frasco de veneno de uma prateleira alta e mostrou-o ao visitante. O frasco estava claramente marcado em grande letras vermelhas: "Veneno! Não mexa!"

     - O que você gostaria que eu fizesse? - perguntou o pastor - Acha que seria sensato de minha parte remover este rótulo e colocar um que venha dizendo "Essência de hortelã"? Não vê que quanto mais inofensivo for o rótulo mais perigoso será o veneno?

     O pecado - o simples e antiquado pecado, o mesmo pecado que causou a queda de Adão - é a nossa doença de hoje e nos fará muito mais mal se tentarmos enfeitá-lo com um rótulo bonito e mais atraente. Não precisamos de uma nova palavra para ele. O que precisamos, é descobrir o que a palavra que já temos significa! Pois, embora o pecado com certeza predomine no mundo de hoje, por mais difundido que seja, por mais atraente, há multidões que ignoram por completo o seu verdadeiro significado. É a visão mal orientada e distorcida do pecado que impede a conversão de muitos homens e mulheres. É a falta da verdadeira compreensão do pecado que impossibilita muitos cristãos de viverem a verdadeira vida de Cristo.

     Uma velha canção religiosa dos negros americanos diz: "Nem todo o mundo que fala do paraíso vai para lá," e o mesmo se aplica ao pecado. Nem todos os que falam do pecado compreendem com clareza o que ele significa, e é de suprema importância que nos familiarizemos com o modo como Deus o encara.

     Podemos tentar ver o pecado como algo pouco importante e nos referimos a ele como "fraqueza humana". Podemos tentar chamá-lo de insignificante. Mas Deus o chama de tragédia. Nós o consideramos um acidente, mas Deus declara que é uma abominação. O homem busca eximir-se do pecado, mas Deus busca convencê-lo e salvá-lo. O pecado não é nenhum brinquedo divertido - é um terror a ser evitado! Aprenda, então, o que constitui pecado aos olhos de Deus!


Continua
     


sábado, 15 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado. Causa e Efeito (1) - Billy Graham

Causa e Efeito

    O homem parece ter esquecido a lei sempre presente de causa e efeito, que vigora em todos os níveis deste universo. Os efeitos são suficientes claros, mas a causa arraigada e profunda parece ser menos nítida. Talvez seja a praga da filosofia moderna do "progresso" que esteja enfraquecendo a visão do homem. Talvez o homem esteja tão enamorado dessa sua tola teoria, que ele se aferra à crença de que a espécie humana está avançando, vagarosa mas firme, em direção à perfeição final.

     Muitos filósofos poderão até argumentar que a atual tragédia mundial é apenas um incidente na marcha ascendente e eles apontam outros períodos na história humana em que a perspectiva parecia igualmente desalentadora e o resultado igualmente irremediável. Os filósofos diriam que as tristes condições que atravessamos agora são apenas as dores de parto de um dia melhor! Estes homens são ainda crianças tateando e tropeçando pelo jardim de infância da vida, a uma longa distância ainda dos seres maduros e sensíveis em que se transformarão daqui a séculos!

     Porém a Bíblia deixa claro o que a ciência natural parece tão relutante em admitir - que a natureza revela tanto um Criador como um corruptor. O homem culpa o Criador pela obra do corruptor. O homem esquece que o nosso mundo não é como Deus o fez. Deus fez o mundo perfeito. O pecado o corrompeu. Deus fez o homem inocente, mas o pecado sobreveio e o tornou egoísta. Toda manifestação do mal é o resultado do pecado básico - o pecado que se manteve inalterado desde o momento que entrou pela primeira vez na espécie humana. Ele pode manifestar-se de diferentes formas, mas o fundamental é que o mesmo pecado que faz um selvagem africano esqueirar-se por uma trilha da floresta esperando sua vítima com uma lança na mão, faz um piloto instruído e bem treinado sobrevoar a mesma floresta em um avião a jato para bombardear um vilarejo desconhecido.

     O dois homens estão separados por séculos de cultura. Pode-se dizer que um deles está muito mais "adiantado" do que o outro, um deles tem todas as vantagens da civilização criada pelo homem; enquanto o outro está ainda no estado "primitivo" - e, no entanto, seriam eles de fato tão diferentes? Não são ambos motivados pelo medo e pela desconfiança de seus semelhantes? Não estão ambos de modo egoísta concentrados em atingir seus objetivos, custe o que custar a seus irmãos? Seria uma bomba menos selvagem ou brutal ou mais civilizada que uma simples lança? Podemos esperar encontrar uma solução para nossos problemas, enquanto tanto o mais "primitivo" quanto o mais "adiantado" entre nós estão mais ansiosos para matar do que para amar nosso próximo? 

     Toda a dor, toda a amargura, toda a violência, tragédia, sofrimento e vergonha da história do homem se resumem em uma única palavra - pecado. Nos dias atuais, a reação geral é: "e daí?" De fato há uma tentativa explícita de tornar o pecado popular e atraente. As séries mais populares da TV americana tratam dos ricos decadentes. As capas de revista com freqüência retratam os imorais, os pervertidos, os psicologicamente doentes, O pecado está "na moda".

     As pessoas não gostam que lhes digam que são pecadoras, do mesmo modo como seus pais e avós...  
(Continua)  

sábado, 8 de novembro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - Billy Graham

A Escolha de Cristo

   

     A grande diferença foi que Jesus Cristo resistiu à tentação! Quando o diabo mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e prometeu-lhe a glória se Ele seguisse apenas a Satanás em vez de Deus, Nosso Senhor disse: "Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto" (Mateus, 4:10). Ele venceu por completo o Tentador para revelar a todos os povos de todas as gerações seguintes seu caráter puro. Ele é a nossa vitória!

     Em nossa fraqueza e devido à nossa natureza pervertida, temos nos mostrado filhos legítimos de Adão e temos seguido com fidelidade seus passos. Podemos lamentar a escolha de Adão, mas continuamos a imitá-lo!

     Não há um só dia em que não nos defrontemos com a mesma prova apresentada a Adão. Não há um só dia em que não tenhamos a oportunidade de escolher entre as promessas astutas do Diabo e a Palavra de Deus.

    Esperamos com ansiedade o dia em que a desilusão, a doença e a morte desaparecerão - mas não há nenhuma possibilidade de que este sonho se concretize enquanto formos os filhos irregenerados de Adão. Temos que fazer algo a respeito dos nossos pecados. Nos capítulos seguintes, veremos que Deus fez algo em relação a este problema básico da espécie humana.

     Desde o principio dos tempos até hoje, a busca ímpia do homem pelo poder, sua determinação de usar o dom do livre-arbítrio para seus fins egoístas levaram-no à beira da perdição. Os escombros e ruínas de muitas civilizações encontram-se espalhados pela superfície da terra - testemunho mudo da incapacidade humana de construir um mundo permanente sem a ajuda de Deus. Novas ruínas, nova miséria são criadas dia-a-dia, e, no entanto, o homem continua em seu caminho pernicioso.

     Deus, enquanto isto, em sua infinita compreensão e misericórdia, observa, esperando com paciência e compaixão que ultrapassam o entendimento. Espera para oferecer paz e salvação pessoal àqueles que recorrerem à Sua misericórdia . Os mesmos dois caminhos que Deus apresentou a Adão continuam à nossa frente. Ainda somos livres para escolher. Estamos vivendo em um período de clemência enquanto Deus retarda o eterno castigo tão justo que merecemos.

     É a presença do pecado que impede o homem de ser de fato feliz. É por causa do pecado que o homem nunca conseguiu a utopia com a qual sonha. Cada projeto, cada civilização que ele constrói acaba fracassando e cai no esquecimento porque as obras do homem são todas construídas na iniquidade. As ruínas que nos rodeiam hoje são testemunhos eloquentes do pecado que povoa o mundo.       

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Luto - Mário Celso


Aos "cristãos" petistas amigos, aos que estão em minha lista e aos que, excluindo, não declaro serem meus inimigos, só o fiz por uma razão: Prefiro me preparar para consolá-los quando a tristeza e a decepção cair,do que hoje participar de suas alegrias passageiras e vãs... Continuo sendo cristão...

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - Billy Graham

O Pecado Entra em Cena


 O pecado surgiu na espécie humana através de Adão, e, desde então, a espécie humana vem tentando sem sucesso livrar-se, dele.  E, fracassando em sua tentativa, a humanidade tem buscado em vão suspender a maldição. A Bíblia ensina que Deus preveniu Adão antes que pecasse de que, se comesse da árvore do conhecimento, na certa morreria. A Bíblia também nos conta que Deus instruiu Adão e Eva para que fossem férteis, se multiplicassem e povoassem a terra. Mas embora eles tivessem sido criados à imagem de Deus, após a queda, Adão e Eva tiveram filhos à sua imagem e semelhança. em conseqüência, Caim e Abel foram contaminados com a doença mortal do pecado, que herdaram dos pais e que foi transmitida a todas as gerações posteriores. Somos todos pecadores por herança e, por mais que tentemos, não podemos escapar a nosso direito de nascença.

     Recorremos a todos os meios para recuperar a posição que Adão perdeu. Tentamos através da educação, da filosofia, da religião, de governos, nos livrar do jugo do vício e do pecado. Lutamos para realizar com nossas mentes limitadas e pecadoras as coisas que Deus pretendeu fazer com a visão clara que vem somente do alto. Nossas intenções foram boas e algumas de nossas tentativas louváveis, mas todas fracassaram muito antes de atingir o objetivo. Todo o nosso conhecimento, todas as nossas invenções, todos os nossos progressos e planos ambiciosos impelem-nos à frente apenas um pouco, e logo recaímos no ponto em que começamos. Pois continuamos a cometer o mesmo erro que Adão cometeu - estamos ainda tentando ser reis por direito de nascença, e com as nossas forças, em vez de obedecermos às leis de Deus.

     Antes de rotularmos Deus de injusto ou desarrazoado por permitir que o pecado envolva o mundo, examinemos a situação mais devagar, Deus, em Sua compaixão infinita, enviou Seu filho para mostrar-nos a saída de nossas dificuldades. Enviou Seu Filho para sofrer as mesmas tentações que se apresentaram a Adão e vencê-las. Satanás ofereceu a Jesus poder e glória se Ele renunciasse a Deus, da mesma forma como os ofereceu a Adão através de Eva.   

sábado, 18 de outubro de 2014

A TERRÍVEL EXISTÊNCIA DO PECADO - A Escolha... (continuação)- Billy Graham

A Escolha Feita Pelo Homem - II.


     ... Um milagre está sempre pronto para tirar o rio da humanidade de sua aflição e colocá-lo uma vez mais no agradável vale da paz, mas o rio não o vê nem o ouve. Acha que não há nada a fazer senão continuar seu caminho tortuoso até perder-se por fim no mar da destruição.

     A estória do rio é a estória do homem desde o tempo de Adão, serpenteando, dando voltas, mergulhando sempre mais na assustadora escuridão. Embora elevemos nossas vozes e imploremos ajuda, ainda assim escolhemos de modo deliberado - como fez Adão - o caminho errado. Em nosso desespero, nos voltamos contra Deus e O culpamos por nosso dilema. Questionamos Sua sabedoria e justiça. Apontamos defeitos em Sua misericórdia e amor.

     Esquecemo-nos de que Adão foi o chefe da espécie humana, assim como nos Estados Unidos o Presidente é o chefe do governo. Quando o Presidente age, é o povo americano que, na verdade, está agindo através dele. Quando o Presidente toma uma decisão, esta decisão figura como a decisão do povo inteiro.

     Adão figura como o chefe da espécie humana. Ele é também nosso primeiro antepassado. Assim como herdamos características de nossos pais e avós, tais como inteligência, coloração, estatura, temperamento, etc., a humanidade herdou sua natureza degradada e corrupta de Adão. Quando ele fracassou, quando sucumbiu à tentação e caiu, as gerações ainda por nascer caíram com ele, pois a Bíblia afirma com clareza que os resultados do pecado de Adão serão vingados em cada um de seus descendentes. Conhecemos bem demais a amarga verdade daquelas passagens do Gênese, 3:17-19, que descrevem a tragédia que o ato de Adão acarretou para todos nós: "Maldita é a terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado: por que tu és pó e ao pó tornarás."

     A Eva, Deus disse "Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio a dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará" (Gênese, 3:16).

     Em outras palavras, devido ao pecado original de Adão, o solo que um dia deu apenas plantas belas e nutritivas , agora também produz plantas boas quanto más. O homem, que então só precisava caminhar no Éden e estender a mão para obter alimentos, que não carecia de roupas nem de teto, precisa agora trabalhar árduo todos os dias da vida a fim de prover estas  necessidades para si e para sua família. A mulher, um dia a mais feliz das criaturas, carrega agora o peso da dor e do sofrimento; e tanto o homem como a mulher estão condenados  à morte espiritual e física. A morte é uma circunstância tripla: 1)a morte espiritual instantânea; 2) o início da morte física (no momento em que nascemos, começamos a morrer); e 3) a morte eterna definitiva.   

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - A Escolha feita... Billy Graham

A Escolha Feita Pelo Homem

     Esta era a prova! Este era o momento em que Adão lançaria mão de seu livre-arbítrio para escolher o caminho certo ou o caminho errado - escolher porque queria e não porque houvesse um só caminho diante dele!


     Adão fez sua escolha. Sofreu as consequências e estabeleceu o modelo que toda a humanidade iria seguir. "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação..." (Romanos, 5:18). Paulo diz também: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram" (Romanos, 5:12).

     Pois Adão foi a origem da espécie humana. Ele surgiu da terra como uma fonte cristalina e recebeu permissão de escolher se iria transformar-se em um rio que correria através de belos e férteis pastos verdes ou em uma torrente lamacenta que se chocaria para sempre contra rochas e se agitaria entre penhascos profundos e escuros - fria e infeliz em si, e incapaz de levar alegria e fertilidade à terra circundante.

     Não se deve culpar Deus pela trágica confusão em que o mundo se encontra há tanto tempo. A culpa é toda de Adão - Adão, a quem foi dada a escolha e que preferiu ouvir as mentiras do tentador, em vez de ouvir a verdade de Deus! A história da espécie humana, daquele dia em diante, tem sido a história do esforço inútil do homem para recuperar a posição que perdeu com a queda de Adão e, em não o conseguindo, ao menos suspender a maldição.

     "Mas isto é injusto!", dirá você. "Por que devemos sofrer hoje, porque o primeiro homem pecou em um passado tão remoto? Por que a humanidade não se recuperou em todo esses anos? Por que devemos continuar sendo punidos todos os dias de nossa vidas?" Existe uma ideia corrente de que é possível melhorar o homem, melhorando o seu meio ambiente. Não é estranho reconhecer que o primeiro pecado foi cometido em um meio ambiente perfeito?

     Voltemos à estória do rio - o rio escuro e gelado que corre ao pé do desfiladeiro profundo e sombrio. Por que este rio não toma o caminho de volta aos campos quentes e agradáveis que se encontram acima dele? Por que ele não abandona sua triste trajetória, para se tornar a torrente feliz e borbulhante que era quando jorrou com espontaneidade de chão?
     
     Ele não abandona porque não pode. Não tem poder para fazer senão o que sempre fez. Uma vez que mergulhou pela ribanceira íngreme na escuridão, não pode erguer-se de novo à terra radiosa e ensolarada acima. Existe um modo de erguer-se, o meio está à mão, mas o rio não sabe como fazer uso dele. Isto me lembra do rio Yangtze na China (hoje chamado de Chiang Jiang). Este rio despeja sua lama no mar por muitos quilômetros, transformando as águas verde-azuladas do oceano em amarelo-escuras. Ele é incapaz de agir de outra forma.

(continua...). 
     


  

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - Billy Graham

O Âmago do Problema







     Este é o verdadeiro âmago do problema, pois a partir do momento em que um homem recebe liberdade, ele se depara com dois caminhos. A liberdade não tem sentido se há apenas um único caminho possível a seguir. a liberdade implica o direito de escolher, selecionar, determinar o próprio curso da ação.

     Todos nós conhecemos homens e mulheres que são honestos, não tanto por livre-arbítrio, mas porque não tiveram oportunidade de ser desonestos. O Dr. Manfred Gutzke disse: "Vocês velhos, não pensem que estão se tornando melhores só porque estão mais mortos."  Todos nós conhecemos pessoas que se orgulham de ser boas, quando, na verdade, é o seu ambiente ou modo de vida que as impede de ser más. Não podemos nos atribuir o mérito de resistir à tentação, se nenhuma tentação aparecer à nossa frente!

     Deus não concedeu a Adão nenhuma das vantagens deste tipo. Conferiu-lhe livre-arbítrio e deu-lhe todas as oportunidades de usá-lo . E, porque Deus não poderia fazer nada que não fosse perfeito, proporcionou a Adão o cenário perfeito para provar se serviria ou não a Deus.

     Enquanto Adão estava no Éden, era um homem sem pecados, sua inocência não estava maculada. Todo o universo estendia-se à sua frente. A história até então não escrita da espécie humana abria-se como uma grande folha do mais puro pergaminho à sua mão, esperando que ele escrevesse o capítulo inicial - esperando que determinasse que caminho tomariam as gerações futuras.

     Deus concluíra Sua obra. Criara um jardim terreno, farto em tudo que o homem pudesse precisar. Criara um homem perfeito à Sua semelhança. Dotara este homem com uma mente e uma alma e conferira-lhe completa liberdade para usar a mente e dispor da alma como achasse conveniente. Então, como o Pai sábio que era, Deus esperou para ver que escolha Seu filho faria.  

domingo, 5 de outubro de 2014

A Terrível Existência do Pecado - Billy Graham

Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.
                                                         Romanos, 2.23


Se Deus é um Ser justo e amoroso, então por que existe tanta maldade, sofrimento e dor? Como foi que surgiu todo esse ódio? Porque criamos falsos ídolos? Por que fazemos devoções nos santuários da cobiça, do egoísmo e da guerra? Como foi que a espécie humana, que Deus fez à própria imagem, afundou a tal ponto na depravação, que os Dez Mandamentos tiveram que ser revelados com a exigência de que fossem respeitados? Por que Deus teve de enviar o próprio Filho para nos salvar? Como foi que as criaturas de Deus tornaram-se tão cheias de luxúria e maldade?

     Para entendermos isto, para compreendermos com clareza por que uma nação se lança contra outra, por que as famílias se antagonizam, por que todos os jornais estão cheios de notícias de atos insanos e violentos de brutalidade e ódio, devemos nos remontar ao início. Devemos nos remontar à história de Adão no Éden, voltar ao primeiro capítulo do Gênese.

     Há quem diga que esta história bem conhecida da criação é apenas um mito. Dizem que é apenas uma forma simples de explicar uma pergunta irrespondível às crianças. Mas não é verdade. A Bíblia nos diz com exatidão o que aconteceu no início e, por que, desde então, o homem segue a passos firmes pelo caminho da própria destruição.

   Pois Deus criou este mundo como um todo perfeito. Ele criou o mundo belo e harmonioso que o homem desperdiçou - o mundo perfeito que ansiamos por reencontrar, o mundo que todos nós buscamos.

     Neste mundo perfeito, Deus colocou um homem perfeito. Adão era perfeito porque nada feito por Deus pode ser menos que perfeito, e, a este homem perfeito, Deus conferiu não apenas o mais precioso de todos os dons - o dom da vida eterna. Conferiu-lhes também o livre-arbítrio.

     Um amigo  nosso, Dr. M.L. Scoot, o grande pregador negro, falou-nos de um amigo seu. O filho deste amigo fora estudar em uma universidade e veio visitar a família orgulhoso do conhecimento recém-adquirido.

     "Pai," disse ele certa noite, cheio de si, "agora que estive na universidade, não tenho mais certeza se posso concordar com sua fé simples e infantil na Bíblia."

     O pai ficou olhando fixamente para o filho, sem pestanejar. Enfim, disse: "Filho, esta é a sua liberdade - sua terrível liberdade." Foi isto que Deus concedeu a Adão - o livre-arbítrio. Sua terrível liberdade.

     O primeiro homem não foi nenhum habitante das cavernas - uma criatura grunhidora, rosnadora e incompreensível da floresta tentando vencer os perigos da selva e as feras do campo. Adão foi criado já adulto, com todas as faculdades mentais e físicas desenvolvidas. Ele caminhava com Deus e desfrutava de sua amizade. Estava destinado a ser como um rei na terra, governando pela vontade de Deus.

     Esta, então, era a posição de Adão enquanto no Éden, o homem perfeito, o primeiro homem, com seu inestimável, senão terrível, dom da liberdade. Adão tinha liberdade total  - liberdade de escolher ou rejeitar, liberdade de obedecer às ordens de Deus ou de contrariá-las, liberdade de ser feliz ou infeliz. Pois não é a simples posse de liberdade que torna a vida satisfatória - é o que decidimos fazer com nossa liberdade que determina se encontraremos ou não a paz com Deus e em nós mesmos. 

           

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

COMO É DEUS - Billy Graham

"Deus É Amor"

     Quarto: Deus é amor. Porém, como acontece com os outros atributos de Deus, muitas pessoas que não leem a Bíblia são incapazes de reconhecer o significado das Escrituras quando dizem: "Deus é amor" ( I João, 4:8 ).

   Nem sempre temos certeza do que queremos dizer quando usamos o termo amor. Esta palavra tornou-se uma das mais amplamente desvirtuadas de nossa língua. Usamos a palavra amor para descrever as mais desprezíveis, assim como as mais sublimes relações humanas. Dizemos que "amamos" viajar: "amamos" comer bolo de chocolate; "amamos" o carro novo ou a padronagem do papel de parede de nossa casa. Ora, nós até dizemos que "amamos" nosso próximo - mas a maioria diz por dizer, e aí termina o amor! Não é de admirar que não tenhamos uma ideia muito clara do que a Bíblia exprime, quando diz: "Deus é amor."

     Não cometa o erro  de pensar que porque Deus é amor, tudo será bom, belo e feliz, e que ninguém será punido por seus pecados. A santidade de Deus exige que todo pecado seja punido, mas o amor de Deus oferece o propósito e o meio de redenção ao pecador. O amor de Deus forneceu a cruz de Jesus, pela qual o homem pôde obter o perdão e a purificação. Foi  o amor de Deus que enviou Jesus Cristo para a cruz! Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos, 5:8).

     As promessas do amor e perdão de Deus são tão reais, tão certas, tão positivas, quanto podem torná-las as palavras humanas. Mas ao se descrever o oceano, sua beleza total não pode ser compreendida até que seja de fato contemplada. O mesmo acontece com o amor de Deus. Até que você realmente o aceite, até que realmente o vivencie, até que realmente experimente a verdadeira paz com Deus, ninguém pode descrever-lhe suas maravilhas.


O Amor

     O  amor não é algo que se consiga com a mente. Sua mente finita não é capaz de abarcar uma coisa tão grande quanto o amor de Deus. Sua mente talvez tenha dificuldade de explicar como é que uma vaca preta pode comer capim verde e dar leite branco - mas você bebe o leite e sente alimentado. Sua mente não pode compreender todos os processos intricados que ocorrem, quando se planta uma sementinha chata que produz uma enorme herbácea com saborosas melancias vermelhas e verdes - mas você as come e aprecia! Você não entende o rádio, mas o ouve. Sua mente não consegue explicar a eletricidade que talvez esteja gerando a luz sob a qual você lê neste exato momento - mas você sabe que ela existe e que está tornando possível a sua leitura!

     Você tem que receber Deus pela fé - pela fé em Seu Filho. Nosso Senhor Jesus Cristo. E quando isto acontece, não há lugar para dúvidas. Não tem que perguntar se Deus está  ou não em seu coração, você pode sabê-lo.

     Sempre que alguém me pergunta como posso ter tanta certeza de quem e o que Deus é de fato, lembro-me da história do menino que soltava pipa. Era um ótimo dia para soltar pipas, o vento soprava forte, e grandes nuvens redondas deslocavam-se pelo céu. A pipa subia cada vez mais alto, até que foi por inteiro encoberta pelas nuvens.
     - Que está fazendo? - perguntou um homem ao menino.
     - Estou soltando pipa - respondeu ele.
     - Soltando pipa, é? - disse o homem. - Como é que você tem certeza disso? Não pode ver sua pipa.
     - Não - disse o menino -, não estou vendo, mas de vez em quanto sinto um puxão e aí tenho certeza que ela está lá!

     Não deixe que ninguém lhe diga onde está Deus. Descubra-O por si mesmo, e então também saberá por aquele maravilhoso e reconfortante puxão nas cordas de seu coração que Ele está lá com toda a certeza.          

domingo, 28 de setembro de 2014

COMO É DEUS - Billy Graham

Deus É uma Pessoa


     Segundo: a Bíblia revela-O como uma Pessoa. Lemos em toda a Bíblia: "Deus ama," "Deus diz," "Deus faz". Tudo que atribuímos a uma pessoa é atribuído a Deus. Uma pessoa é alguém que sente, pensa, quer, deseja e possui todas as expressões da personalidade.

     Aqui na terra, restringimos a personalidade ao corpo. Nossas mentes finitas não concebem a personalidade que não se manifeste através de carne e ossos. s 

 Sabemos que nossas próprias personalidades não estarão sempre envoltas pelos corpos que agora habitam, Sabemos que, na hora da morte, nossas personalidades deixarão nossos corpos e seguirão para os destinos que as aguardam. Sabemos tudo isto - no entanto é difícil aceitar.

     Que grande revelação seria, se pudéssemos compreender que a personalidade não tem que estar identificada com um ser físico. Deus não está limitado por um corpo, porém é uma Pessoa. Ele sente, pensa, ama, perdoa, solidariza-se com os problemas e as dores que enfrentamos.

Deus É Santo e Justo  
        Terceiro: A Bíblia declara que Deus não é apenas um Espírito e uma Pessoa, mas também um Ser Santo e Justo. Desde o Gênese até o Apocalipse, Deus revela-Se um Deus Santo. Ele é integralmente perfeito e absoluto em todos os detalhes. Ele é santo demais para tolerar o homem pecador, santo demais para suportar uma vida de pecado.

     Se pudéssemos visualizar a verdadeira imagem de Sua justiça grandiosa, que diferença haveria em nosso modo de vida como indivíduos e como nações! Se pudéssemos ao menos compreender o tremendo abismo que separa o homem iníquo da justiça perfeita de Deus! As Escrituras declaram que Ele é a Luz na qual não existe nenhuma escuridão - o único Ser Supremo sem falha nem imperfeição.

     Aqui temos de novo um conceito de difícil compreensão para o homem imperfeito. Nós, cujos defeitos e fraquezas são evidentes em toda parte, mal podemos imaginar a santidade irresistível de Deus - mas precisamos reconhecê-la se quisermos entender e aproveitar a Bíblia.

     O abismo que separa o homem imperfeito do Deus perfeito é enfatizado em todas as Escrituras Sagradas. Podemos vê-lo na divisão do Tabernáculo do Velho Testamento e do Templo do Novo Testamento na Terra Santa e na maioria dos lugares Sagrados. Ele está salientado na prescrição da oferenda que deverá ser trazida caso um pecador se aproxime de Deus. Está sublinhado por um sacerdócio especial que serve de mediador entre Deus e as pessoas. Está enfatizado pelas leis relativas à impureza no Levítico. Podemos vê-lo nas muitas festas de Israel, pelo isolamento de Israel na Palestina. A Santidade de Deus regula todos os outros princípios de Deus.

     As Escrituras declaram que Seu trono assenta-se em Sua santidade. Porque Deus é santo e o homem profano, é que existe uma distância tão grande entre Deus e o pecador impenitente. A Bíblia nos diz que nossas iniquidades nos separam de Deus - separam-nos tanto que Seu rosto nos é ocultado e Ele não quer nos ouvir quando chamamos.; "Se eu no coração contemplar a vaidade," diz o salmista, "o Senhor não me teria ouvido" (Salmos,66 18). Por outro lado, o salmista diz: "Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor... Ele acode a vontade dos que o temem; atende-lhes ao clamor e os salva" (Salmos, 34:15; 145: 18-19).

     Deus é puro demais para considerar o mal com aprovação, o que significa que Ele é santo demais para ter qualquer ligação com o pecado. Antes de o pecado se instaurar na espécie humana, Deus e o homem desfrutavam de boas relações entre si. Agora essas relações estão rompidas, e toda comunicação entre Deus e o homem é inviável sem a participação de Jesus Cristo. É somente através de Jesus Cristo que o homem pode restabelecer suas relações com Deus. Há quem diga que todos os caminhos levam a Deus. Porém, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai se não por mim" (João, 14:6). Disse também: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e achará pastagem" (João, 10:9).

     O homem é pecador, incapaz de alterar sua posição, incapaz de alcançar o ouvido puro de Deus, a menos que clame com sinceridade por misericórdia. O homem teria permanecido perdido para sempre se Deus, em Sua infinita misericórdia, não tivesse enviado Seu Filho à terra para transpor este abismo.

     É na santidade de Deus que encontramos a razão para a morte de Cristo. Jesus era o único o suficiente bom, o suficiente puro e o suficiente forte para carregar os pecados do mundo inteiro. A santidade de Deus exigia a pena mais rigorosa para o pecado, e Seu amor determinou que Jesus Cristo pagasse esta pena e oferecesse a salvação. Porque o Deus que adoramos é um Deus puro, um Deus sagrado, um Deus justo e virtuoso, Ele nos enviou Seu único Filho para tornar possível o nosso acesso a Ele. Mas desprezamos a ajuda que Ele enviou, se deixamos de obedecer às leis por Ele estabelecidas, não podemos clamar por misericórdia, quando o castigo que merecemos recair sobre sobre nós!      

terça-feira, 23 de setembro de 2014

COMO É DEUS - Billy Graham

"Deus É Espírito"   




     Primeiro: a Bíblia declara que Deus é Espírito. Jesus, dirigindo-se à mulher no Poço de Sicar, fez esta afirmação direta sobre Deus: "Deus é espírito" (João, 4:21).

     Que pensamento lhe ocorre quando ouve a palavra espírito?  Que imagem vem à sua mente? Você pensa num fiapo de fumaça vagando pelo céu? Será que espírito significa aquelas coisas que assustam as crianças no Dia das Bruxas? Será que espírito é apenas um nada informe para você? Acha que seria aquilo que Jesus exprimiu quando disse "Deus é espírito"?

     Para descobrir o que "espírito" é de fato, e o que Jesus  quis dizer quando usou esta palavra específica, devemos nos remontar à cena na Bíblia em que Cristo diz, após a ressurreição: "Apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos como vedes que eu tenho" (Lucas, 24:39). Portanto, podemos ter certeza de que o espírito não tem corpo. No entanto, ele tem vida e poder. Isto é difícil de entender, porque o fazemos com nossas mentes limitadas e finitas.

     Como seres humanos privados da visão ilimitada que Deus antes pretendera que Suas criaturas tivessem, não podemos compreender a glória e a magnitude do espírito que se encontra tão distante de nós. Quando ouvimos a palavra "espírito", de imediato tentamos reduzi-la ao nosso tamanho insignificante, fazê-la ao nosso  tamanho insignificante, fazê-la enquadrar-se na esfera de nossas mentes tacanhas. É como tentar explicar a extensão, a majestade e a grandeza assombrosa do oceano a uma pessoa que nunca viu uma porção de água maior do que uma poça de lama! Como pode tal pessoa imaginar a imensidão do mar? Como pode tal pessoa, olhando uma poça rasa e escura, imaginar as profundezas impenetráveis, a vida misteriosa, a força das vagas, o movimento incessante, a crueldade da tempestade oceânica ou a extraordinária beleza da calmaria? Como poderia alguém que tivesse visto apenas uma poça de lama saber do que você estaria falando? Que palavras você poderia usar para descrever com presteza a imensidão do mar? Como poderia fazer alguém acreditar que tal maravilha existe de fato?

     Como é tão mais difícil compreendermos o significado das palavras de Jesus, quando Ele disse: "Deus é espírito." Jesus sabia! Sua mente não era limitada como a nossa. Seus olhos não estavam presos à poça de lama da vida. Conhecia muito bem o alcance infinito do espírito e veio tentar nos proporcionar alguma compreensão de Sua capacidade, consolo e paz.

     Sabemos de fato que o espírito não é algo confinado em um corpo. O espírito não é usável como um corpo. O espírito não é mutável como um corpo. A Bíblia afirma que Deus é um Espírito - que não está limitado ao corpo; que não está limitado à forma; não está limitado a contornos nem vínculos; Ele é absolutamente imensurável e indiscernível por olhos que vêem apenas o mundo físico. A Bíblia nos diz que, por não estar sujeito a estas limitações, Ele pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo - que Ele pode ouvir tudo, ver tudo e saber de tudo.

     Não somos capazes disto e, assim, tentamos limitar Deus às nossas limitações. Tentamos negar a Deus o poder de fazer as coisas que não podemos fazer. Tentamos dizer que, se não podemos estar em todos os lugares ao mesmo tempo, Deus também não pode! Parecemos alguém que, tendo ouvido falar no oceano, enfim encaminha-se para a praia um dia e, chegando à beira da água, apanha algumas gotas segurando-as com as mãos em concha. "Ah," exclama, "enfim consegui ser dono do oceano! Eu o seguro em minhas mãos, eu posso!" Certo, ele possui de fato uma parte do oceano, mas, naquele mesmo momento, outras pessoas em mil outras praias podem estar estendendo as mãos e reivindicando algumas gotas do oceano para si. Milhões de pessoas no mundo poderiam chegar à praia e estender as mãos para enchê-las de água do mar. Cada uma poderia quanta água quisesse, quanta água necessitasse - e, ainda assim, o oceano permaneceria inalterado. Sua imensidão e poder seriam os mesmos, a vida em suas profundezas insondáveis continuaria inalterada, embora tivesse suprido as necessidades de cada pessoa que estivesse com as mãos estendidas ao longo de suas muitas praias.

     Assim acontece com Deus. Ele pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ouvindo as preces de todos os que O invocam em nome de Cristo; realizando os portentosos milagres, que fazem com que as estrelas continuem em seus lugares, as plantas brotem da terra e os peixes nadem no mar. Não há limite para Deus. Não há limite para Sua sabedoria. Não há limite para Seu poder. Não há limite para o Seu amor. Não há limite para a Sua misericórdia.

     Se esteve tentando limitar Deus - pare! Não tente confinar Deus nem Suas obras a um único lugar ou esfera. Você não tentaria limitar o oceano. Você não pode limitar o universo. Você não teria a ousadia de tentar alterar o curso da lua, nem deter a terra enquanto ela gira em seu eixo! É tão mais tolo ainda tentar limitar o Deus que criou e controla todas estas maravilhas!

     Sou para sempre grato à minha mãe por muitas coisas, mas uma das bênçãos mais duradouras que ela trouxe à minha vida foi me ensinar na Escola Bíblica, aos dez anos, que "Deus é um espírito, infinito, eterno e imutável em Sua natureza, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade." Esta definição de Deus me acompanhou a vida toda, e quando um homem sabe no íntimo que Deus é um Espírito infinito, eterno e imutável, isto ajuda a vencer a tentação de querer limitá-lo. Ajuda a superar todas as dúvidas sobre Sua capacidade de realizar coisas que não podemos realizar!

    Aqueles que duvidam que a Bíblia seja a verdadeira Palavra de Deus, duvidam porque relutam em atribuir a Deus qualquer coisa que elas próprias não possam realizar. Se você tem alguma dúvida sobre a inspiração da Bíblia, volte e torne a olhá-la. Olhe-a da perspectiva de alguém que esteve fitando uma poça de lama toda a vida e que, pela primeira vez, está diante do oceano! Talvez só agora você esteja vislumbrando pela primeira vez o poder ilimitado de Deus. Talvez só agora você esteja começando a entendê-Lo pelo que de fato é. Pois se Deus é Espírito que Jesus declara que é, não há problema quanto à Sua sabedoria nas questões humanas, não há problema quanto à inspiração divina dos homens que escreveram a Bíblia. Tudo se encaixa no lugar, quando você compreende quem e o que Deus realmente é.
       

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

COMO É DEUS - Billy Graham

Como É Deus?




     Neste momento crucial da história do mundo, todos deveriam estar buscando uma resposta à pergunta "Como é Deus?". Todos deveriam perguntar e todos deveriam ter certeza absoluta da resposta. Todos deveriam saber, sem sombra de dúvida, com exatidão, quem é Deus e o que Ele é capaz de realizar. Diz a Bíblia: "Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou" (Romanos,1:19).

     É a falta do conhecimento de Deus e a recusa do homem de obedecê-Lo que se encontram na raiz de todos os problemas que nos afligem. É a confusão do homem sobre os desígnios de Deus, que mantém o mundo no caos. É a relutância do homem em aprender a obedecer às leis de Deus que coloca esta pesada carga em nossas almas. Portanto, vamos aprender tudo o que pudermos sobre Ele.

     Onde devemos procurar este conhecimento? Quem entre nós pode nos dizer a verdade? Não  somos todos aqui criaturas finitas? Teria Deus designado alguma pessoa aqui na Terra para falar Dele com autoridade definitiva? Não - o único Homem que poderia fazer isto viveu há dois mil anos, e nós O crucificamos! Como, então, podemos descobrir?

     Podemos perguntar aos eruditos, e eles talvez nos digam que Deus é a expressão de tudo na natureza e na vida, que todos os seres vivos estão integrados em Deus, que a própria vida é uma expressão da Sua Divindade. Eles lhe dirão que é possível ver Deus na menor gotícula de água e na imensa abóbada celeste.

     Pergunte a um filósofo, e ele lhe dirá que Deus é a força primeira e imutável na origem de toda criação, que Ele é o dínamo mestre que mantém todos os mundos em movimento - que Ele é a força sem princípio e nem fim. O filósofo dirá que cada parcela de vida e beleza que vemos é uma manifestação desta força que flui do dínamo em uma corrente interminável, e a ele retorna.

     Continue perguntando, e talvez lhe digam que Deus é absoluto, que Ele é tudo, e que não é possível saber mais nada a Seu respeito. Existem muitas definições distintas de Deus. O Dr. Akbar Haqq diz que, originalmente, todas as pessoas tinham uma concepção monoteísta de Deus. Cada país, cada raça, cada família, cada indivíduo tem tentado explicar o Ser Supremo na origem do universo. Homens de todas as épocas tentaram descobrir o Criador, cuja obra viam, mas a quem não conheciam. Qual destas muitas teorias devemos aceitar? Por qual destas autoridades que se auto-nomeiam devemos nos orientar?

     Como já vimos no capítulo anterior, Deus revelou-Se  no Livro chamado Bíblia. Na Bíblia temos uma revelação de Deus - e com base nela, podemos satisfazer nossas mentes e saciar nossos corações. Podemos ficar seguros de que temos a resposta certa, de que estamos a caminho do conhecimento e do entendimento da verdadeira natureza de Deus. 

Deus revela-Se de centenas de fomas na Bíblia, e, se a lêssemos com atenção e regularidade como lemos os jornais diários, estaríamos tão familiarizados com ela e bem informados a respeito de Deus, como estamos acerca dos feitos do nosso jogador favorito durante o campeonato de futebol!

     Assim como um diamante tem muitas facetas, existem numerosos aspectos da revelação de Deus que encheriam muitos volumes até serem esgotados. Basta dizer que, no espaço limitado de que dispomos, podemos cobrir quatro aspectos da revelação de Deus que parecem ser os mais importantes, e que deveríamos sempre ter em mente.      

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

TODOS OS CAMINHOS LEVAM A DEUS? - Mário Celso Rodrigues

Tenho, pelos escritos filosóficos de Gandhi, sincera admiração. Realmente a religião converge para um só ideal, quando levamos em consideração o fato de  vivermos na esperança de uma feliz vida mesmo após a morte, cada um crê de forma diferente e abalizada por variadas religiões e filosofias, mas todos almejam a vida feliz. Também variados são os livros “sagrados” que informam o que fazer e como fazer para se ter a certeza de tal vida após a morte, que é eterna, sim, morte do corpo; o ser humano é tricotômico: Corpo, Alma e Espírito. O corpo não tem espírito e alma, do contrário a alma e o espírito tem um corpo, o corpo morre, mas o espírito e a alma continuam vivos...
      Profundos estudos tem se feito a respeito, estudos para que se chegue a um denominador comum, para que se encontre a verdade ou a filosofia certa, o homem necessita de informação correta e, nesta necessidade, nos encontramos perdidos com tanta informação... Qual a certa?
É impressionante saber que a simplicidade da situação tem sido rebuscada e o resultado é conflitante... Há um livro sagrado que nos informa com a certeza tão procurada, no entanto dele fugimos e não o abrimos para entender e, quando o lemos, procuramos colocar à frente nossas conveniências.
É simples saber que a Bíblia Sagrada é um livro inspirado por Deus, 2º Timóteo 3:16, “...Toda a escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino...” Isto disse o apóstolo Paulo na carta que escreveu a Timóteo, mas a alguns milhares de anos antes dele, Moisés, inspirado por Deus em Êxodo 32:16 deixa escrito na tábua “... As tábuas eram obra de Deus; também as escrituras era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas...” Levo em consideração os fatos que agora acontecem e que foram descritos a milhares de anos atrás, por exemplo, no livro de Apocalipse. O fato mais recente que me leva a crer piamente nas Escrituras Sagradas como a fiel Palavra de Deus é a afirmação que o mundo teria seu fim no dia 21 de dezembro de 2012, conforme calendário do povo Maia... Na Bíblia, informado sou que: “... Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai...”  Marcos 13:32. Nos Estados Unidos e, tão logo no Brasil, todos terão que usar um “Chip” subcutâneo na mão ou testa para identificação do seguro de saúde... “ A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhe seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte” Apocalipse 13:16. E quanto a evolução científica? Leio em Daniel 12:4 “... até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e a ciência se multiplicará...”.

Por esta razão, me detenho e busco nas Sagradas Escrituras respostas para os meus questionamentos a respeito da vida eterna... Gandhi em uma de suas frases afirma que "Todo o caminho leva o homem a Deus..." Na Palavra de Deus, Jesus Cristo responde a Tomé..."Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" João 14:6. Não sou religioso, sou um cristão que segue os ensinamentos de Jesus Cristo - que não foi nenhum iluminado - Ele é a própria luz!